Cobrança de menos, vida a mais

live

Você já parou pra pensar no quanto você se cobra diariamente? Muitas vezes você se cobra por não ter conseguido organizar a casa como gostaria, por ter comido aquele pedaço de bolo, por não ter a vida que sonhou, o companheiro que a TV mostrou. Você se cobra por não estar sorrindo o tempo todo, pela conta vermelha no banco, por não ter tempo pros amigos. Você se cobra por não ter a barriga tanquinho da moça do projeto sei lá o que, por não ter o bíceps da moça do projeto sei lá o que 2, por não conseguir fazer a dieta daquela moça lá do outro projeto.

E de cobrança em cobrança a sua vida vai passando. É, aquele intervalo de tempo em que você realmente podia ser feliz, podia ter vivido intensamente, podia ter feito acontecer, simplesmente acontece sem você.

Quero dizer, se isso não acontece com você, acontece comigo muitas vezes. Estava acontecendo até um tempinho atrás. Cheguei por essas bandas de cá no mês passado e estava me cobrando pelo inglês não perfeito, pelos amigos não feitos, pela saudade que aperta, por não ter conseguido isso e aquilo ainda. Até que, em uma conversa com minha mãe, o estalo veio: não é cobrança de mais e vida de menos?

Não estou dizendo que você não deva se esforçar, correr atrás, fazer o seu melhor. Sim, você deve. Mas isso feito, pronto. Vá curtir a vida. Ou, se não conseguiu fazer o melhor, fez o que podia pro momento, ótimo.

Infelizmente a gente acaba permitindo que as cobranças comandem as nossas vidas. Só que enquanto elas estão no comando, a vida passa. E olha, passa bem rápido, viu?

Então, simbora combinar uma coisa? Vamos viver mais e cobrar menos. Da gente mesmo e do outro também. Vamos exigir menos, querer menos perfeição e nos contentar com aquilo que temos agora. Nesse momento. Porque é nele que a vida acontece, é nele que o milagre aparece. É nele, enfim, que a gente vive de verdade!

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Aprendendo com as estações

Autumn Spectrum 10/10/10
Como diz a música, mudaram as estações. No Brasil, primavera. Desse lado de cá, outono. Duas estações que podem nos inspirar a mudar também.

No outono, as folhas amarelam e caem. É chegada a hora de preparar a árvore para a estação mais fria do ano e as folhas não terão qualquer uso no inverno. Na primavera, as flores aparecem, perfumando e embelezando a paisagem. Mas mais do que isso, elas preparam a árvore para os frutos que virão.

Assim como as árvores fazem no outono, precisamos aprender a nos libertar, a deixar pra trás, tudo aquilo que temos carregado inutilmente. Principalmente conceitos, pré-conceitos e tantos pensamentos – a nosso respeito e a respeito daqueles que nos cercam.

Com o outono aprendemos que peso extra não colabora nos momentos mais complicados. Peso extra só atrapalha no inverno. Peso extra só machuca, fere e, muitas vezes, mata.

Já com a primavera aprendemos que é preciso florescer, é preciso enfeitar o mundo com beleza e cores. E mais do que isso. Ela nos ensina que precisamos florir para frutificar.

Infelizmente, muitas vezes queremos o fruto sem a flor. E queremos também o fruto sem a dor do outono. Mas é no outuno, quando as folhas caem, que normalmente os frutos aparecem. É preciso abrir mão, deixar ir, pra poder frutificar.

Primavera e outono. Duas estações tão diferentes mas unidas com um propósito: os frutos. Uma prepara a planta para que eles venham. A outra permite que eles apareçam.

Que assim como eu tenho pensado nesses dias, que você esteja pronto a fazer o que for necessário pra que os tão almejados frutos surjam em sua vida. Abra mão. Floreça. E frutifique!

Quem procura, acha!

beauty

Quando a gente muda de cidade, de estado, de país, de emprego, de carro, enfim, quando a gente muda alguma coisa na vida da gente, as comparações entre o que passou e o que se está vivendo são inevitáveis.

A coisa mais normal do mundo é a gente se pegar no presente olhando pro passado. Ficamos pensando naquilo que ficou pra trás, naquilo que não temos mais. E, com isso, aquilo que se tem agora, aquilo com o que realmente se pode contar, fica desbotado, sem graça.

Mas olha que isso nem é o pior. O pior é quando começamos a exaltar demais o que passou, diminuindo o que vivemos agora. É a gente enxergar apenas virtude no que deixou pra trás e coisas ruins no que se está vivendo. A gente acaba, sem perceber, treinando os nossos olhos pra procurar o lado ruim do hoje. E quem procura, inevitavelmente, acha.

Se você apenas treinar os seus olhos pra ver os colegas mal-humorados do seu novo emprego, acredite, é isso o que você vai encontrar. Se você apenas focar nas coisas aparentemente ruins do novo país em que você está morando, acredite, é isso que você vai encontrar. Se você apenas se preocupar com o quão chato é ter que deixar de comer certas coisas por conta da nova reeducação alimentar que resolveu seguir, acredite, você só vai ver isso.

Mas o contrário também acontece: se você simplesmente parar de procurar o que o incomoda e começar a procurar o que te agrada, é isso o que você vai encontrar. Precisamos treinar os nossos olhos pra que eles enxerguem a beleza, os novos ouvidos pra que ouçam a doce melodia e o nosso paladar pra que sinta o gosto doce das descobertas. Porque quando a gente faz isso, é exatamente isso o que a gente encontra.

Nesses últimos dias, essa tem sido a minha oração silenciosa: que eu esteja aberta para ver a beleza, que eu esteja pronta pra sentir a delicadeza, que os meus olhos procurem um tesouro dentro de cada pessoa. Porque eu sei que se isso for uma constante em minha vida, é isso o que irei encontrar!

Férias

take a breath

Antes de mais nada, gostaria de dizer que não, não estou de férias. Ainda estou na minha terceira semana de aulas e provavelmente só terei descanso no começo do ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, eu posso sim estar de férias. Talvez, nesse momento, eu esteja. E você também.

Conversa de doido? Não, conversa de alguém que ficou simplesmente encantada com a idéia de poder me dar pequenas férias, férias de um ou dois minutos que sejam, durante o dia. Ou, como diria um de meus professores, férias de minutos.

E pra que servem esses minutos? Pra gente parar a correria, respirar fundo e estar presente no presente. Pra gente tirar o foco do que precisa fazer e focar no momento. Pra gente, enfim, ter um momento de fechar os olhos e abrir o coração.

O que fazer nessas férias de minuto? Andar descalço na grama. Tomar um sorvete. Ligar pra um amigo e bater um papo gostoso. Ouvir uma música engraçada. Contemplar a natureza. Fazer, enfim, aquilo que faz cócegas na alma e desaperta o coração.

Assim, que tal você se dar umas férias? Eu já estou aqui, pensando nas minhas!

Sendo mais, fazendo menos

be yourself

Duas das disciplinas que peguei esse semestre trabalham diretamente com a questão do caráter e da personalidade. Em ambas, precisamos saber qual o nosso DISC profile (se quiser saber mais e fazer gratuitamente o texto, em inglês, clique aqui) para que nos conheçamos melhor e possamos lidar bem com nossas forças e fraquezas.

Hoje, na aula de uma dessas matérias, fomos divididos em grupos de acordo com o nosso perfil. E, depois de discutirmos algumas coisas que relativas aos nossos desafios a partir daquilo que somos, recebemos uma pancada da professora: “Ser, pra vocês, é o maior desafio já que vocês são muito bons em fazer”.

Fiquei em choque com a mensagem e estou digerindo-a até agora. Não que eu não soubesse disso ou que nunca tivesse parado pra pensar nesse assunto, mas achei incrível que nesse momento da minha vida eu tenha sido lembrada de que agora é hora de ser. E apenas ser.

Sim, porque não há muito o que fazer aqui. Ou melhor, tirando toda a parte acadêmica, estou num momento em que há realmente muito pouco a fazer. Ao contrário do que eu vivi nos últimos anos da minha vida: correndo de um lado pro outro, cheia de programações, cheia de atividades. Cheia de afazeres.

Só que agora, tudo isso ficou pra trás. E é hora de simplesmente ser. Ser quem eu sou de verdade, não quem eu deveria ser. Ser quem eu sou de verdade, não quem os outros esperam que eu seja. Ser quem eu sou de verdade, sem nenhuma ligação com aquilo que eu faço.

Posso dizer, com certeza, que esse é mesmo o meu maior desafio: fazer menos, ser mais. Porque tantas vezes eu permiti que o que eu faço moldasse quem eu era. Tantas vezes eu mesma me confundi nesses dois aspectos. E agora é hora, enfim, de simplesmente desconectá-los.

Uma aventura, enfim. E você é o meu convidado a embarcar nela. Será que você também não precisa ser mais e fazer menos? 😉

Curiosidades “miricanas”

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Comida de verdade, por essas bandas, é bem caro.

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Quando digo comida estou falando de alimentos de verdade, como frutas, verduras e legumes. Além de alguns produtos alimentícios considerados saudáveis.

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E exatamente por isso é fácil entender a obesidade que assola os EUA: fast-foods, junkie foods e afins são MUITO mais baratos e à mão.

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Falando em comida, as frutas daqui não tem sabor de fruta. É estranho explicar, mas o sabor a que estamos acostumados no Brasil inexiste por esses lados.

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Carne vermelha também é um produto fora da curva econômica. Ainda bem que não sou carnívora! 😉

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O americano não almoça. Talvez por isso a tradução de almoço seja “lunch”. Exatamente porque ele faz um lanche na hora do almoço.

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A refeição verdadeiramente completa é o jantar.

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Comer nos intervalos não é algo muito comum por aqui.

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Agora beber copos e copos de café é.

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Uma parcela interessante da população jovem americana corre. Em qualquer lugar, em qualquer hora.

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Eles não dão a mínima pra roupa que eles usam. E idem pra que você usa.

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Conforto e bem-estar é o que dita o vestuário. Ou seja, chinelo e shorts em qualquer lugar vale sim.

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É possível fazer pão de queijo aqui! A foto que ilustra o post é uma prova disso.

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Com um pouquinho de criatividade, e muita vontade, a gente acaba descobrindo como se adaptar ao american way of eating sem sair da linha.

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By the way, desde que cheguei aqui já emagreci quase 2kg!