O que te define?

who you are

Algumas pessoas se deixam definir por aquilo que falam delas. Outras se deixam definir exatamente por aquilo que não falam. Tem aquelas que são definidas pelos números mostrados na balança, na calça jeans e na camisa. Tem também quem se define por aquilo que tem, enquanto outros se deixam definir exatamente por aquilo que não tem. Sem contar aqueles que deixam sua definição nas mãos da TV, dos jornais, das revistas, das redes sociais. 

Tem gente que se define por suas limitações. Tem outros que são definidos pelos seus problemas. Tem também aqueles que são definidos por marcas do passado ou mesmo do presente. Tem gente que se define por onde veio, por sua família, por suas origens ou falta delas. Tem gente que se define por suas emoções – muitas vezes negativas – em relação a tudo. Enfim, tem muita gente que se deixa definir pelos outros, pelas circunstâncias ou simplesmente por aquilo que vem de fora.

Só que eu preciso te contar um segredo: você não precisa se deixar definir por nada disso. Basta que você decida conscientemente o que te define. Se você decidir que não é a sua aparência que te define, que não é o que você tem que te define, se você decidir que o que te define é quem você é de verdade, tudo muda!

Parece clichê, parece livro de autoajuda, parece mais um textinho motivacional? Sim, parece! Mas quando você assistir ao vídeo abaixo você vai finalmente entender que você tem sim escolha. Você pode escolher ser definido pelo que os outros dizem ou pelo que você é. Você pode escolher ser definido pelo que a balança diz e pelo que você é. E a minha torcida é que você tenha a coragem pra escolher ser definido por quem você é de verdade!

E aí, o que você vai deixar que defina você?

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Post sugerido, há muito tempo atrás, pela Lenir. Brigada pela dica, sis! 😉

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Surpreenda-se

surprise

É possível que você passe todos os dias pelo mesmo caminho, que você converse sempre com as mesmas pessoas, faça as mesmas coisas, coma as mesmas comidas. É possível que você viva um dia exatamente como o outro, uma hora passando como a anterior, os momentos simplesmente acontecendo uns após os outros. É possível que sua vida seja uma rotina sem fim, um amontoado de coisas semelhantes se sucedendo, de atitudes praticamente idênticas sendo tomadas. Sim, é possível.

Assim como também é possível que em meio ao caminho de sempre você veja algo diferente, que em meio à conversa de sempre você ouça algo pouco familiar e que, ao comer a comida de sempre, você se surpreenda com um novo sabor. Também é possível que aquele dia que tinha tudo pra ser igual ao anterior simplesmente apresente uma cor diferente, aquela hora exale um perfume especial e os momentos sejam surpreendentes. Também é possível que naquela rotina sem fim algo chame sua atenção, trazendo coisas diferentes e impulsionando atitudes que surpreendam. Sim, também é possível.

E o que faz uma possibilidade diferente da outra? Seus olhos, seus ouvidos, seu coração. Se você tiver olhos que vêem, ouvidos que ouvem e um coração que sente, as coisas de sempre viram coisas surpreendentes.

O problema é que a gente tem olhos que não vêem, ouvidos que não ouvem e um coração que não sente. Sim, eles cumprem seu papel funcional, metabólico. Eles estão ali, piscando, retendo ondas sonoras, batendo. Mas apenas isso. Nós os fechamos para as possibilidades e reclamamos de viver sempre mais do mesmo.

Acredite: a vida pode ser surpreendente. Na verdade, ela é. Basta que você preste bastante atenção em uma criança perto de você. Ela enxerga o mundo com olhos de curiosidade, ouve os sons com ouvidos de surpresa, sente a vida com aquele desejo de quero mais. Não à toa, é preciso ser como criança.

Abra os olhos para as cores, para a beleza, para  a simplicidade. Abra os ouvidos para a melodia, para os sorrisos, para os cochichos. Abra o coração para aquele que está perto de você e o convide a fazer o mesmo. Abra-se para a vida e surpreenda-se.

A hora e a vez dos sonhadores

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Digam o que quiserem, mas a noite de ontem marcou a hora e a vez dos sonhadores. Nos discursos dos dois vencedores ao prêmio de ator e atriz coadjuvante no Oscar, isso ficou bem claro. E em tantos outros momentos também.

Jared Leto foi o primeiro a levar a estatueta e de cara dedicou o seu prêmio a todos os sonhadores do mundo, citando aqueles que tem sonhado e lutado por uma Venezuela e uma Ucrânia melhores. Lupita Nyong´o, ao receber seu prêmio, fez questão de dizer que não importa qual seja o seu sonho, ele é válido.

E os sonhadores, como bem mostrou o Oscar, são os mais diversos possíveis e encontram-se em todos os lugares do globo. Steve McQueen, cineasta britânico, foi o primeiro negro a vencer a principal premiação de Hollywood, o de Melhor filme por “12 anos de escravidão“. O mexicano Alfonso Cuarón se tornou o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio de Melhor Diretor, por “Gravidade“. Lupita Nyong´o, a vencedora como Melhor Atriz Coadjuvante, é uma queniana.

Os sonhadores, enfim, romperam barreiras e mostram que vale a pena sonhar. Vale a pena pagar um preço pra tornar o seu sonho realidade. Vale a pena, enfim, acreditar.

Diante disso, fica a pergunta: qual o seu sonho? O que faz o seu coração bater mais forte, as borboletas darem rasantes no seu estômago e o sorriso saltar no seu rosto? O que faz você perder noites de sono, mesmo sem perceber? O que faz você querer acordar todos os dias e enfrentar as dificuldades pra, no final, dizer que não foi em vão?

Como eu já disse aqui, sonhos são bússolas que nos apontam o caminho. Sonhos são mapas que nos mostram a direção. Mas sonhos sem atitude são desperdício de potencial e de energia. Por isso, sonhador, sonhe. Mas faça valer cada segundo do seu sonho. Porque acredite: é chegada a hora e a vez dos sonhadores!

You may say I’m a dreamer
But I’m not the only one

http://www.youtube.com/watch?v=DVg2EJvvlF8

Das coisas importantes

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O que é realmente importante pra você? O que você valoriza de verdade, que você mais preza? Uma dica pra descobrir (caso você não saiba, claro) é ver onde você investe a maior parte do seu tempo, das suas energias, do seu esforço – e, claro, do seu dinheiro.

Não se surpreenda, quando fizer essa análise, ao perceber que o que tem sido importante pra você é aquilo que você mesmo classificaria como futilidades. Sim, infelizmente a gente passa muito tempo, despende muita energia e esforço com coisas que, no fundo, nem acredita serem tão importantes. Mas que acabam se tornando por conta daquilo que fazemos com elas.

Quer um exemplo? Aquele seu colega chato no trabalho. Ele é realmente importante pra você? Sua resposta imediata seria não. Mas antes de dá-la, que tal pensar em quanto tempo voce gasta falando mal dele ou mesmo o pirraçando? Quanta energia você investe simplesmente não gostando dele? Por mais que você não admita, você tem dado toda importância do mundo pra ele.

Isso vale pra tudo. Vale pro colega chato, mas vale pros aborrecimentos da vida, praquela situação desconfortável, pros fracassos, pras dores de cabeça, pros pontos fracos, pras curvas da estrada. Se você investe muito de você em cada uma dessas coisas, elas se tornam sim importantes pra você.

E sabe o que acontece quando você valoriza o que não merece ser valorizado? Aquelas coisas que são realmente importantes vão ficando de escanteio, a vida vai ficando descolorida, os dias vão perdendo o brilho, os momentos simplesmente se repetem e as borboletas no estômago desaparecem.

Se você percebe que está vivendo um momento como esse, talvez seja a hora de mudar o foco. Talvez, como diz a frase ali em cima, seja a hora de você ver onde está construindo sua vida e, caso necessário, fazer uma demolição total e começar a construção do zero. Trabalhoso? Sim, mas extremamente prazeroso também.

Construa a sua vida em torno daquilo que é importante pra você. Valorize o que merece ser realmente valorizado. Invista seu tempo e seu dinheiro no que é realmente precioso. E tenha certeza de plantar um lindo jardim pra onde as borboletas sempre voltarão!

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Sei que hoje seria o dia de falar sobre dietas e afins, mas lendo essa frase da Paula não pude resistir! 🙂

Invernando

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Olhar lá fora e ver que a neve não para de cair. Perceber que ela já se acumula sobre as calçadas, as ruas, os carros. Procurar um caminho que seja pra sair e simplesmente não encontrá-lo. Essa é a paisagem que consigo enxergar pela janela da minha casa. E hoje, especificamente hoje, também consigo vê-la pela janela da minha alma.

Nem todos os dias são de sol aqui dentro. Há dias, como hoje, ontem e talvez essa semana toda, em que o inverno chega com força. A neve não para de cair, o vento não para de soprar e todos os caminhos parecem simplesmente interdidados. A tristeza invade, a melancolia chega e um cobertor costurado com saudade é a única coisa que aquece. Inverna dentro de mim.

Talvez, pra quem vê de fora, a paisagem parece linda, perfeita. Há neve por todos os lados, uma película branca cobre toda a paisagem. Mas pra quem consegue enxergar um pouco mais além, o inverno pode ser desolador: não há folhas, não há flores, não há frutos. Há apenas resquícios do que se foi.

Desesperador? Enquanto se está no meio dele, provavelmente. Muita energia, muito esforço despendido e tudo o que se vé é desolação. Quanto mais se luta contra, menos se avança.

Então, o que fazer? Talvez, o mais correto, seja entender que invernar faz parte do ciclo. É preciso o inverno chegar, e passar, pra que finalmente a primavera chegue. É preciso que caiam as folhas para que no momento certo as flores apareçam. É preciso que a paisagem se transforme pra que, dentro de algum tempo, ela se renove. É preciso suportar o frio pra que o coração lá na frente se aqueça.

Por mais que eu não veja, é invernando que posso um dia primaverar. 🙂

Alimente-se por inteiro

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Na segunda, comentei sobre a dieta que realmente funciona: aquela que começa no cérebro, que muda os nossos pensamentos, passando pelas emoções e alcançando as nossas ações. Como escrevi, não adianta nada mudar o que vai dentro da sua geladeira se você não muda aquilo que vai dentro de você.

Mas como fazer isso? Como mudar seus pensamentos, suas emoções e suas ações? Não adianta nada alimentar o seu corpo direitinho se você deixa que suas emoções e seus pensamentos morram de inanição. Ou se você só os alimenta de porcaria. Uma dieta balanceada vale pra todas as áreas da sua vida e não apenas pro seu corpo.

Incrível a gente perceber como tem a mania de priorizar apenas uma parte de nós. Normalmente, priorizamos aquilo que conseguimos enxergar. E tendemos a nos tornar uma embalagem rica com conteúdo extremamente pobre. Mas claro que existem aqueles que fazem o caminho inverso, alimentam apenas o seu interior e simplesmente esquecem de que existe um corpo que precisa estar bem pra carregar o que vai por dentro.

O segredo dessa história toda está, como sempre, no equilíbrio. Alimente-se bem por fora e por dentro. Cuide das suas emoções da mesma forma que você cuida da sua barriga. Preste atenção no que seus pensamentos estão ingerindo da mesma forma que você presta atenção nas calorias do seu prato.

Você é um ser completo e complexo e alimentação deve seguir essa regrinha básica. Relacionamentos saudáveis, amigos verdadeiros, leituras, músicas, filmes, diversão, novas experiências. Tudo isso alimenta a sua alma. Um bate papo longo com quem você ama, desafios, novas paisagens. Pratos sofisticados que icncrementam sua alimentação. Respirar fundo, pensar no que precisa mudar, conversar com você mesmo, se aceitar, se perdoar. Culinária francesa da mais alta qualidade.

Alimente-se por inteiro. Cuide-se por inteiro. Invista em você de uma forma profunda, que vá além do que o olhar pode alcançar. E experimente, assim, viver a melhor versão de você mesmo!

A dieta que funciona

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Paleo, Proteína, Dukan. Vigilantes do peso, Dieta dos pontos, Dieta crua. Dieta do PH, reeducação alimentar. Quer saber a dieta que realmente funciona? Não é aquela mais restritiva, nem aquela mais liberal. Não é aquela que te dá um dia de lixo, muito menos aquela que restringe o que você come depois de tal horas. O segredo da dieta não está na alimentação e muito menos no estômago. A dieta que funciona começa no seu cérebro.

A regra é clara: o que você pensa determina o que você sente que determina como você age. Se quer mudar os seus hábitos, não adianta nada mudar apenas a sua geladeira. Se quer mudar a balança, não adianta nada mudar apenas a dieta. É preciso emagrecer o cérebro primeiro pra depois emagrecer todo o resto. E isso, claro, não é tarefa das mais fáceis.

Muita gente começa empolgado uma nova dieta, tem resultados bacanas no começo, mas depois desanima e acaba engordando mais do que emagreceu. Sem contar aqueles que mal começam e chutam o balde. Falta força de vontade? Falta disciplina? Pode até ser, mas isso, acredite, não é a causa do insucesso. O problema todo está mesmo na programação da cabeça.

Por isso terapia, grupos de apoio, literatura adequada e tudo mais são tão importantes. Emagrecer não é algo apenas de corpo. É algo que precisa acontecer nos pensamentos e nas emoções. É preciso ir além da gordura física. É preciso atacar a gordura mental e a gordura emocional. É preciso trabalhar o que não se vê pra atingir o que é mais evidente.

Esse é um trabalho árduo e que exige muita energia. Porque anos pensando em comida, anos descontando no chocolate as frustrações da vida não mudam de uma hora pra outra. Mas mudam. É possível desde que a gente entenda que é necessário, se empenhe em fazer e não espere mágica. Porque toda mudança de verdade leva tempo e requer eforço e dedicação.

No meio do caminho algumas pedras aparecem. O retrocesso chega. Você pisa na bola com você mesmo. Mas ao invés de desistir, siga em frente. Recomponha-se, perdoe-se, respeite-se. E continue caminhando. Porque por mais que os passos pareçam pequenos, toda mudança de mente é um grande avanço que acontece dentro da gente!