A hora e a vez dos sonhadores

lupita

Digam o que quiserem, mas a noite de ontem marcou a hora e a vez dos sonhadores. Nos discursos dos dois vencedores ao prêmio de ator e atriz coadjuvante no Oscar, isso ficou bem claro. E em tantos outros momentos também.

Jared Leto foi o primeiro a levar a estatueta e de cara dedicou o seu prêmio a todos os sonhadores do mundo, citando aqueles que tem sonhado e lutado por uma Venezuela e uma Ucrânia melhores. Lupita Nyong´o, ao receber seu prêmio, fez questão de dizer que não importa qual seja o seu sonho, ele é válido.

E os sonhadores, como bem mostrou o Oscar, são os mais diversos possíveis e encontram-se em todos os lugares do globo. Steve McQueen, cineasta britânico, foi o primeiro negro a vencer a principal premiação de Hollywood, o de Melhor filme por “12 anos de escravidão“. O mexicano Alfonso Cuarón se tornou o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio de Melhor Diretor, por “Gravidade“. Lupita Nyong´o, a vencedora como Melhor Atriz Coadjuvante, é uma queniana.

Os sonhadores, enfim, romperam barreiras e mostram que vale a pena sonhar. Vale a pena pagar um preço pra tornar o seu sonho realidade. Vale a pena, enfim, acreditar.

Diante disso, fica a pergunta: qual o seu sonho? O que faz o seu coração bater mais forte, as borboletas darem rasantes no seu estômago e o sorriso saltar no seu rosto? O que faz você perder noites de sono, mesmo sem perceber? O que faz você querer acordar todos os dias e enfrentar as dificuldades pra, no final, dizer que não foi em vão?

Como eu já disse aqui, sonhos são bússolas que nos apontam o caminho. Sonhos são mapas que nos mostram a direção. Mas sonhos sem atitude são desperdício de potencial e de energia. Por isso, sonhador, sonhe. Mas faça valer cada segundo do seu sonho. Porque acredite: é chegada a hora e a vez dos sonhadores!

You may say I’m a dreamer
But I’m not the only one

http://www.youtube.com/watch?v=DVg2EJvvlF8

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Vida nova, tudo novo.

ImagemEu sempre soube que seu sonho era esse, um dia partir rumo aos Estados Unidos da América, fazer uma pós ou mestrado/doutorado e vivenciar uma nova cultura, uma nova vida.

Sempre imaginei que Goiânia era pequena em relação a tudo que você sonhava, que o Brasil era acanhado pra tantos projetos e que um dia, o mundo abriria suas portas, te chamaria e nele, que é grande, seja na África do Sul, em Portugal, Moçambique ou nos Estados Unidos, você se sentiria em casa e falaria: “Lar, doce lar.”

E hoje, esse dia chegou.  Você está nesse exato momento no avião, prestes a conquistar tudo aquilo que Deus projetou pra você.  Hoje, o casulo está vago, não há mais uma lagarta, a borboleta formosa bateu asas, hoje ela já não sofre mais com as angústias do passado, nem com o peso ou a síndrome do quase, hoje ela é completa, livre, forte, sonhadora e de asas fortes!

Hoje, ela é simplesmente, Rê. Uma batalhadora que vai em busca dos seus sonhos, que deixa um legado, uma mensagem de vida, de esperança, que deixa aqui, dentro de mim, saudade, mas hoje eu sei, Goiânia sempre foi pequena demais pra você!

Eu te amo, Lucas.

(Atualizado por: Lucas Vicente, o irmão.)

Fazendo as malas

mala
Ontem, no caminho de Brasília pra Goiânia, olhando a paisagem, senti um nó na garganta. Os olhos se encheram de lágrimas e eu achei melhor segurar o choro. Afinal, a moça que estava ao meu lado no ônibus com certeza não entenderia.

Demoraria muito pra explicar que ali começava a minha despedida, que aquela seria uma das últimas vezes, ao menos nos próximos quatro anos, em que eu veria essa paisagem tão minha conhecida. Demoraria muito pra atualizá-la sobre a mudança continental que, em menos de um mês, será uma realidade na minha vida.

Preferi poupar a moça das minhas lágrimas e me poupar. Porque a verdade é uma só: de agora em diante elas não vão faltar. Começo a olhar os lugares, as coisas e, principalmente as pessoas, com ar de saudade. Com aquela vontade enorme de ficar observando pra guardar cada detalhe e levá-los comigo.

E pra onde pretendo carregar tudo isso? Pro Tennessee, minha mais nova casa a partir de agosto. Serão 4 anos num país diferente, falando uma língua diferente, longe de tudo o que hoje faz parte da minha realidade. Serão 4 anos realizando um sonho: dar continuidade a uma das coisas que mais gosto de fazer – estudar.

Assim, se alguém me pegar por aí olhando fixamente pra algum ponto, já sabe: tou carregando a minha bagagem!

Agora é oficial

Venci a obesidade
Desde que comecei o meu processo de emagrecimento (e lá se vão 3 anos e 4 meses), sempre sonhei com esse dia: o dia em que oficialmente sairia da obesidade. A explicação, claro, é obvia: quando decidi que era chegada a hora de correr atrás da minha saúde, procurei uma médica e fui classificada como obesa mórbida. Ou seja, meu peso me colocava (dentro da tabela IMC) naquilo que é conhecido como Obesidade III e me incluía na faixa de pessoas para quem a cirurgia bariátrica é amplamente indicada.

imc

O restante da história vocês conhecem: eu decidi que não iria nem tomar remédios (o que a médica receitou) e muito menos fazer a cirurgia. Eu iria fazer aquilo que deveria ter feito desde sempre: me alimentar corretamente e praticar atividades físicas regulares.

De lá pra cá, fui galgando cada um dos estágios: saí da Obesidade III e passei para a II, depois pra I e hoje, finalmente, posso dizer que não sou mais obesa. Sou uma pessoa com sobrepeso.

tabela IMC

A última vez que ouvi isso, creio eu, foi quando estava entrando na faculdade (quase 14 anos atrás) e poder dizer isso novamente, tanto depois, me enche de uma alegria sem fim!

Alegria que precisava compartilhar com vocês e com aquelas pessoas que me ajudaram a tornar isso possível: Thiago Machado (meu personal, meu amigo, meu psicólogo…), Cristiane Spricigo (a nutrilinda que 2013 me deu de presente), minha família (minha base, meu suporte), meus amigos e meus leitores. Sim, vocês também fazem parte dessa conquista.

Uma conquista que mostra o óbvio: que a gente é capaz de fazer tudo aquilo que quiser. Que a gente é muito maior do que imagina. Que a gente, enfim, pode voar sim. Bastando, pra isso, abrir as asas e ir tocar o céu!

A tal da maturidade

Você deseja muito uma coisa. Luta, corre atrás. Chora, esperneia pela demora. Até que, num belo dia, você toma coragem e, fechando os olhos pro mundo, abre-os pra si mesmo. E enxerga o óbvio: você ainda não está pronto pra receber seu maior desejo.

Não que você nunca esteja pronto pra ele. Mas, nesse exato momento, você seria incapaz de desfrutá-lo de maneira completa. Seria incapaz de aproveitar tudo o que ele tem a oferecer. Resumindo, seria incapaz de valorizá-lo como ele merece.

Claro que essa descoberta não é fácil de ser digerida, afinal, você tem se empenhado diariamente em alcançar o bendito do sonho. Esforço, tempo, vitalidade, energia, tudo isso você tem colocado à disposição da busca por aquilo que deseja. E perceber que você ainda não está pronto, ou seja, que você terá que continuar a se esforçar, pode ser algo bem frustrante.

Mas é aí que entra a tal da maturidade. Não basta perceber que não se está pronto. É preciso admiti-lo. E o mais trabalhoso: é preciso, paralelamente à busca do sonho, correr atrás pra ser achado apto quando ele chegar.

Estou vivendo exatamente esse momento. Olhei pra dentro de mim e percebi que, se nesse instante, alcançasse um dos sonhos que mais almejo, muito provavelmente colocaria tudo a perder. Ainda não estou pronta. Há muita bagagem a deixar pelo caminho, e há muito caminho a percorrer até que eu esteja finalmente apta para curti-lo de verdade.

Há muito que mexer, há muito que reformar, há muito que jogar fora para que, enfim, existam espaços suficientes para que meu sonho não seja sufocado. Talvez aqui esteja o cerne da questão: preciso arrumar a casa para receber a tão ilustre visita. Que, se depender de mim, se tornará um residente efetivo muito em breve.

Saber que ainda tenho um longo caminho pela frente não é fácil nem tampouco animador. Mas se é necessário, melhor arregaçar as mangas e começar já a mexer no que é preciso. Afinal, maturidade também é isso: fazer hoje o que precisa ser feito, doa a quem doer!

Pelo direito de acreditar

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Que o mundo será melhor
Que as pessoas serão melhores
Que eu serei melhor

Sim, eu tenho o direito de acreditar
No outro
Em mim
Em todos

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Que mudar é possível – além de preciso
Que transformar é preciso – além de possível
Que o impossível é uma palavra que inventamos pra dizer que não é preciso

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Que sonhar vale a pena
Que realizar vale a pena
Que tudo vale a pena se a alma não é pequena

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Que a o sonho cria a realidade
Que a realidade pode ser um sonho
Que sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é o início de uma grande transformação

Sim, eu tenho o direito de acreditar
No brilho nos olhos
No sorriso na boca
Nas borboletas no estômago

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Em Ghandi e na vitória da paz
Em Luther King e nos direitos iguais
Em Madre Tereza e na infinita capacidade de amar

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Mesmo que a fome aos olhos salte
Mesmo que a violência me assalte
Mesmo que a tristeza suas cores ressalte

Sim, eu tenho o direito de acreditar
Sendo ou não idealista
Sendo ou não otimista
Mesmo que me chamem de pouco realista

Sim, eu tenho o direito de acreditar
E vou lutar por ele até o fim
Afinal, vivo porque acredito
Acredito porque vivo, enfim