Gotas de esperança ou eu escolho as flores

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Não adianta. Quando a gente lê notícias como as da semana passada, parece que aquele fiapinho de esperança na humanidade que a gente tinha se rompe e ficamos sem saber pra onde correr.

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Tudo perde o sentido, fica sem cor. Começamos a olhar o mundo em volta e a nos perguntar o que ainda estamos fazendo aqui,

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Mas daí a gente assiste a isso aqui:

 

E depois a isso:

 

E é como se do céu, gotas de esperança caíssem pra molhar aquela terra que andava seca, seca.

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E mais uma vez percebemos que, apesar de tudo, existe uma escolha.

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Eu escolho as flores!

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Aprendendo com as estações

Autumn Spectrum 10/10/10
Como diz a música, mudaram as estações. No Brasil, primavera. Desse lado de cá, outono. Duas estações que podem nos inspirar a mudar também.

No outono, as folhas amarelam e caem. É chegada a hora de preparar a árvore para a estação mais fria do ano e as folhas não terão qualquer uso no inverno. Na primavera, as flores aparecem, perfumando e embelezando a paisagem. Mas mais do que isso, elas preparam a árvore para os frutos que virão.

Assim como as árvores fazem no outono, precisamos aprender a nos libertar, a deixar pra trás, tudo aquilo que temos carregado inutilmente. Principalmente conceitos, pré-conceitos e tantos pensamentos – a nosso respeito e a respeito daqueles que nos cercam.

Com o outono aprendemos que peso extra não colabora nos momentos mais complicados. Peso extra só atrapalha no inverno. Peso extra só machuca, fere e, muitas vezes, mata.

Já com a primavera aprendemos que é preciso florescer, é preciso enfeitar o mundo com beleza e cores. E mais do que isso. Ela nos ensina que precisamos florir para frutificar.

Infelizmente, muitas vezes queremos o fruto sem a flor. E queremos também o fruto sem a dor do outono. Mas é no outuno, quando as folhas caem, que normalmente os frutos aparecem. É preciso abrir mão, deixar ir, pra poder frutificar.

Primavera e outono. Duas estações tão diferentes mas unidas com um propósito: os frutos. Uma prepara a planta para que eles venham. A outra permite que eles apareçam.

Que assim como eu tenho pensado nesses dias, que você esteja pronto a fazer o que for necessário pra que os tão almejados frutos surjam em sua vida. Abra mão. Floreça. E frutifique!

Protegendo seu jardim

Se você é como eu, em alguns momentos da sua vida você reclama que as coisas não acontecem. Você sente que aquilo que deveria virar simplesmente não vira. E você fica ali, simplesmente frustrado com os não acontecimentos, com os não avanços, com os não progressos.

Mas se você parar pra pensar, e se for bem honesto consigo mesmo, vai perceber que muitas vezes o culpado pelo não andar da carruagem é você mesmo. É, é duro admitir. Mas a velha história de que nosso maior inimigo somos nós mesmos é verdadeira e pode ser comprovada no dia a dia.

Engraçado que queremos os avanços, os progressos. Queremos ver acontecer. Queremos o deslanchar. Queremos os frutos, enfim. Mas nos esquecemos que eles, os frutos, são parte de um processo complexo que começa com o preparar da terra, o plantar a semente pela semente, o cuidar da planta. E não acaba aí. Passa, também pelo florescer pra só aí culminar com o frutificar.

Muitas vezes, no meio desse processo todo, permitimos que ervas daninhas ataquem nosso jardim. Ou pior, no momento da flor, quando o fruto está logo ali, descuidamos de nós mesmos e permitimos que pequenas coisas (ou raposinhas, como diz Cantares 2.15) destruam todo o trabalho, todo esforço.

É o famoso nadar, nadar e morrer na praia. Quando estamos logo ali, bem pertinho daquilo que mais desejamos, daquilo que mais almejamos, permitimos que detalhes nos impeçam de frutificar. E lá vamos nós ter que começar tudo de novo. E esperar mais uma primavera para que venham as flores. E ter que esperar que elas floresçam para que o fruto apareça.

Ou seja, gastamos ainda mais energia tendo que replantar. Ficamos ainda mais ansiosos com algo que poderia ter sido resolvido na primavera anterior. Protelamos as estações por conta, muitas vezes, de descuidos com pequenas coisas. E ainda reclamamos da vida, do mundo, do universo que, dizemos, conspira contra nós!

No dia de hoje, dê uma olhada no seu jardim, imagine os frutos que virão e comece a proteger agora mesmo as suas flores. Com unhas e dentes, se preciso. Com toda a vigilância se necessário. Não permita, de maneira nenhuma, que os frutos se percam antes mesmo de nascerem!