Experimentando e gostando

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Já faz algum tempo que percebo que minha dieta anda BEM monótona. Claro que as restrições ajudam (especialmente aquelas autoimpostas, como o não comer glúten), mas o que mais andava pegando era mesmo a preguiça. Cozinha nunca foi lá uma das minhas grandes paixões, então fui levando até perceber que minha dieta andava MUITO chata e acabava servindo de “desculpa” praquelas escapadelas homéricas.

E o que foi que eu fiz? Resolvi inovar. Sigo uma amiga de São Paulo que faz a dieta Dukan (oi, Carine!) e percebi que muitas das receitas deliciosas que ela faz, com as devidas substituições, poderiam ser incorporadas facilmente ao meu dia a dia.

1661487_10202161482411083_1611883014_nPra não desanimar ou não desistir, resolvi começar devagar e ir incrementando aos poucos as refeições. Então, nesse momento, estou na fase de inovações pro café das manhã e pros lanches. Já fiz panqueca falsa (no liquidificador bata um ovo e uma banana e pronto!, só colocar na frigideira), pão de micro-ondas e muffins de canela. Tudo muito rápido, simples e delicioso. Me empolguei! Sem contar que comer pão, depois de um bom tempo afastada dessa iguaria, chega a ser emocionante!

Pra quem se animou ou simplesmente teve curiosidade, indico dois sites: Receita Dukan, que como o nome já indica apresenta as receitas permitidas pra quem segue a dieta, e o Blog da Mimis, superfamoso e com receitas que, mesmo contendo glúten, podem ser facilmente adaptadas.

1947329_10202166253530358_529800562_nAdaptação tem sido a palavra chave. Como por enquanto só tenho a farinha de arroz (pretendo comprar farinha de coco em breve), toda sugestão de farelo de aveia ou mesmo de soja eu substituo por ela. E tem dado supercerto. Além de substituir o iogurte natural por cream cheese light, já que esse tipo de iogurte eu não encontro aqui. Enfim, o segredo tem sido inovar e tentar. E tem dado certo!

A próxima etapa serão as receitas pro almoço e tou bastante animada pelo que me espera. Mas por enquanto, foco no café da manhã e nos lanches! Delícia!

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Tanto a receita do pão, quanto a dos muffins de canela, estão linkadas no próprio texto. Clicando na palavra, você será direcionado à página com a receita. 😉 E se você quiser me acompanhar na minha próxima aventura culinária, ela será essa aqui (bolo funcional de milho, com as devidas substituições, claro!).

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Curtindo o inverno

Então o inverno bate à porta (literalmente e metaforicamente) e algumas posibilidades se apresentam: lutar contra ele, o que já garantiria de cara uma derrota homérica; maldizê-lo, o que não mudaria nada; fazer de conta que ele simplesmente não chegou, o que só tornaria as coisas mais difíceis; aprender a curtí-lo, com toda a sua frieza, os seus incômodos e a sua intensidade. Sim, eu escolhi a última possibilidade e tive uma das tardes mais divertidas desde que cheguei nesse lugar que, carinhosamente, chamo de Snowland.

Tirei inúmeras fotos, curti a neve, quase congelei os dedos das mãos (mesmo estando com luvas), encarei o sledding, encarei a neve fofa e, ao final de tudo, ainda comi um pão de queijo quentinho servido com um delicioso café.

E mais uma vez, fica a pergunta: o que mudou? Com certeza não foi a estação. O inverno continua aqui, inclemente, cancelando aulas e plano, esfriando até o pensamento. O que mudou então? A minha maneira de passar por ele. Se ele é o caminho pra que logo mais eu primavere, pra que logo mais eu floresça; se ele é mesmo gelidamente inevitável, o jeito é aproveitá-lo e fazer de cada floquinho de neve uma lembrança de que logo mais as flores virão!

Invernando

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Olhar lá fora e ver que a neve não para de cair. Perceber que ela já se acumula sobre as calçadas, as ruas, os carros. Procurar um caminho que seja pra sair e simplesmente não encontrá-lo. Essa é a paisagem que consigo enxergar pela janela da minha casa. E hoje, especificamente hoje, também consigo vê-la pela janela da minha alma.

Nem todos os dias são de sol aqui dentro. Há dias, como hoje, ontem e talvez essa semana toda, em que o inverno chega com força. A neve não para de cair, o vento não para de soprar e todos os caminhos parecem simplesmente interdidados. A tristeza invade, a melancolia chega e um cobertor costurado com saudade é a única coisa que aquece. Inverna dentro de mim.

Talvez, pra quem vê de fora, a paisagem parece linda, perfeita. Há neve por todos os lados, uma película branca cobre toda a paisagem. Mas pra quem consegue enxergar um pouco mais além, o inverno pode ser desolador: não há folhas, não há flores, não há frutos. Há apenas resquícios do que se foi.

Desesperador? Enquanto se está no meio dele, provavelmente. Muita energia, muito esforço despendido e tudo o que se vé é desolação. Quanto mais se luta contra, menos se avança.

Então, o que fazer? Talvez, o mais correto, seja entender que invernar faz parte do ciclo. É preciso o inverno chegar, e passar, pra que finalmente a primavera chegue. É preciso que caiam as folhas para que no momento certo as flores apareçam. É preciso que a paisagem se transforme pra que, dentro de algum tempo, ela se renove. É preciso suportar o frio pra que o coração lá na frente se aqueça.

Por mais que eu não veja, é invernando que posso um dia primaverar. 🙂

Malhando em casa

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Com temperaturas variando entre -7°C e -17°C, vamos combinar que malhar do lado de fora é algo impensável. Sendo assim, corridas, caminhadas e qualquer coisa ao ar livre fica simplesmente impossível de fazer. E aí, como proceder? Deixar de lado a atividade física e esperar o inverno passar?

Se a gente pensar que o inverno dura até meados de março e que as temperaturas frias vão até abril, seriam quase 4 meses sem colocar o corpo em movimento – o que é péssimo não somente pra quem deseja perder ou manter peso. É péssimo pra quem quer levar uma vida saudável.

Assim, voltamos pra pergunta inicial: o que fazer? Se academia também não é uma saída viável (não no meu caso e por n motivos), o jeito é se virar dentro de casa. E acredite: isso é bem possível.

Com alguns poucos equipamentos de treinamento funcional, dá pra fazer um circuito que trabalha pernas, braços e abdômen. E isso, repito, dentro do aconchego do seu lar. Se precisar de ideias sobre quais exercícios fazer, o youtube oferece uma gama de possibilidades – muitas delas bastante interessantes como essa e essa aqui.

7 minutesNão tem nenhum aparelho? Não tem problema! Existem diversas possibilidades para se exercitar sem a necessidade de nada além do seu corpo e de uma cadeira. Por esses lados de cá, a moda agora é o “The Scientific 7-minute workout”.

De acordo com matéria veiculada no NY Times (clique aqui para lê-la em inglês), com apenas 7 minutos você se exercita todos os dias e alcança alguns resultados bem interessantes. O segredo? 12 exercícios feitos em 30 segundos com intervalos de 10 segundos cada (na imagem do parágrafo anterior você pode ver os exercícios e a ordem em que devem ser praticados), sendo que você pode repetir toda a série quantas vezes desejar (o ideal, de acordo com especialistas, são 3 vezes para melhores resultados). O legal é que existem apps tanto pra Android quanto pra IOS pra ajudá-lo na atividade. E antes que os profissionais de educação física atirem a primeira pedra, quero deixar claro que particularmente não acho que nada substitua uma ida à academia com supervisão profissional. Mas se isso não é possível, treinar os 7 minutos em casa pode ser uma bela ajuda.

Ajuda essa, que fique clara a minha opinião mais uma vez, que não tem nada de milagrosa e que pode (e deve) ser adicionada a outras atividades. Como subir e descer degraus, por exemplo. Pra quem, como eu, tem escada em casa, não existe desculpa pra ficar parado. Tá de bobeira em casa? Sobe correndo e desce andando quantas vezes conseguir.

Diante de tantas possibilidades, não existem desculpas pra não se mexer. Sejam apenas 7 minutos ou 7 multiplicados por tantos outros, o segredo é não ficar parado e fazer acontecer!

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mondayResolvi tentar metodologizar as postagens aqui no blog pra ver se eu me animo a movimentá-lo mais. Segunda, o dia mundial do início da dieta, será voltada exatamente pra isso: pra textos sobre atividade física e reeducação alimentar. Prometo ir atualizando vocês sobre os resultados vistos com os 7 minutos feitos em casa e demais atividades! 😉

Reconciliação

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Tenho pensado ultimamente sobre algumas atitudes que tenho comigo mesma. Tendo a ser muito exigente, colocando um peso enorme sobre meus próprios ombros, me cobrando exageradamente e exigindo de mim mesma um padrão muitas vezes inatingível – se não inantingível, atingível com um esforço quase sobre-humano.

Consigo enxergar isso em todas as áreas da minha vida. Um belo exemplo é a minha vida acadêmica: tirei nota máxima em 3 das 4 matérias que fiz nesse primeiro semestre, porém em uma matéria fiquei com um B (algo em torno de 8,8). Ao invés de sentir extrema alegria e satisfação por ter ido tão bem nesse início, acabei ficando chateada por não ter ido perfeitamente.

Perfeição. Talvez essa seja a palavra que melhor define muito da minha busca – consciente e inconsciente. Por mais que eu já tenha avançado, ainda me pego, como no exemplo acima, buscando ser perfeita. Buscando ter todas as estrelinhas no caderno. Só que, pra isso, eu acabo sendo muito pouco gentil comigo mesma. E isso, claro, tem consequências pouco agradáveis.

Como comentei no último post de 2013, desde que cheguei aqui eu engordei. Engordei porque ainda não consigo lidar muito bem com minha montanha-russa emocional. Mas mais do que isso, engordei porque exijo de mim ser perfeita e saber lidar com tudo o que me cerca. Engordei porque muitas vezes fico de mal de mim mesma.

É aqui que entra a palavra do título: reconciliação. Espero, sinceramente, iniciar uma jornada de reconciliação comigo mesma, aprendendo a ser menos exigente com a minha própria pessoa. Espero conseguir me aceitar melhor (sim, porque tanta necessidade de ser perfeita revela que eu nem sempre me aceito como sou), aprender a me ouvir e a me entender. Espero, enfim, viver com mais leveza.

E uma vida leve, a gente sabe, acaba se refletindo em tudo. Inclusive na balança. E é isso o que eu desejo também pra você nesse comecinho de ano: que você se reconcilie consigo mesmo, vivendo uma vida cada vez mais cheia de leveza!

Fim

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Último dia do ano. Impossível fugir do clima de retrospectiva, fechamento de ciclo e ponto final que ronda o momento. Impossível também não pensar no futuro, não encher o coração de esperança e desejar que 2014 surpreenda – e olha que pra surpreender mais do que 2013 ele vai ter que rebolar.

Como não cansei de dizer por aqui, em 2013 grande parte dos meus sonhos se tornou realidade. Publiquei meu primeiro livro, fiz minha primeira cirurgia plástica, me mudei para os Estados Unidos. Claro, com todos os sonhos, também vieram os desafios – saber como vender o livro, alguns problemas no meu pós-operatório e toda a questão da adaptação à minha nova vida.

Mas como diz o poeta, tudo vale a pena se a alma não é pequena. E aqui, pode acreditar, a alma é grande o suficiente pra caber milhares de borboletas e seus vôos rasantes. É grande o suficiente pra não se afogar nas lágrimas dos primeiros meses de Estados Unidos. É imensa para caber toda a saudade e, ao mesmo tempo, toda a alegria que essa nova vida tem me proporcionado.

2013 foi um ano entregue numa caixa de presentes e com um laço enorme. Mas nem por isso ele foi perfeito. Não, não foi. Porque eu não sou. Por mais que tenha emagrecido, ainda sou uma pessoa que luta contra a balança. Sim, engordei desde que cheguei aqui e tenho lutado pra perder os quilos engordados. Ainda não é fácil não alimentar minhas emoções. Ainda não é fácil não ver a comida como um conforto.

Ainda estou me adaptando à essa rotina friorenta e por isso a atividade física não tem sido aquela coisa. Comprei um kettlebell, dois pesos, tenho um TRX e tenho tentado me virar com isso. Arrumei uma companheira de caminhada e isso também tem ajudado. Mas confesso: as corridas têm me feito falta.

Assim como as frutas brasileiras e os preços amigáveis. Por aqui comida saudável é bem mais cara. Tenho me virado com 3 tipos de fruta geralmente (bananas, morangos e uvas), castanhas e vegetais congelados. Também tomei a decisão de cortar açúcar e qualquer tipo de adoçante, natural ou não, da minha alimentação. Aprendi a tomar café apenas com canela e, além de gostoso, me dá energia. Outra coisa que resolvi cortar foi o glúten mesmo não sendo celíaca. Percebi que reajo melhor sem o danado e tou gostando do resultado.

Enfim, ainda me vejo em meio a lutas passadas e espero que em 2014 eu as vença um dia de cada vez. Se a batalha não chegar ao fim, que chegue ao menos o mais perto possível disso acontecer. Que cada vez mais eu consiga domar minhas emoções e não o contrário.

As perspectivas para 2014 são sim animadoras. Mas não porque o ano será diferente e sim porque eu pretendo fazer muitas coisas diferentes. E uma delas tem a ver com o blog. Sinto que ele se perdeu em meio a tudo o que me aconteceu em 2013. Talvez seja hora de achá-lo ou, quem sabe, de deixá-lo perdido por aí. Preciso descobrir o que fazer e, assim que conseguir, aviso aqui!

No mais, simbora soltar as borboletas que vivem dentro da gente pra que em 2014 elas nos levem a lugares jamais imaginados!

Natal o ano inteiro

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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6)

Natal é provavelmente a minha época do ano favorita. Não somente porque amo presentear (e ser presenteada!), mas principalmente porque o humor das pessoas, em geral, muda. De alguma forma todos estamos mais sensíveis, mais abertos, mais amorosos. De alguma forma quase mágica nos tornamos, mesmo que por alguns dias, pessoas melhores.

Só que de mágica, na verdade, não existe nada nessa transformação. O que acontece é que nesses dias permitimos que aquele bebê que nasceu lá em Belém também nasça em nossos corações. Nos deixamos embalar por aquele choro que vem da manjedoura e seguimos as batidas do coração do pequeno rei.

Mas daí a data passa, sufocamos todos esses sentimentos e voltamos a ser as pessoas de sempre, com as urgências de sempre e com os problemas de sempre.

E se simplesmente nos deixássemos guiar, o ano todo, pela estrela que surgiu no céu naqueles dias? E se simplesmente fóssemos atrás do menino que nasceu e nos deixássemos ser conduzidos por Ele, durante o ano de 2014?

Esse é o meu desafio para o próximo ano e espero que você o abrace também. Que os sorrisos, as esperanças, as mudanças, as transformações, durem mais do que uma estação. Que eles nos acompanhem durante toda a nossa caminhada no ano que se inicia.

Desejo, assim, um feliz Natal que dure um ano inteiro!