Fim

butterflies

Último dia do ano. Impossível fugir do clima de retrospectiva, fechamento de ciclo e ponto final que ronda o momento. Impossível também não pensar no futuro, não encher o coração de esperança e desejar que 2014 surpreenda – e olha que pra surpreender mais do que 2013 ele vai ter que rebolar.

Como não cansei de dizer por aqui, em 2013 grande parte dos meus sonhos se tornou realidade. Publiquei meu primeiro livro, fiz minha primeira cirurgia plástica, me mudei para os Estados Unidos. Claro, com todos os sonhos, também vieram os desafios – saber como vender o livro, alguns problemas no meu pós-operatório e toda a questão da adaptação à minha nova vida.

Mas como diz o poeta, tudo vale a pena se a alma não é pequena. E aqui, pode acreditar, a alma é grande o suficiente pra caber milhares de borboletas e seus vôos rasantes. É grande o suficiente pra não se afogar nas lágrimas dos primeiros meses de Estados Unidos. É imensa para caber toda a saudade e, ao mesmo tempo, toda a alegria que essa nova vida tem me proporcionado.

2013 foi um ano entregue numa caixa de presentes e com um laço enorme. Mas nem por isso ele foi perfeito. Não, não foi. Porque eu não sou. Por mais que tenha emagrecido, ainda sou uma pessoa que luta contra a balança. Sim, engordei desde que cheguei aqui e tenho lutado pra perder os quilos engordados. Ainda não é fácil não alimentar minhas emoções. Ainda não é fácil não ver a comida como um conforto.

Ainda estou me adaptando à essa rotina friorenta e por isso a atividade física não tem sido aquela coisa. Comprei um kettlebell, dois pesos, tenho um TRX e tenho tentado me virar com isso. Arrumei uma companheira de caminhada e isso também tem ajudado. Mas confesso: as corridas têm me feito falta.

Assim como as frutas brasileiras e os preços amigáveis. Por aqui comida saudável é bem mais cara. Tenho me virado com 3 tipos de fruta geralmente (bananas, morangos e uvas), castanhas e vegetais congelados. Também tomei a decisão de cortar açúcar e qualquer tipo de adoçante, natural ou não, da minha alimentação. Aprendi a tomar café apenas com canela e, além de gostoso, me dá energia. Outra coisa que resolvi cortar foi o glúten mesmo não sendo celíaca. Percebi que reajo melhor sem o danado e tou gostando do resultado.

Enfim, ainda me vejo em meio a lutas passadas e espero que em 2014 eu as vença um dia de cada vez. Se a batalha não chegar ao fim, que chegue ao menos o mais perto possível disso acontecer. Que cada vez mais eu consiga domar minhas emoções e não o contrário.

As perspectivas para 2014 são sim animadoras. Mas não porque o ano será diferente e sim porque eu pretendo fazer muitas coisas diferentes. E uma delas tem a ver com o blog. Sinto que ele se perdeu em meio a tudo o que me aconteceu em 2013. Talvez seja hora de achá-lo ou, quem sabe, de deixá-lo perdido por aí. Preciso descobrir o que fazer e, assim que conseguir, aviso aqui!

No mais, simbora soltar as borboletas que vivem dentro da gente pra que em 2014 elas nos levem a lugares jamais imaginados!

5 pensamentos sobre “Fim

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