Bússola

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Quando se está perdido no meio do nada. Quando não se tem qualquer direção. Quando você anda em círculos e simplesmente não sai do lugar. Quando você precisa de um norte, de um rumo a seguir. Quando você olha em volta e não consegue distinguir norte e sul, leste e oeste. Quando você não sabe pra onde ir, quando não há a menor ideia de pra onde prosseguir. Pra essas horas, pra esses momentos de crucial desespero, uma bússola sempre cai bem.

Que fique claro que ela, dona bússola, não o levará a lugar algum. Ela por ela mesma não empreenderá nenhum esforço no sentido de fazê-lo prosseguir. Ela não é a responsável sequer pelo primeiro passo. O papel dela é simplesmente dizer a você: ali é o norte, ali é o sul, o leste está pra cá e o oeste está pra lá. Com ela em mãos, você tem a exata noção de onde estão os pontos. Agora chegar até lá é com você e suas pernas.

Mas nem por isso a gente pode minimizar a importância que ela tem. Porque sem ela, mais uma vez a gente volta pras situações do primeiro parágrafo: falta de direção, de sentido, de um rumo, um caminho que seja pra prosseguir.

Assim são os sonhos. Eles são a bússola da vida. Eles apontam a direção, eles apontam o caminho, eles nos mostram um ponto além do nada. Mas eles, repito, são apenas bússolas. Se você irá caminhar, quanto esforço irá empenhar. Se você irá vencer, se não irá desistir, não é algo que cabe a eles. Cabe exclusivamente a você.

Como bússolas, os sonhos são de vital importância. Sem eles, simplesmente andamos em círculos e não saímos do lugar. Sem eles, não temos direção e o desespero é uma constante. Mas eles por eles mesmos não nos fazem conquistar; eles por eles mesmos não nos levam a lugar algum. Eles apontam o caminho, eles sinalizam a direção. Eles acendem uma luz, colocam a seta e até podem nos guiar até lá. Mas pra chegar, nós é que precisamos nos esforçar. Nós é que precisamos fazer acontecer.

Ninguém vive apenas de sonhos. Assim como também quem vive sem sonhar nunca sabe que rumo tomar. Por isso, é preciso ter consigo a bússola. E carregar juntamente com ela a coragem, o desejo, a motivação, a força, a fé, a esperança de que vale a pena seguir aquele rumo. De que vale a pena seguir aquele caminho.

Sonhe. Sonhe muito. Mas vá além. Use seus sonhos como bússola para conquistar a realidade que você deseja!

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Malhando em casa

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Com temperaturas variando entre -7°C e -17°C, vamos combinar que malhar do lado de fora é algo impensável. Sendo assim, corridas, caminhadas e qualquer coisa ao ar livre fica simplesmente impossível de fazer. E aí, como proceder? Deixar de lado a atividade física e esperar o inverno passar?

Se a gente pensar que o inverno dura até meados de março e que as temperaturas frias vão até abril, seriam quase 4 meses sem colocar o corpo em movimento – o que é péssimo não somente pra quem deseja perder ou manter peso. É péssimo pra quem quer levar uma vida saudável.

Assim, voltamos pra pergunta inicial: o que fazer? Se academia também não é uma saída viável (não no meu caso e por n motivos), o jeito é se virar dentro de casa. E acredite: isso é bem possível.

Com alguns poucos equipamentos de treinamento funcional, dá pra fazer um circuito que trabalha pernas, braços e abdômen. E isso, repito, dentro do aconchego do seu lar. Se precisar de ideias sobre quais exercícios fazer, o youtube oferece uma gama de possibilidades – muitas delas bastante interessantes como essa e essa aqui.

7 minutesNão tem nenhum aparelho? Não tem problema! Existem diversas possibilidades para se exercitar sem a necessidade de nada além do seu corpo e de uma cadeira. Por esses lados de cá, a moda agora é o “The Scientific 7-minute workout”.

De acordo com matéria veiculada no NY Times (clique aqui para lê-la em inglês), com apenas 7 minutos você se exercita todos os dias e alcança alguns resultados bem interessantes. O segredo? 12 exercícios feitos em 30 segundos com intervalos de 10 segundos cada (na imagem do parágrafo anterior você pode ver os exercícios e a ordem em que devem ser praticados), sendo que você pode repetir toda a série quantas vezes desejar (o ideal, de acordo com especialistas, são 3 vezes para melhores resultados). O legal é que existem apps tanto pra Android quanto pra IOS pra ajudá-lo na atividade. E antes que os profissionais de educação física atirem a primeira pedra, quero deixar claro que particularmente não acho que nada substitua uma ida à academia com supervisão profissional. Mas se isso não é possível, treinar os 7 minutos em casa pode ser uma bela ajuda.

Ajuda essa, que fique clara a minha opinião mais uma vez, que não tem nada de milagrosa e que pode (e deve) ser adicionada a outras atividades. Como subir e descer degraus, por exemplo. Pra quem, como eu, tem escada em casa, não existe desculpa pra ficar parado. Tá de bobeira em casa? Sobe correndo e desce andando quantas vezes conseguir.

Diante de tantas possibilidades, não existem desculpas pra não se mexer. Sejam apenas 7 minutos ou 7 multiplicados por tantos outros, o segredo é não ficar parado e fazer acontecer!

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mondayResolvi tentar metodologizar as postagens aqui no blog pra ver se eu me animo a movimentá-lo mais. Segunda, o dia mundial do início da dieta, será voltada exatamente pra isso: pra textos sobre atividade física e reeducação alimentar. Prometo ir atualizando vocês sobre os resultados vistos com os 7 minutos feitos em casa e demais atividades! 😉

O primeiro passo

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Muitas vezes tudo o que é necessário pra que uma situação mude é o primeiro passo. Enquanto você fica ali, hesitante, nada acontece. Ou pior, desacontece. Você fica chateado, às vezes até amargurado. Você culpa a situação por não mudar. Mas, de repente, quando você desavisadamente dá o primeiro passo, tudo acontece!

Aquelas portas que pareciam fechadas com o mais moderno sistema de segurança, se escancaram. Ou se não o fazem, ao menos abrem uma frestinha. Aquela situação tão emperrada, enferrujada, começa a dar sinais de movimento. Aquele trem, parado na estação há séculos, apita e você leva um susto. E isso tudo porque você deu um único passo.

E é exatamente por isso que o primeiro passo geralmente é o mais complicado. É ele quem começa a mudança, é ele a chave, é ele o gatilho. Muitas vezes não pras mudanças do lado de fora. Mas pras mudanças do lado de dentro.

Porque essa é uma verdade: o primeiro passo pode até não mudar a situação, mas ele nos muda. Nem que a única mudança seja exatamente a da inércia para o movimento. Mas ele o faz. E acredite: isso, por si só, é extremamente significativo e poderoso.

Claro que o primeiro passo requer muito de nós. Precisamos vencer a barreira da inércia, do comodismo, do conformismo. Precisamos vencer a nós mesmos. Às vezes, para dá-lo, é preciso arrancar as raízes que nos prendem ao chão. E não há como negar que isso pode ser bastante doloroso.

Mas sem o primeiro passo, o segundo, o terceiro e todos os outros passos nunca virão. É preciso dar o primeiro passo para poder caminhar, para ver as coisas acontecerem, pra participar da mudança, pra ser a mudança. Mesmo que tudo isso aconteça dentro de você.

E eu não estou falando de algo lá longe. Estou falando de algo pertinho de mim, algo que acaba de me acontecer. E exatamente porque eu dei o primeiro passo, depois de um bom tempo resistindo e batendo o pé como uma criança birrenta, as coisas parecem finalmente mudar.

Fácil não é. Confortável também não. Mas se a gente quer avançar, é mais do que preciso. Ouse dar o primeiro passo!

Lições do tempo

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Uma das coisas que a gente acaba aprendendo rapidamente quando se muda para um país de inverno rigoroso é conferir sempre a previsão do tempo pro próximo dia. Você pode ver isso na TV, no rádio, na internet e até no seu celular, com aplicativos dos mais diversos.

Sabendo que amanhã a temperatura lá fora não vai passar de -12°C, por exemplo, com certeza você não vai marcar uma caminhada com sua amiga (a não ser que você seja como minha colega de ESL, Juliia, que veio da Ucrânia, e acha essa temperatura bem agradável). E se uma nevasca estiver chegando, você, claro, evita sair de casa.

Pras famílias com crianças em idade escolar, ficar por dentro da previsão é primordial. Dependendo da temperatura, muitas escolas começam as aulas com duas horas de atraso ou cancelam as atividades do dia. Praqueles que vão viajar, ficar por dentro do que está acontecendo também ajuda a ter uma ideia de se as rodovias vão estar fechadas ou abertas.

Planejamento, nesse caso, é fundamental. E isso vale não apenas pro tempo lá fora, mas também pro tempo aqui dentro. Quer ver como isso também funciona com a gente? Você sabe que amanhã tem algo importante pra fazer. Algo que vai exigir de você esforços e tudo mais. O que você faz no dia de hoje? Tenta se concentrar, descansar, pra que no dia de amanhã você esteja inteiro.

Sua língua não cabe na boca e quando você menos espera, você despeja nos outros verdades que muitas vezes ferem e machucam. Ou se não fazem isso, muitas vezes não precisavam ser ditas. Não naquele momento. O que você faz? Começa a se policiar, a se observar e, se preciso, a morder a língua pra não dizer o que não deve ou não pode.

Você se conhece bem o suficiente pra saber que sempre que fica ansioso sua vontade é atacar doces e comidas gostosas. Você percebe que o seu nível de ansiedade está começando a subir. O que você faz? Se afasta das tentações, se ocupa com outras coisas e fica alerta.

Aí está o segredo tanto para o tempo de fora quanto para o tempo de dentro: estar alerta. Conhecer as condições e saber como enfrentá-las. Perceber o menor sinal de tempestade, de queda de temperatura ou mudança súbita dos ventos. E agir antes que tudo venha a se complicar ou se perder.

Na maior parte das vezes, é verdade, não conseguimos controlar o tempo. Mas com planejamento, podemos enfrentá-lo aquecidos e preparados.

Que tal uma xícara de café e uma coberta bem quentinha enquanto neva lá fora? 😉

Little drops versão hipocalórica

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Fiquei com vontade de contar pra vocês como tenho me virado (nos últimos dias) na terra hipercalórica do Tio Sam.

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Já comentei aqui, mas vale repetir que desde que cheguei dei uma engordada que não estava nos planos.

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E o plano agora é eliminar o que foi indesejadamente ganho.

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Pra isso, estou contando com uma ajudinha pra lá de especial: o Fitbit.

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O Fitbit é um “contador” de passos, de calorias ingeridas e queimadas (aproximadas) e de atividades físicas realizadas.

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Através de uma pulseira que uso o dia inteiro, ele monitora tudo isso e ainda mapeia meu sono.

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Depois, acesso o site e vejo como anda o meu desempenho do dia.

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Enfim, é um estímulo e uma forma de prestar contas do que ando fazendo (e comendo).

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O legal é que eu acabei descobrindo que estava exagerando em porções de castanhas, por exemplo.

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As danadinhas são saudáveis, mas hipercalóricas!

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Além do fitbit, também comecei um treino novo, digamos assim.

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Na sexta fiz três treinos de 10 minutos de corrida, com intervalos grandes entre eles (além da caminhada).

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Vi que é algo simples, que dá resultado, queima calorias e que posso continuar fazendo quando as aulas começarem. Sem desculpa de tempo. Aliás, quem não tem 10 minutos pra correr?

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Também incrementei meus “aparelhos” de treinamento funcional. Agora tenho TRX, kettlebell, pesinhos para os braços e duas bolas de pilates.

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Começo o dia com abdominais e exercícios pra braços e pernas. Poucas séries e poucas repetições, por enquanto. Mas a ideia é seguir incrementando.

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O resultado disso tudo? Um pouco mais de consistência e consciência. E de satisfação também.

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E isso é só o começo!

Equações

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Nas nossas primeiras aulas de matemática, a gente aprende que 1 + 1 = 2. Aprende que isso vai ser sempre assim e pronto. À medida que as aulas vão evoluindo, a gente vai aprendendo equações mais complexas mas, no final, a gente sabe que o resultado vai estar lá. E, tirando um ou outra equação muito específica, esse resultado é sempre garantido e certo.

O problema é quando a gente transpõe esse pensamento para fora do mundo matemático. Uma pessoa unindo-se a outra pessoa não formam duas pessoas juntas. Normalmente elas formam um casal, um todo – mesmo que esse todo seja formado de duas partes inteiras. Normalmente? Pois é, talvez você esteja pensando aí nas muitas pessoas que estão com outras e que na verdade formam algo como um e meio ou mesmo um inteiro formado por dois meios.

Sem contar no mundo das dietas, por exemplo. A mídia, sua nutricionista, seu personal insistem com você que emagrecer é uma questão de ingerir menos calorias do que se gasta. Ou seja, o emagrecimento é uma equação matemática simples onde o maior número precisa ser o de calorias gastas. Só que se você já passou por esse processo, ou está passando, sabe que não é bem assim. No mundo ideal, no mundo matemático, seria. Mas no mundo real as equações são mais complexas e os resultados variáveis. Se você está cansado, ansioso, se algo está errado com seu corpo, tudo isso interefere na equação e no final das contas o resultado na balança não é o esperado.

A vida, minha gente, a vida real, não é feita de equações matemáticas com resultados perfeitos ou ao menos sempre esperados. A vida é mestre em bagunçar nossas equações e nos dar resultados inesperados.

Diante disso, a gente sempre tem escolhas. Podemos agir como aquela criança que um dia fomos lá na escola primária, que, de tão chateada por não conseguir encontrar o 2 esperado, rasga a folha, faz bico e simplesmente dá as costas pra equação. Podemos também agir como um aluno universitário que simplesmente não aceita que não achou a resposta. E passa a maior parte do seu tempo com a equação na cabeça, tentando entender, tentando descobrir, tentando achar o 2 de qualquer maneira. Mas ainda há uma outra escolha: a gente pode olhar pro resultado e entender que não se trata de matemática, enfim. Se trata de uma vida cheia de variáveis que precisa ser compreendida dessa forma. Se o 2 aparecer, ótimo. Se não, sigamos em frente que um 4 pode aparecer logo ali. Ou um 8, ou um 10.

Sim, algumas vezes a vida te dará um 2. Mas acredite, isso não acontecerá sempre. Relacionamentos não são matemáticos. Dietas não são matemáticas. Saúde não é matemática. Profissao não é matemática. A vida não é matemática. Se a gente conseguir colocar isso na cabeça, muito provavelmente vai se decepcionar menos e curtir mais. Afinal, estaremos sempre esperando resultados diferentes e surpreendentes.

Que tal deixar a vida te surpreender hoje?

Sem muletas

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Existem por aí milhares de pessoas completamente aptas a andar com suas próprias pernas mas que, ao invés disso, escoram-se em muletas. Não apenas aptas a andar, essas pessoas são capazes de correr e, quiçá, de voar, mas acostumadas que estão com o apoio das muletas, arrastam-se por aí deixando atrás de si um caminho de insegurança e de sonhos não realizados.

Muletas são tudo aquilo que nos dá a sensação de apoio. Num primeiro instante, como em todo processo de reabilitação, elas são sim necessárias. Mas a partir de um dado momento, é preciso andar com as próprias pernas para não atrofiar os músculos. E isso vale para tudo. Quando você começa em um trabalho novo, existe sempre aquela pessoa com quem você pode contar. Se você precisa de algo, sabe que ela estará ali. Mas chega uma hora em que você precisa assumir a responsabilidade. Num relacionamento, muitas vezes uma das pessoas começa sendo o apoio emocional da outra. Mas quando o mais fraco se fortalece, é chegada a hora de andar ao lado e não mais apoiado no outro.

O problema surge quando nos apegamos às muletas e esquecemos que elas são temporárias, que elas estão ali por um tempo necessário mas que, chegado o momento, é hora de andar, correr, voar, com as próprias pernas. O abandono das muletas é sinal de recuperação e também de maturidade. Se você deixa de lado aquilo que um dia lhe foi seguro, você consegue avançar para um nova fase.

Não à toa temos tanta gente infantilizada e imatura por aí. Gente que se agarra, com unhas e dentes, à sensação de segurança da muleta e se esquece de um pequeno detalhe: apesar de segura, a muleta pode machucar os ombros que nela se apoiam e atrofiar os músculos das pernas. Viver escorado é não viver o inexplorado, é não estar aberto às surpresas. Viver escorado é atrofiar os músculos da alma e machucar a sua capacidade de sonhar e realizar.

É fácil abandonar as muletas? Não, não é. É quase como reaprender a andar. Mas pode acreditar: além de necessário é extremamente libertador! Que tal dar uma olhada na sua vida e enxergar se, por um acaso, em alguma área você não anda se escorando em muletas? Se perceber que está há muito contando com esse apoio, proponha-se um exercício de liberdade e redescubra a aventura que é poder andar, correr, voar, por aí!