Gotas de esperança ou eu escolho as flores

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Não adianta. Quando a gente lê notícias como as da semana passada, parece que aquele fiapinho de esperança na humanidade que a gente tinha se rompe e ficamos sem saber pra onde correr.

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Tudo perde o sentido, fica sem cor. Começamos a olhar o mundo em volta e a nos perguntar o que ainda estamos fazendo aqui,

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Mas daí a gente assiste a isso aqui:

 

E depois a isso:

 

E é como se do céu, gotas de esperança caíssem pra molhar aquela terra que andava seca, seca.

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E mais uma vez percebemos que, apesar de tudo, existe uma escolha.

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Eu escolho as flores!

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Expectativas

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Antes que você torça o nariz e comece a pensar que a expectativa é a mãe de todas as frustrações, quero dizer que sim, eu tenho expectativas. Mas não, elas não estão do lado de fora. Estão bem cá, aqui dentro de mim. Ou seja, estão colocadas no lugar certo.

É inevitável, ao menos pra mim, chegar em dezembro e não começar a pensar em 2014. Eu sei, não existe mágica, não existe encantamento. Não existe, tecnicamente falando, nada que faça de dezembro um mês diferente de todos os outros do ano. Mas, ao mesmo tempo, como bem disse Drummond, quem dividiu o ano em 12 fatias foi um gênio. Sim, porque a cabeça da gente se programa pra chegar no 12º pedaço e dizer: tenho a chance de começar tudo novo de novo!

Ou seja, não existe nada que faça de dezembro um mês diferente. Mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente nesse mês tão comum. A começar pela palavrinha do título: expectativas. Sim, como eu disse lá em cima, eu as tenho no lugar certo. Em mim mesma. Não espero que o mundo mude, que seja mais legal comigo, que o universo conspire, nada disso. Espero que eu mude, que eu seja uma pessoa melhor, que eu fique mais perto de quem eu sou de verdade.

Além de dentro de mim, também coloco minhas expectativas na única pessoa que nunca decepciona: Deus. Nesse ano de 2013, pra dizer a verdade, coloquei todas elas nEle. E não me arrependi. Decidi não ter planos pro ano. Apenas orar e deixar que os planos dEle se cumprissem em mim. Digo de novo: não me arrependi. Fiz a cirurgia que tanto queria, publiquei meu livro, me mudei pros EUA. Planos que por mim mesma eu jamais imaginaria. Mas Ele, criativo que só, imaginou e me deu condições de realizar.

Por essas e tantas outras, estou sim cheia de expectativas. Tão cheia, que gostaria de sair por aí enchendo outros também. Porque há esperança, minha gente. E 2014, com certeza, pode ser ainda melhor que 2013. Basta que a gente coloque cada uma das nossas expectativas no lugar e na pessoa certa!

Gente de verdade

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Se tem uma coisa que me emociona é ver gente que é gente de verdade. Que tem sentimentos e os expressa, que sorri de peito aberto, que chora quando tem vontade, que abraça os amigos, que se declara. Gente que, acima de tudo, surpreende o outro com seus gestos inesperados e os seus sentimentos incontidos.

Hoje pela manhã li no Facebook uma notícia que encheu meus olhos de água: uma querida família de amigos, que mora nos EUA, foi surpreendida por uma gentileza. Ouviram a campainha tocar, abriram a porta e não havia ninguém lá. Mas no chão havia quatro embrulhos de presente – um pra cada membro da família.

Gestos assim enchem meus olhos de água e meu coração de esperança. Sim, ainda existe gente de verdade no mundo. Gente que se preocupa com pequenas gentilezas e que não precisa de créditos por elas. Gente que deseja que o outro se sinta bem, confortado e confortável mesmo num país que não é o seu. Gente que deseja compartilhar alegrias e que o faz em forma de presentes.

Fiquei pensando no quanto gente assim toca a gente. E no quanto vai espalhando fé, esperança e alegria por onde quer que passe. Vai aquecendo os corações dos outros e sussurrando bem baixinho em seus ouvidos: “gentileza e delicadeza ainda existem e valem a pena ser cultivadas. Passe adiante!”

Porque esse é o superpoder de gente de verdade: mudar a vida das pessoas à sua volta e fazer com que essas pessoas façam o mesmo com quem as cerca. Gente de verdade espalha o vírus da esperança e contamina o ambiente. Gente de verdade acredita e faz com que todos acreditem também. Gente de verdade tem aquele brilho irresistível nos olhos. Gente de verdade, enfim, traz o arco-íris pros céus mais nublados.

Que essa gente de verdade se levante hoje e sempre. Ou melhor: que mais gente se arrisque a ser gente de verdade!

Uma conquista diária

Lendo o livro de Provérbios essa semana na versão A mensagem, fui fisgada pelo versículo 19, do capítulo 5, que diz o seguinte: “Nunca ache que o amor está garantido para sempre, mas conquiste a mesma mulher todos os dias”. Ele é um alerta claro para aqueles que, casados ou mesmo em um relacionamento, se esquecem de que não se conquista alguém uma única vez. Isso acontece de novo, de novo e de novo.

Exatamente como no filme “Como se fosse a primeira vez”, com Drew Barrymore e Adam Sandler. Só que, no caso do filme, essa conquista acaba sendo obrigatória, já que a mocinha sempre acorda com amnésia, ou seja, ela nunca se lembra de ter amado o mocinho, de tê-lo conhecido, ao acordar. Assim, Adam Sandler precisa, todos os dias, reconquistá-la.

Associando uma coisa a outra, fiquei pensando em como essa máxima, a da conquista diária, é verdadeira para todas as áreas da nossa vida. E não apenas no âmbito dos relacionamentos. E como nós nos esquecemos disso.

Essa semana, por exemplo, tenho conquistado diariamente um autocontrole que, há alguns dias atrás, havia perdido em algum lugar. E percebi que é exatamente assim: não é porque ele existiu ontem que ele existirá hoje. Preciso entender que a cada dia conquisto uma cota. E que a cota do dia basta apenas para ele.

Também tenho conquistado um ânimo, uma motivação, que há algum tempo deixei para trás. Mas que agora, nesse momento, tem enchido meus dias de algo que me é completamente necessário: esperança. Ou seja, motivando-me diariamente, conquisto, de brinde, a esperança que faz meus olhos brilharem e deixa os meus dias ainda mais especiais.

E você, o que você tem deixado de conquistar diariamente e que faz toda a diferença no seu dia a dia? Que tal lembrar-se que o Carpe Diem também se relaciona a isso? Aproveitar o dia é também conquistar tudo aquilo que fará dele ainda mais especial. Seja um amor, seja a fé, seja a disciplina, seja uma vida profissional melhor.

Simbora começar a conquista agora?

Dos ipês e de mim

Quem mora por essas bandas de cá, no miolim do Brasil, tem sofrido nos últimos dias com o intenso calor. Não que não estejamos acostumados a isso, mas esse ano ele demorou a chegar e, quando o fez, apareceu com força total. Pra se ter uma ideia, agosto é normalmente o mês mais quente do ano. Mas nesse ano especificamente, ele resolveu ser chuvoso e friozinho. Assim, restou para setembro nos atormentar com o calor e com a sequidão sem fim.

As paisagens, nessas condições, se tornam simplesmente desérticas. Goiânia, que é uma das cidades mais arborizadas do Brasil, perde o tom esverdeado e ganha um tom amarelado. Pra onde quer que se olhe tudo o que se vê são diversos tons de amarelo mesclados ao cinza dos prédios e do asfalto.

Só que, em determinados pontos da cidade, alguns lampejos de cores de repente aparecem. Amarelos, roxos e rosas bastante vivos se destacam em meio a uma uniformidade de cor. Chamando a atenção daqueles que por eles passam, parecem imunes ao clima desértico e ao sol intenso. Eles, os ipês, reinam soberanos em meio a uma paisagem de tons pastéis.

E é simplesmente impossível ficar imune aos seus encantos. No meio de praças, de ilhas, de parques, eles são a única cor que se vê. São o único lampejo de vida que se percebe. São verdadeiros ventos de sopro fresco em meio a um ar praticamente irrespirável.

Observando sua beleza, sua leveza e olhando pra dentro de mim, percebo o quanto preciso aprender com eles. Porque tem dias em que acordo e tudo o que sinto é o peso de um clima desértico. Olho em volto e apenas enxergo tons de cinza por onde quer que meu olhar alcance. Nesses dias, tendo a me esconder. Ou melhor, tendo a me camuflar e fundir-me com o resto da paisagem. Mas quando olho para os ipês, lembro-me que não fui criada pra isso. Fui criada para florescer. Fui criada para ser um sopro de vento fresco em meio a qualquer clima. Fui criada para espalhar cor e leveza por onde quer que for.

Não importa o clima, não importa a paisagem, não importa o que se passa ao meu redor. Assim como os ipês, preciso permitir que minhas flores apareçam e, com elas, a esperança de que é possível colorir o mundo à minha volta!