Não, eu não mereço

Mulher nenhuma merece ser atacada. Você não merece, eu não mereço. Estando de burca ou de fio dental, de calça jeans ou short curto. Estando vestida ou pelada. Atacar quem quer que seja, pelo motivo que seja, não é certo. Não é legal. Não é direito. Não é bonito.

E você, mulher, precisa entender: se você foi atacada, se você conhece alguém que foi, a culpa não é sua. E nem dela. Você é a vítima. Você não tem culpa da doença dos outros e muito menos da nossa sociedade.

Não existe isso de ela pediu. Não existe isso de ela mereceu. Não existe isso de ela disse não dizendo sim. Violência não tem eufemismo. Violência é violência e ponto final.

E você, mulher, precisa entender: se você concorda com esse pensamento, se você acha que a mocinha de saia curta merece ser atacada, você está dando margem para que isso aconteça com você. Não é porque sua saia está no joelho que você está protegida. Numa sociedade em que a violência não é condenada, ninguém está imune. E mesmo você, que acha que a mocinha pediu pra ser atacada, não merece passar por isso. Você não merece, eu não mereço.

Chega de vitimizar o culpado. Chega de culpar a vítima. Chega, gente. Chega!

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Do que eu tou falando? Disso daqui:

http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2014/03/mulher-que-usa-roupa-curta-merece-ser-atacada-diz-resultado-de-pesquisa-do-ipea.html

E disso daqui também:

http://m.oglobo.globo.com/pais/pesquisa-585-concordam-que-haveria-menos-estupros-se-mulheres-soubessem-se-comportar-12006214

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Sei que os posts por aqui geralmente são leves, mas não posso me omitir diante de um fato gritante desse. Como mulher, como brasileira, como cidadã. Tá na hora de a gente colocar a boca no mundo e fazer alguma coisa. Pra ontem!

Little drops versão hipocalórica

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Fiquei com vontade de contar pra vocês como tenho me virado (nos últimos dias) na terra hipercalórica do Tio Sam.

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Já comentei aqui, mas vale repetir que desde que cheguei dei uma engordada que não estava nos planos.

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E o plano agora é eliminar o que foi indesejadamente ganho.

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Pra isso, estou contando com uma ajudinha pra lá de especial: o Fitbit.

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O Fitbit é um “contador” de passos, de calorias ingeridas e queimadas (aproximadas) e de atividades físicas realizadas.

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Através de uma pulseira que uso o dia inteiro, ele monitora tudo isso e ainda mapeia meu sono.

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Depois, acesso o site e vejo como anda o meu desempenho do dia.

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Enfim, é um estímulo e uma forma de prestar contas do que ando fazendo (e comendo).

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O legal é que eu acabei descobrindo que estava exagerando em porções de castanhas, por exemplo.

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As danadinhas são saudáveis, mas hipercalóricas!

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Além do fitbit, também comecei um treino novo, digamos assim.

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Na sexta fiz três treinos de 10 minutos de corrida, com intervalos grandes entre eles (além da caminhada).

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Vi que é algo simples, que dá resultado, queima calorias e que posso continuar fazendo quando as aulas começarem. Sem desculpa de tempo. Aliás, quem não tem 10 minutos pra correr?

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Também incrementei meus “aparelhos” de treinamento funcional. Agora tenho TRX, kettlebell, pesinhos para os braços e duas bolas de pilates.

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Começo o dia com abdominais e exercícios pra braços e pernas. Poucas séries e poucas repetições, por enquanto. Mas a ideia é seguir incrementando.

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O resultado disso tudo? Um pouco mais de consistência e consciência. E de satisfação também.

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E isso é só o começo!

Coragem!

be brave

A semana está começando e com ela temos todas as atividades possíveis e imagináveis. Se você é um estudante, provavelmente estará rodeado de leituras, trabalhos e provas. Se você trabalha, com certeza uma lista de coisas a fazer te espera. Pais e mães, além de estudantes ou trabalhadores ou os dois, ainda são responsáveis pela organização de outras vidas além das suas. Enfim, não há como fugir: a semana começa com muito a ser feito, organizado, descartado, planejado, realizado.

Nem todas as atividades, porém, são simples de serem realizadas. Nem todas as atitudes, simples de serem tomadas. Nem todos os caminhos, fáceis de serem percorridos. É preciso coragem para fazer o que tem que ser feito.

Mas antes que você pense naquela lista de que falei ali em cima, quero que você imagine o que precisa ser realizado mas não está listado oficialmente em nenhum lugar. Aquelas coisas que sua mente e seu coração têm a total consicência de que precisam ser trazidas à realidade, mas você ainda não teve coragem.

Isso mesmo. É preciso coragem para assumir pra si mesmo que existem coisas sendo deixadas de escanteio, que existem projetos dormindo em gavetas, que existem sonhos embaixo do colchão. É preciso coragem para assumir e para agir. E mais do que isso, é preciso coragem pra começar e terminar. É preciso coragem pra fazer acontecer.

Talvez seja a hora de dar adeus àquele emprego cansativo e ir em busca de algo que realmente faça sentido pra você. Talvez seja a hora de ligar praquela pessoa que mora longe e dizer o quanto ela faz falta, o quanto ela é importante. Talvez seja a hora de subir na balança, encarar os ponteiros e começar, enfim, uma reeducação alimentar. Talvez seja hora de desapegar – de roupas, de pessoas, de conceitos, de sentimentos. Talvez seja hora de perdoar. De se perdoar.

E mais uma vez, pra tudo isso é preciso coragem. Coragem pra remar contra uma maré que nós mesmos estabelecemos. Coragem pra sair fora da zona de conforto. Coragem pra encarar os nossos medos e dissabores. Coragem pra viver a vida que a gente sempre quis.

Assim, que tal começar a semana com coragem e fazer o que precisa ser feito? Coragem! 🙂

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Se você precisa de uma inspiração nesse sentido, clique nos links abaixo e encha-se de coragem:

GLÜCK PROJECT: Vale a pena largar tudo em busca da felicidade?

Escolha sua vida: O que falta para você ser feliz?

Férias

take a breath

Antes de mais nada, gostaria de dizer que não, não estou de férias. Ainda estou na minha terceira semana de aulas e provavelmente só terei descanso no começo do ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, eu posso sim estar de férias. Talvez, nesse momento, eu esteja. E você também.

Conversa de doido? Não, conversa de alguém que ficou simplesmente encantada com a idéia de poder me dar pequenas férias, férias de um ou dois minutos que sejam, durante o dia. Ou, como diria um de meus professores, férias de minutos.

E pra que servem esses minutos? Pra gente parar a correria, respirar fundo e estar presente no presente. Pra gente tirar o foco do que precisa fazer e focar no momento. Pra gente, enfim, ter um momento de fechar os olhos e abrir o coração.

O que fazer nessas férias de minuto? Andar descalço na grama. Tomar um sorvete. Ligar pra um amigo e bater um papo gostoso. Ouvir uma música engraçada. Contemplar a natureza. Fazer, enfim, aquilo que faz cócegas na alma e desaperta o coração.

Assim, que tal você se dar umas férias? Eu já estou aqui, pensando nas minhas!

Vida nova, tudo novo.

ImagemEu sempre soube que seu sonho era esse, um dia partir rumo aos Estados Unidos da América, fazer uma pós ou mestrado/doutorado e vivenciar uma nova cultura, uma nova vida.

Sempre imaginei que Goiânia era pequena em relação a tudo que você sonhava, que o Brasil era acanhado pra tantos projetos e que um dia, o mundo abriria suas portas, te chamaria e nele, que é grande, seja na África do Sul, em Portugal, Moçambique ou nos Estados Unidos, você se sentiria em casa e falaria: “Lar, doce lar.”

E hoje, esse dia chegou.  Você está nesse exato momento no avião, prestes a conquistar tudo aquilo que Deus projetou pra você.  Hoje, o casulo está vago, não há mais uma lagarta, a borboleta formosa bateu asas, hoje ela já não sofre mais com as angústias do passado, nem com o peso ou a síndrome do quase, hoje ela é completa, livre, forte, sonhadora e de asas fortes!

Hoje, ela é simplesmente, Rê. Uma batalhadora que vai em busca dos seus sonhos, que deixa um legado, uma mensagem de vida, de esperança, que deixa aqui, dentro de mim, saudade, mas hoje eu sei, Goiânia sempre foi pequena demais pra você!

Eu te amo, Lucas.

(Atualizado por: Lucas Vicente, o irmão.)

O que você vê x o que você é

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No último post, aquele das mudanças, falei sobre como a cabeça demora a acompanhar a realidade do corpo. Comentei que mesmo estando no meu menor peso desde o início da reeducação alimentar, minha cabeça muitas vezes ainda me vê como no início.

E é interessante pensar que esse é um dos temas do meu livro, Você não cabe na forma. Nele falo sobre como nos vemos e quem realmente somos. Sim, porque há uma grande diferença entre uma coisa e outra.

Como nos vemos é uma imagem projetada de nós mesmos que, muitas vezes, temos pelo que parecemos, pelo que já vivemos, pelo que sentimos e pela maneira como as outras pessoas nos veem. Ou seja, como nos vemos é algo circunstancial que muda, muitas vezes, de acordo com nosso humor, com as circunstâncias e como as pessoas que nos cercam. Já quem nós somos é a nossa identidade. É a nossa essência, aquilo que trazemos dentro de nós e que levamos pra sempre conosco.

Mas por que, então, tantas vezes passamos por crises de identidade? Porque infelizmente não temos certeza de quem somos e acabamos tentando ancorar nossa identidade naquilo que vemos de nós mesmos.

Um exemplo simples? Bad hair day, como dizem os americanos. Ou seja, aquele dia em que seu cabelo resolve assumir uma personalidade própria e não obedecer a qualquer comando. Você lava, você enxuga, você prende e nada dele se render. Você se olha no espelho e se sente péssima. Daí, você tem duas opções: ou você se baseia no que você vê (tornando o “estou horrorosa” em “sou horrorosa”) ou você simplesmente assume que está num dia de imagem ruim sabendo que você não é isso. Você está isso.

A grande maioria das pessoas assume a primeira postura, ou seja, transforma o que vê no que é. E acaba diminuindo sua essência a um momento. Ou acaba mutilando quem é por algo que vivenciou numa manhã.

Isso acontece demais com quem está acima do peso. O peso em excesso é um estado. Você está assim. Mas isso não determina quem você é. Só que infelizmente, a gente toma o estado pela essência e acaba se deixando sufocar pela obesidade. E vai carregando um peso ainda maior do que aquele mostrado na balança.

Daí, vale se perguntar: você leva a sua vida pelo que você vê, pelo que você sente? Ou você se baseia naquilo que você é?

Talvez, pra responder essa pergunta, você precise responder uma outra um pouquinho mais complicada: quem é você de verdade?

No próximo post vou falar um pouquinho mais sobre isso! 😉

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Resolvi cumprir o prometido e falar do livro por essas bandas. Assim, farei alguns posts com temas que discuto por lá. Espero que gostem!

Nada substitui o talento

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Não consegui pensar num título mais apropriado pra esse post. Se você não reconhece, esse é (ou era) o slogan de uma Premiação de profissionais de publicidade, organizado pela Rede Globo, chamado Profissionais do ano. No caso do que vou falar aqui, acho que caberia um acréscimo: nada substitui o talento e a técnica.

Falo daqueles profissionais, em especial, que nos auxiliam na dura batalha contra a obesidade. Médicos, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos. Enfim, falo da turma que também batalha pra que aquilo que pesa sobre nós (e isso literalmente) seja lançado fora.

É muito engraçado, nos dias de hoje, ter que repetir isso, mas vamos lá: obesidade é doença e deve ser tratada como tal. Ou seja, obesidade requer tratamento clínico, com o auxílio de profissionais. Obesidade precisa de cuidados especiais sim. É claro que apenas os profissionais não resolvem o problema. Mas a falta deles pode piorar ainda mais a situação.

Já falei sobre isso aqui, mas vou dizer de novo: fico preocupada com o tanto de gente, especialmente mulheres, que correm atrás do emagrecimento apenas seguindo dicas da internet, apenas seguindo conselhos das blogueiras celebridades ou das blogueiras amigas. Não ouso dizer que elas não têm um papel em todo o processo. Sim, elas têm. Mas de maneira nenhuma devem substituir os profissionais.

Quer ver o que um bom profissional pode fazer por você e com você? Nos últimos 9 meses venho sendo acompanhada pela nutricionista Cristiane Spricigo. Nesse período, emagreci praticamente 18kg, diminui 14% de meu percentual de gordura (ele caiu de 35 para 21%), sem contar nas medidas. É, querido leitor, vale a pena!

Assim como vale a pena contar com um personal (né, Thiago Machado?), com um médico, com um psicólogo. Sim, eu sei. Isso custa dinheiro. Sim, eu sei. Nem todo mundo pode ter acesso a isso. Então, sugiro que você foque em um dos profissionais e invista seu rico dinheirinho no acompanhamento dele. Ou então, procure na sua cidade pelos serviços oferecidos gratuitamente pelas universidades (a maior parte delas oferece isso). Mas corra atrás de ajuda.

Afinal de contas, nada substitui o talento e a técnica desses profissionais. E se podemos contar com eles, por que então lutar sozinhos? É preciso somar, gente! Somar sempre! 😀