O que te define?

who you are

Algumas pessoas se deixam definir por aquilo que falam delas. Outras se deixam definir exatamente por aquilo que não falam. Tem aquelas que são definidas pelos números mostrados na balança, na calça jeans e na camisa. Tem também quem se define por aquilo que tem, enquanto outros se deixam definir exatamente por aquilo que não tem. Sem contar aqueles que deixam sua definição nas mãos da TV, dos jornais, das revistas, das redes sociais. 

Tem gente que se define por suas limitações. Tem outros que são definidos pelos seus problemas. Tem também aqueles que são definidos por marcas do passado ou mesmo do presente. Tem gente que se define por onde veio, por sua família, por suas origens ou falta delas. Tem gente que se define por suas emoções – muitas vezes negativas – em relação a tudo. Enfim, tem muita gente que se deixa definir pelos outros, pelas circunstâncias ou simplesmente por aquilo que vem de fora.

Só que eu preciso te contar um segredo: você não precisa se deixar definir por nada disso. Basta que você decida conscientemente o que te define. Se você decidir que não é a sua aparência que te define, que não é o que você tem que te define, se você decidir que o que te define é quem você é de verdade, tudo muda!

Parece clichê, parece livro de autoajuda, parece mais um textinho motivacional? Sim, parece! Mas quando você assistir ao vídeo abaixo você vai finalmente entender que você tem sim escolha. Você pode escolher ser definido pelo que os outros dizem ou pelo que você é. Você pode escolher ser definido pelo que a balança diz e pelo que você é. E a minha torcida é que você tenha a coragem pra escolher ser definido por quem você é de verdade!

E aí, o que você vai deixar que defina você?

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Post sugerido, há muito tempo atrás, pela Lenir. Brigada pela dica, sis! 😉

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Curtindo o inverno

Então o inverno bate à porta (literalmente e metaforicamente) e algumas posibilidades se apresentam: lutar contra ele, o que já garantiria de cara uma derrota homérica; maldizê-lo, o que não mudaria nada; fazer de conta que ele simplesmente não chegou, o que só tornaria as coisas mais difíceis; aprender a curtí-lo, com toda a sua frieza, os seus incômodos e a sua intensidade. Sim, eu escolhi a última possibilidade e tive uma das tardes mais divertidas desde que cheguei nesse lugar que, carinhosamente, chamo de Snowland.

Tirei inúmeras fotos, curti a neve, quase congelei os dedos das mãos (mesmo estando com luvas), encarei o sledding, encarei a neve fofa e, ao final de tudo, ainda comi um pão de queijo quentinho servido com um delicioso café.

E mais uma vez, fica a pergunta: o que mudou? Com certeza não foi a estação. O inverno continua aqui, inclemente, cancelando aulas e plano, esfriando até o pensamento. O que mudou então? A minha maneira de passar por ele. Se ele é o caminho pra que logo mais eu primavere, pra que logo mais eu floresça; se ele é mesmo gelidamente inevitável, o jeito é aproveitá-lo e fazer de cada floquinho de neve uma lembrança de que logo mais as flores virão!

A dieta que funciona

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Paleo, Proteína, Dukan. Vigilantes do peso, Dieta dos pontos, Dieta crua. Dieta do PH, reeducação alimentar. Quer saber a dieta que realmente funciona? Não é aquela mais restritiva, nem aquela mais liberal. Não é aquela que te dá um dia de lixo, muito menos aquela que restringe o que você come depois de tal horas. O segredo da dieta não está na alimentação e muito menos no estômago. A dieta que funciona começa no seu cérebro.

A regra é clara: o que você pensa determina o que você sente que determina como você age. Se quer mudar os seus hábitos, não adianta nada mudar apenas a sua geladeira. Se quer mudar a balança, não adianta nada mudar apenas a dieta. É preciso emagrecer o cérebro primeiro pra depois emagrecer todo o resto. E isso, claro, não é tarefa das mais fáceis.

Muita gente começa empolgado uma nova dieta, tem resultados bacanas no começo, mas depois desanima e acaba engordando mais do que emagreceu. Sem contar aqueles que mal começam e chutam o balde. Falta força de vontade? Falta disciplina? Pode até ser, mas isso, acredite, não é a causa do insucesso. O problema todo está mesmo na programação da cabeça.

Por isso terapia, grupos de apoio, literatura adequada e tudo mais são tão importantes. Emagrecer não é algo apenas de corpo. É algo que precisa acontecer nos pensamentos e nas emoções. É preciso ir além da gordura física. É preciso atacar a gordura mental e a gordura emocional. É preciso trabalhar o que não se vê pra atingir o que é mais evidente.

Esse é um trabalho árduo e que exige muita energia. Porque anos pensando em comida, anos descontando no chocolate as frustrações da vida não mudam de uma hora pra outra. Mas mudam. É possível desde que a gente entenda que é necessário, se empenhe em fazer e não espere mágica. Porque toda mudança de verdade leva tempo e requer eforço e dedicação.

No meio do caminho algumas pedras aparecem. O retrocesso chega. Você pisa na bola com você mesmo. Mas ao invés de desistir, siga em frente. Recomponha-se, perdoe-se, respeite-se. E continue caminhando. Porque por mais que os passos pareçam pequenos, toda mudança de mente é um grande avanço que acontece dentro da gente!

O primeiro passo

first step

Muitas vezes tudo o que é necessário pra que uma situação mude é o primeiro passo. Enquanto você fica ali, hesitante, nada acontece. Ou pior, desacontece. Você fica chateado, às vezes até amargurado. Você culpa a situação por não mudar. Mas, de repente, quando você desavisadamente dá o primeiro passo, tudo acontece!

Aquelas portas que pareciam fechadas com o mais moderno sistema de segurança, se escancaram. Ou se não o fazem, ao menos abrem uma frestinha. Aquela situação tão emperrada, enferrujada, começa a dar sinais de movimento. Aquele trem, parado na estação há séculos, apita e você leva um susto. E isso tudo porque você deu um único passo.

E é exatamente por isso que o primeiro passo geralmente é o mais complicado. É ele quem começa a mudança, é ele a chave, é ele o gatilho. Muitas vezes não pras mudanças do lado de fora. Mas pras mudanças do lado de dentro.

Porque essa é uma verdade: o primeiro passo pode até não mudar a situação, mas ele nos muda. Nem que a única mudança seja exatamente a da inércia para o movimento. Mas ele o faz. E acredite: isso, por si só, é extremamente significativo e poderoso.

Claro que o primeiro passo requer muito de nós. Precisamos vencer a barreira da inércia, do comodismo, do conformismo. Precisamos vencer a nós mesmos. Às vezes, para dá-lo, é preciso arrancar as raízes que nos prendem ao chão. E não há como negar que isso pode ser bastante doloroso.

Mas sem o primeiro passo, o segundo, o terceiro e todos os outros passos nunca virão. É preciso dar o primeiro passo para poder caminhar, para ver as coisas acontecerem, pra participar da mudança, pra ser a mudança. Mesmo que tudo isso aconteça dentro de você.

E eu não estou falando de algo lá longe. Estou falando de algo pertinho de mim, algo que acaba de me acontecer. E exatamente porque eu dei o primeiro passo, depois de um bom tempo resistindo e batendo o pé como uma criança birrenta, as coisas parecem finalmente mudar.

Fácil não é. Confortável também não. Mas se a gente quer avançar, é mais do que preciso. Ouse dar o primeiro passo!

Equações

adding

Nas nossas primeiras aulas de matemática, a gente aprende que 1 + 1 = 2. Aprende que isso vai ser sempre assim e pronto. À medida que as aulas vão evoluindo, a gente vai aprendendo equações mais complexas mas, no final, a gente sabe que o resultado vai estar lá. E, tirando um ou outra equação muito específica, esse resultado é sempre garantido e certo.

O problema é quando a gente transpõe esse pensamento para fora do mundo matemático. Uma pessoa unindo-se a outra pessoa não formam duas pessoas juntas. Normalmente elas formam um casal, um todo – mesmo que esse todo seja formado de duas partes inteiras. Normalmente? Pois é, talvez você esteja pensando aí nas muitas pessoas que estão com outras e que na verdade formam algo como um e meio ou mesmo um inteiro formado por dois meios.

Sem contar no mundo das dietas, por exemplo. A mídia, sua nutricionista, seu personal insistem com você que emagrecer é uma questão de ingerir menos calorias do que se gasta. Ou seja, o emagrecimento é uma equação matemática simples onde o maior número precisa ser o de calorias gastas. Só que se você já passou por esse processo, ou está passando, sabe que não é bem assim. No mundo ideal, no mundo matemático, seria. Mas no mundo real as equações são mais complexas e os resultados variáveis. Se você está cansado, ansioso, se algo está errado com seu corpo, tudo isso interefere na equação e no final das contas o resultado na balança não é o esperado.

A vida, minha gente, a vida real, não é feita de equações matemáticas com resultados perfeitos ou ao menos sempre esperados. A vida é mestre em bagunçar nossas equações e nos dar resultados inesperados.

Diante disso, a gente sempre tem escolhas. Podemos agir como aquela criança que um dia fomos lá na escola primária, que, de tão chateada por não conseguir encontrar o 2 esperado, rasga a folha, faz bico e simplesmente dá as costas pra equação. Podemos também agir como um aluno universitário que simplesmente não aceita que não achou a resposta. E passa a maior parte do seu tempo com a equação na cabeça, tentando entender, tentando descobrir, tentando achar o 2 de qualquer maneira. Mas ainda há uma outra escolha: a gente pode olhar pro resultado e entender que não se trata de matemática, enfim. Se trata de uma vida cheia de variáveis que precisa ser compreendida dessa forma. Se o 2 aparecer, ótimo. Se não, sigamos em frente que um 4 pode aparecer logo ali. Ou um 8, ou um 10.

Sim, algumas vezes a vida te dará um 2. Mas acredite, isso não acontecerá sempre. Relacionamentos não são matemáticos. Dietas não são matemáticas. Saúde não é matemática. Profissao não é matemática. A vida não é matemática. Se a gente conseguir colocar isso na cabeça, muito provavelmente vai se decepcionar menos e curtir mais. Afinal, estaremos sempre esperando resultados diferentes e surpreendentes.

Que tal deixar a vida te surpreender hoje?

Fim

butterflies

Último dia do ano. Impossível fugir do clima de retrospectiva, fechamento de ciclo e ponto final que ronda o momento. Impossível também não pensar no futuro, não encher o coração de esperança e desejar que 2014 surpreenda – e olha que pra surpreender mais do que 2013 ele vai ter que rebolar.

Como não cansei de dizer por aqui, em 2013 grande parte dos meus sonhos se tornou realidade. Publiquei meu primeiro livro, fiz minha primeira cirurgia plástica, me mudei para os Estados Unidos. Claro, com todos os sonhos, também vieram os desafios – saber como vender o livro, alguns problemas no meu pós-operatório e toda a questão da adaptação à minha nova vida.

Mas como diz o poeta, tudo vale a pena se a alma não é pequena. E aqui, pode acreditar, a alma é grande o suficiente pra caber milhares de borboletas e seus vôos rasantes. É grande o suficiente pra não se afogar nas lágrimas dos primeiros meses de Estados Unidos. É imensa para caber toda a saudade e, ao mesmo tempo, toda a alegria que essa nova vida tem me proporcionado.

2013 foi um ano entregue numa caixa de presentes e com um laço enorme. Mas nem por isso ele foi perfeito. Não, não foi. Porque eu não sou. Por mais que tenha emagrecido, ainda sou uma pessoa que luta contra a balança. Sim, engordei desde que cheguei aqui e tenho lutado pra perder os quilos engordados. Ainda não é fácil não alimentar minhas emoções. Ainda não é fácil não ver a comida como um conforto.

Ainda estou me adaptando à essa rotina friorenta e por isso a atividade física não tem sido aquela coisa. Comprei um kettlebell, dois pesos, tenho um TRX e tenho tentado me virar com isso. Arrumei uma companheira de caminhada e isso também tem ajudado. Mas confesso: as corridas têm me feito falta.

Assim como as frutas brasileiras e os preços amigáveis. Por aqui comida saudável é bem mais cara. Tenho me virado com 3 tipos de fruta geralmente (bananas, morangos e uvas), castanhas e vegetais congelados. Também tomei a decisão de cortar açúcar e qualquer tipo de adoçante, natural ou não, da minha alimentação. Aprendi a tomar café apenas com canela e, além de gostoso, me dá energia. Outra coisa que resolvi cortar foi o glúten mesmo não sendo celíaca. Percebi que reajo melhor sem o danado e tou gostando do resultado.

Enfim, ainda me vejo em meio a lutas passadas e espero que em 2014 eu as vença um dia de cada vez. Se a batalha não chegar ao fim, que chegue ao menos o mais perto possível disso acontecer. Que cada vez mais eu consiga domar minhas emoções e não o contrário.

As perspectivas para 2014 são sim animadoras. Mas não porque o ano será diferente e sim porque eu pretendo fazer muitas coisas diferentes. E uma delas tem a ver com o blog. Sinto que ele se perdeu em meio a tudo o que me aconteceu em 2013. Talvez seja hora de achá-lo ou, quem sabe, de deixá-lo perdido por aí. Preciso descobrir o que fazer e, assim que conseguir, aviso aqui!

No mais, simbora soltar as borboletas que vivem dentro da gente pra que em 2014 elas nos levem a lugares jamais imaginados!

O legado

2013

2013 foi um ano que vai ficar pra história. Ao menos pra minha história.
Ele chegou bem devagarinho, como quem não quer nada e, com isso, me deixou levemente preocupada.
Mas depois que engrenou, realmente mostrou a que veio.
Em 2013 publiquei um livro, fiz uma grande cirurgia e mudei de país.
Em 2013 tive sonhos realizados, lágrimas derramadas e alegrias escancaradas.
Mas, acima de tudo, em 2013, confesso que vivi!
Vivi a felicidade de ver o que eu queria se materializar à minha frente.
Vivi a dor da distância e da saudade.
Vivi a experiência de começar de novo em uma cultura completamente diferente.
Em 2013 tudo valeu a pena.
Valeu a pena deixar tudo pra trás e seguir em frente.
Valeu a pena ter que reaprender a falar.
Valeu a pena sofrer por não entender e muitas vezes não ser entendida.
Valeu a pena deixar de ser a Renata Cabral e passar a ser a Renata Vicente.
2013 foi o ano em que Deus quis, eu sonhei e tudo aconteceu.
E aconteceu rápido, quase de repente.
Ao mesmo tempo aconteceu, e ainda acontece, lentamente.
Algumas coisas ainda estão por acontecer.
Talvez tanto aconteceu em 2013 que elas acharam melhor esperar o ano virar pra, enfim, aparecer.
2013 termina assim como um ano que não vai dar pra esquecer.
E que deixa como legado, pra 2014, muito já consolidado e tanto a ser conquistado!