3 meses, 90 dias, 2160 horas…

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De acordo com quem já passou por uma experiência parecida com a minha, as coisas começam a ficar mais fáceis a partir de agora. A gente começa a se acostumar com essa nova vida e parece que finalmente a ficha cai e a gente percebe que agora o nosso lugar é aqui.

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Posso dizer com certeza que o inglês torna-se, a cada dia, menos complicado. Ainda não digo no quesito conversação, mas no que diz respeito a entender o que o outro está dizendo, as coisas andam sim mais fáceis.

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Ao contrário do que eu imaginei, a parte acadêmica da minha experiência está sendo bem mais simples. Minhas notas estão todas MUITO boas e tenho conseguido acompanhar BEM as aulas. Creio que fecho o semestre com um saldo pra lá de positivo.

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By the way, os brasileiros têm a melhor fama na universidade que estou estudando. Todos sempre com as melhores notas. We rock, people!

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Mas também, ao contrário do que imaginei, a parte emocional está sendo bem MAIS complicada do que eu imaginava. Que faltam vocês fazem, pessoas!

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Apesar de ainda não ter carro (o que é algo que atravanca um pouco o progresso), já consigo saber onde as coisas se encontram e, inclusive, consigo fazer algumas sugestões de lugares pra ir. Especialmente bons restaurantes, com saladas e coisas saudáveis! 😀

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O inverno ainda não chegou, mas já peguei -7°C por esses lados de cá. Acredite: tem horas em que o frio vem morar dentro da gente! (e não adianta nada você usar milhares de roupas!)

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Se tem valido a pena? Como diria o poeta predileto do meu pai, tudo vale a pena se alma não é pequena! (e o que tenho descoberto nesses dias, é que a minha é gigante pra caber toda a saudade do mundo dentro dela!)

A ponte

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O coração apertava e a respiração, ofegante, deixava claro que todo o corpo acompanhava a angústia da alma. Sabia o que precisava ser feito, apenas não tinha coragem de admiti-lo pra si mesma. Durante semanas vinha lutando contra o inevitável e, face às respostas que encontrava pelo caminho, sabia que a hora se aproximava. Repetia pra si mesma que não conseguiria, que seria complicado, que seria difícil, que seria pesado. A verdade era que já se acostumara a se arrastar com aqueles enormes pesos. Tinha medo de simplesmente deixá-los pelo caminho e seguir. Eles já faziam parte dela e daquilo que ela fazia todos os dias. Só que ela sabia que não duraria pra sempre e que cabia a ela mesma livrar-se daquilo que a prendia. E se o que a prendia fosse o que mais amasse? E se o que a prendia fosse o que mais estimasse? Ela jamais saberia se não cruzasse a ponte e se libertasse. Tomou coragem, tomou fòlego e se jogou. Ao contrário do que pensou, ela não caiu. Mas também não caminhou. Simplesmente, flutuoou.