A dieta que funciona

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Paleo, Proteína, Dukan. Vigilantes do peso, Dieta dos pontos, Dieta crua. Dieta do PH, reeducação alimentar. Quer saber a dieta que realmente funciona? Não é aquela mais restritiva, nem aquela mais liberal. Não é aquela que te dá um dia de lixo, muito menos aquela que restringe o que você come depois de tal horas. O segredo da dieta não está na alimentação e muito menos no estômago. A dieta que funciona começa no seu cérebro.

A regra é clara: o que você pensa determina o que você sente que determina como você age. Se quer mudar os seus hábitos, não adianta nada mudar apenas a sua geladeira. Se quer mudar a balança, não adianta nada mudar apenas a dieta. É preciso emagrecer o cérebro primeiro pra depois emagrecer todo o resto. E isso, claro, não é tarefa das mais fáceis.

Muita gente começa empolgado uma nova dieta, tem resultados bacanas no começo, mas depois desanima e acaba engordando mais do que emagreceu. Sem contar aqueles que mal começam e chutam o balde. Falta força de vontade? Falta disciplina? Pode até ser, mas isso, acredite, não é a causa do insucesso. O problema todo está mesmo na programação da cabeça.

Por isso terapia, grupos de apoio, literatura adequada e tudo mais são tão importantes. Emagrecer não é algo apenas de corpo. É algo que precisa acontecer nos pensamentos e nas emoções. É preciso ir além da gordura física. É preciso atacar a gordura mental e a gordura emocional. É preciso trabalhar o que não se vê pra atingir o que é mais evidente.

Esse é um trabalho árduo e que exige muita energia. Porque anos pensando em comida, anos descontando no chocolate as frustrações da vida não mudam de uma hora pra outra. Mas mudam. É possível desde que a gente entenda que é necessário, se empenhe em fazer e não espere mágica. Porque toda mudança de verdade leva tempo e requer eforço e dedicação.

No meio do caminho algumas pedras aparecem. O retrocesso chega. Você pisa na bola com você mesmo. Mas ao invés de desistir, siga em frente. Recomponha-se, perdoe-se, respeite-se. E continue caminhando. Porque por mais que os passos pareçam pequenos, toda mudança de mente é um grande avanço que acontece dentro da gente!

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O castelo, o foço e quem realmente sou

Durante muito, muito tempo, morei em um castelo com um foço enorme me separando do resto da humanidade. Do alto da mais alta torre, acenava para as pessoas do lado de fora. E as pessoas, tão distantes, acreditavam no que eu queria: que estava tudo bem.

Só que viver na janela, de acenos, cansa. Ter que ficar o tempo todo cuidando do foço, também. Alimentar uma imagem de forte quando, no fundo sou muito, muito fraca, extingue toda a energia que poderia ser usada em outra coisa. Então, num belo dia, levantei-me e simplesmente mudei de casa.

E essa mudança, bem pensada, trouxe à tona quem realmente sou: uma pessoa emocionalmente frágil. Sem máscaras, sem armaduras, sem muros tampando a vista. Uma pessoa que se abala, que se dói, que não fica nada bem em muitos, muitos momentos.

Apesar de ter saído do castelo, o castelo não saiu completamente de mim. Quando me percebo frágil, luto, luto muito contra isso. Gasto energia, me esforço, tentando ser forte. Ou ao menos parecer. Me culpo por me abalar tanto, por me preocupar tanto. E, nesse processo tão angustiantemente cansativo, acabo pensando seriamente em voltar para a torre.

Só que amo minha casa nova. Amo a liberdade que conquistei. O castelo era grande, escuro, solitário. Suas paredes me oprimiam e seu poço, apesar de me proteger, também me sufocava. Diante disso, o que fazer?

Resolvi não lutar contra quem sou. E não é desistência. É aceitação. Sou frágil? Sim, sou. Essa fragilidade me leva a momentos de intenso desespero? Sim, me leva. Essa fragilidade me atrapalha em outros instantes? Sim, me atrapalha. E muito. Mas não é só isso que ela faz. Descobri que, por ser tão sensível, tenho grande facilidade em sentir a dor do outro. Em me sensibilizar com o que vejo, o que ouço. E, exatamente por isso, em tentar fazer algo – mesmo que mínimo – diante daquilo que me incomoda e machuca.

Sei que alguns, diante disso, vão dizer que eu deveria ser forte, que eu deveria isso ou aquilo. Pra esses, sinto informar que foi-se o tempo em que eu buscava ser quem deveria ser. Hoje busco ser simplesmente quem sou. Com minhas fragilidades, minhas dores. Buscando aceitar-me, entender-me e, com isso, crescer. Distanciando-me, cada vez mais, do castelo, do foço e dos falsos acenos.

Decida-se

Depois de ler esse post aqui da Milena, fiquei pensando naquilo que a gente consegue fazer simplesmente quando decide que vai fazer. E, depois de algo chato que me aconteceu também ontem, senti na pele como isso é verdade.

Ontem à noite tive o retrovisor do meu carro arrancado num ato de vandalismo. Não, não foi um barbeiro quem bateu e o arrancou. Foi um vândalo mesmo. E, quando cheguei em casa  e liguei pro meu pai (ele mora em Brasília e eu em Goiânia) perguntando quanto custaria um retrovisor, tive um momento de descontrole puro e simples. Fiquei simplesmente transtornada de imaginar que eu teria que pagar 200 reais por algo que não me dizia respeito. Que eu teria, enfim, que pagar a conta do alheio.

O dia tinha tudo para terminar azedo e contaminar o resto da semana. Até que decidi atender ao convite de uma amiga e fui caminhar/correr. Até que decidi olhar pra frente e menos pra trás. Até que decidi que o episódio não iria influenciar meu humor. Até que decidi que, apesar do que me façam, no final das contas sou eu quem irei determinar o que vou sentir ou como vou agir.

Claro que liberar endorfina também ajudou a melhorar o humor (fica a dica). E que a boa companhia da Tati fez toda a diferença. Mas a decisão de não me deixar abalar foi determinante pra que hoje eu tocasse a vida da melhor maneira possível.

Diante disso, fiquei pensando em como a simples decisão pode mudar a vida da gente. E pra melhor. Quando decidimos nos manter firmes na dieta e não nos render àquele docinho que parece nos chamar pelo nome. Quando decidimos ser educados com aquela pessoa difícil que cruza o caminho da gente. Quando decidimos continuar em frente apesar da dor e mesmo do sofrimento. Quando decidimos pela superação e não pela murmuração. Quando decidimos nos manter firme em algo que parece loucura pros outros, mas pra nós faz todo o sentido. Quando decidimos que nós é quem vamos controlar as nossas emoções, e não o contrário.

Assim, no dia de hoje, acredite: quando você decide, as coisas acontecem. Quando você decide, você caminha. Quando você decide, você descobre que não é impossível e vai lá e faz!

O comentário que virou post

No post de ontem, em que eu falava sobre a importância de não permitirmos que nossas emoções assumam o controle das nossas vidas, a Renata fez um comentário bem interessante. E tão, mas tão bacana, que acho que cabe abrir a discussão por essas bandas:

“Eu fiquei pensando no quanto os sentimentos – dos outros – têm o poder de nos controlar e no quanto isso é injusto. Não acho que devemos virar monstros egoístas que não têm consideração pelos sentimentos alheios, mas acho que esquecermos dos nossos sentimentos em prol dos dos outros é fria. Ando pensando muito sobre isso”.

É, não basta não permitir que os nossos próprios sentimentos nos dominem. Também precisamos tomar o cuidado pra que os sentimentos dos outros não ditem as nossas ações, as nossas atitudes.

Que fique claro: se não podemos controlar o que sentimos, quanto mais o que os outros sentem. Não temos como garantir que uma ação x de nossa parte irá repercutir da forma y na pessoa, gerando o sentimento z por conta disso. E se controlar tudo isso não é possível, não é um pouco ilógico permitir que esse sentimento que nem sabemos se w ou z nos controle, nos pressione, nos limite?

Mas é o que mais acontece. Deixamos que os sentimentos alheios ditem a pauta de nossas ações, de nossos projetos, de nossos pensamentos. Quer um exemplo bem claro e simples? Você recebe uma proposta maravilhosa de emprego. Mas apesar de achar que pode ser uma fonte de crescimento, você fica extremamente balançado. Não porque não queira ou não ache que deva ir. Mas simplesmente porque fica preocupado com os sentimentos do seu chefe atual, que gosta realmente de você. Você sofre por imaginar que ele ficará chateado, magoado.

Isso mesmo, você sofre. E é aqui o ponto primordial: o sofrimento. Se o sentimento do outro nos controla de tal forma que começa a nos prejudicar, começa a nos fazer sofrer, talvez seja hora de rever a ordem das coisas. Não proponho o egoísmo puro e simples, que fique claro. Mas proponho irmos até onde vai realmente a nossa responsabilidade. Proponho, isso sim, o cuidado consigo mesmo, o amar-se, o preservar-se.

Permitir que os sentimentos alheios nos dominem é dar a condução de nossas vidas pra uma outra pessoa. É tornar-se apenas espectador de sua própria vida. E tem coisa mais triste que isso? Ser uma marionete, mesmo que inconsciente, de um tirano de terras estrangeiras? Eu acho que não…

E você, o que pensa disso? Estão abertos os debates! 😉

 

Quem está no controle?

Coisa mais difícil é não deixar-se guiar por quem não tem direito. E não falo de outras pessoas não. Falo de nossos próprios sentimentos, de nossas próprias emoções.

Pode perceber: é só ficar triste que tudo na nossa vida tende a perder a cor. É só ter algum problema que nuvens negras, que não antes existiam, passam a dominar o nosso céu. E a guiar todas as nossas atitudes.

Tristezas, decepções, frustrações, fazem parte da vida de qualquer um. A grande questão é saber o que fazer com elas. Não estou falando que devemos ignorá-las. Nada disso. Estou falando de simplesmente não permitir que elas ocupem mais espaço do que realmente lhes é de direito.

Pense comigo: é justo azedar um dia inteiro por conta de algo que não deu certo pela manhã? É justo que você deixe passar grandes oportunidades de ser feliz simplesmente porque algo que você tanto esperava não aconteceu?

Se a gente realmente pensasse quando as ondas de emoções nos invadissem, sejam elas quais fossem, com certeza as chances de elas nos dominarem seriam mínimas. Mas infelizmente, não é isso que nos acontece. A tendência é que fiquemos cegos – de mágoa, de tristeza, de rancor, de frustração – e isso acaba atrapalhando todo o resto.

Assim, quando perceber que um tsunami emocional se aproxima, que tal se perguntar: quem está no controle? Ou ainda, quem vai ficar no controle? É preciso lembrar sempre: não controlamos nossas emoções. Mas como reagir a passagem delas, sim!