Das corridas da vida

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No último domingo, dia 28, participei da minha última corrida em solo brasileiro: a Corrida das Cores. Uma corrida que, de corrida, tem bem pouco. Ela está mais para uma celebração de cores e de vida do que pra qualquer outra coisa.

A começar pelo fato de que não há cronômetro, não há chip e o tempo todo, antes da largada, o locutor incentiva os participantes a curtirem o evento, a brincarem com as cores e a irem devagar. Sim. A Corrida das Cores é uma corrida onde chegar primeiro não é o que realmente interessa. O que interessa é se divertir.

Dito isso, posso garantir que o que menos se vê são pessoas correndo. A grande maioria está ali pela explosão de cores, para curtir o momento e, exatamente por isso, caminha. Anda devagar, sorri com os amigos e não se preocupa muito com o percurso dos 5km.

Preciso confessar que, num certo momento, isso me irritou. Afinal de contas, pra que participar de uma corrida se você não está ali para correr? Ou se você não está ali ao menos para tentar correr? A resposta, claro, estava ali à minha volta: pra simplesmente se divertir, curtir o momento. Pra cumprir o propósito daquele evento.

Sim, porque existem corridas em que o objetivo é claro: cruzar a linha de chegada no menor tempo possível. Ou, em outras palavras, superar-se ou até mesmo superar o outro. Mas esse, com certeza, nunca foi o objetivo da Corrida das Cores. O propósito ali era celebrar, era curtir, era apreciar toda a magia das cores.

Engraçado pensar que a vida também tem diferentes corridas. Em algumas delas, precisamos nos superar, dar todo o gás pra alcançar logo a linha de chegada. Mas, em outras, o que nos cabe é simplesmente admirar a beleza das cores, andar devagar e curtir a paisagem.

A grande questão é saber diferenciar umas das outras e saber curtir o propósito de cada uma, sem querer caminhar naquela que é necessário correr e sem estressar naquela que cabe simplesmente apreciar o colorido.

E aí, em qual corrida você está nesse momento inscrito?

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Acredite!

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Taí uma palavra que a gente tem visto por todos os cantos do país. Nos últimos meses, parece que o bichinho do acredite mordeu o brasileiro. As pessoas têm acreditado mais em si mesmas, no poder das mobilizações, no país. As pessoas, enfim, têm acreditado que um novo país é possível.

Acho interessante e importante a gente usar o que tem sido visto no âmbito social para o nosso mundinho particular. Se acreditamos que um novo mundo é possível, por que não acreditamos que um novo eu é possível?

A gente inventa as maiores desculpas (não tenho tempo, meu passado me condena, eu não sou assim tão disciplinado, o mundo conspira contra mim, eu não consigo, eu não posso…) pra não acreditar. E essas desculpas vão nos prendendo, nos amarrando e nos impedindo de seguir rumo àquilo que devíamos acreditar. E, o pior, nos impedem de acreditar.

E é interessante e importante que a gente entenda, de uma vez por todas, que acreditar não é um sentimento, não é uma ideia. Acreditar é uma ação. Eu acredito e caminho de acordo com isso. Você acredita e corre atrás disso.

Acreditar é verbo, é ação. Você acredita em você mesmo? Ótimo! Então, o que você faz com isso? Como você age diante disso?

Infelizmente o que a gente mais vê por aí é gente que diz que acredita e não sai do lugar. Se prende a desculpas, se prende à zona de conforto e o acreditar vira mais uma coisa entre tantas outras.

Então, que tal começar a viver de acordo com aquilo que você acredita? Você acredita que um novo mundo é possível? Ótimo! Então comece a construí-lo! Você acredita que um novo você precisa nascer? Perfeito! Comece a se preparar para o parto! Você acredita que está mais do que na hora de mudar? Mude. Mas mude já.

Acredite. Com todo o seu ser. Com a sua cabeça, seu coração e seu corpo. Envolva-se por inteiro na aventura que é acreditar!

Organizando a mudança

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Precisei fazer uma lista de coisas a organizar/comprar/resolver antes da viagem. E ela já tem 15 itens e suas subdivisões.

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Estão aí as compras a serem feitas, os cancelamentos, as consultas médicas.

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Tem também itens como ajuste de roupas, seguro saúde que precisa ser fechado e por aí vai.

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Se mudança já é canseira, imagine uma mudança internacional.

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Tudo bem que não vou levar muita coisa, mas também não posso deixar nada pra trás.

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Ou seja, inspira, respira, não pira.

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Mas algo bom no meio desse tumulto é que consegui, enfim, baixar meu peso.

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Mãe nutricionista em casa, gente, é o que há. Pra dieta e pra sanidade mental da gente.

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Sem contar que ela conseguiu marcar praticamente todas as consultas que eu precisava. Thank´s God!

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No mais, correria, correria, correria.

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Cansaço aqui é mato!

Você se permite sonhar?

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No meu trabalho, ajudo as pessoas a definirem objetivos, traçarem metas, fazerem um planejamento e se organizarem para atingirem estes objetivos. Mas, muitas vezes, o problema não é a falta de objetivo, metas, planejamento ou organização.

O primeiro passo pra se realizar qualquer coisa na vida é sonhar.

Essa semana, tive duas clientes que, cada uma a seu modo, me mostraram faces do verdadeiro problema: elas não sabiam quais eram seus sonhos.

E quando a gente não sabe quais são os nossos sonhos, a gente não faz nada pra realizá-los. A gente vai sendo levado pela vida, sem direção. Ou, pior ainda, na direção que outras pessoas escolheram pra gente e a gente, por inércia, aceitou. Mesmo quando a gente sabe quais são os nossos sonhos, a gente muitas vezes não pensa em qual é o preço que estamos pagando, hoje, por não estar correndo atrás deles. E, mais importante, qual é o preço que vamos pagar se chegarmos no final da vida e não tivermos nem sequer tentado realizá-los.

Quando faço essas perguntas aos meus clientes, muitas vezes escuto que o preço por não realizar seus sonhos é a tristeza, depressão, fracasso, baixa autoestima, e, no final da vida, a sensação de ter jogado a vida fora.

Eu sempre quis viajar o mundo. Em abril do ano passado, fui demitida do meu emprego e me vi, de uma hora pra outra, desempregada e sozinha com um filho para sustentar.

Eu poderia ter pensado: é, agora realmente não vai dar pra viajar o mundo, porque “pra viajar eu preciso de muito dinheiro”. De lá pra cá, eu estive em Nova York, Londres, Paris, Amsterdã, Bélgica, Frankfurt, Berlim, Heidelberg e, nesse exato momento em que você me lê (se o meu avião não tiver caído) eu estou em Santorini. E daqui irei para Mykonos, Ios, Roma, Florença, Arezzo, Perugia, Pisa, San Gimignano, Siena, Veneza, Verona, Ibiza e Formentera.

E, no fim do ano, vou levar um grupo de 20 pessoas para atravessar o deserto do Saara (vamos?).

Cada uma dessas viagens teve suas circunstâncias ~especiais~ que as tornaram possíveis. Desde eu ter me hospedado no Brooklyn na casa de uma artista plástica que conheci e hospedei na minha casa por conta de um olá que dei pela janela, passando por dormir na casa de ~estranhos~ fazendo couchsurfing em Amsterdã, até estar indo para o Saara a trabalho, não só não pagando nada, mas também ganhando pra isso.

Circunstâncias que eu acharia impossíveis na minha vida passada. Então te proponho hoje começar a sua semana de um modo diferente: sonhando. Pegue uma folha de papel e liste pelo menos 10 sonhos seus, dos mais simples aos mais malucos.

Não se limite por crenças negativas.

Se permita sonhar.

Paula Abreu

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Recebi esse texto por email e achei que ele seria uma ótima forma de começar a semana. Ele é de autoria da Paula Abreu, do excelente Escolha a sua vida. Passe lá e descubra outras lindezas escritas pela Paula!

Inventário da cirurgia

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Essa semana completei 3 meses de abdominoplastia e lipo. Engraçado olhar pra trás e ver como passou rápido. Daqui a pouco serão 6 meses e depois 12, quando vou realmente ver o resultado final da cirurgia.

O que mudou nesse tempo? As roupas caem melhor, sem sombra de dúvidas. Não há barriga pulando ou sobrando. E pra quem sempre comprou roupas G ou EG, perceber que o M, dependendo do modelo, serve, é muito bom!

O que não mudou nesse tempo? A eterna vigilância com a alimentação. A necessidade da prática da atividade física. A angústia com o excesso de pele no braço (a intenção é operá-lo no ano que vem, quando eu vier nas férias), que não me deixa usar roupas sem manga e faz com que tantas outras não sirvam. A neura com o peso. Sim, caro leitor, cara leitora, a gente opera a barriga e não o cérebro.

E talvez aqui esteja a maior luta: conseguir ver além da cirurgia, além dos resultados, além da aparência. Estar satisfeita comigo mesma, me preocupar com minha saúde e com meu bem-estar. Ser, enfim.

Se eu indico a cirurgia? Claro que sim! Mas acho fundamental a pessoa estar com o peso mais próximo do desejado (porque a cirurgia não emagrece), já ter uma vida o mais saudável possível (para não perder o que conquistar na mesa de operações pouco tempo depois) e ter total consciência de que a vida muda muito pouco.

Claro que essa mudança, mesmo pequena, pode ser bastante significativa. Mas pra isso, é sempre importante lembrar: a principal mudança deve se passar sempre dentro da gente e não fora!

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Falando em mudanças e afins, preciso compartilhar esse vídeo com as lindas que passam por aqui!

Fazendo as malas

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Ontem, no caminho de Brasília pra Goiânia, olhando a paisagem, senti um nó na garganta. Os olhos se encheram de lágrimas e eu achei melhor segurar o choro. Afinal, a moça que estava ao meu lado no ônibus com certeza não entenderia.

Demoraria muito pra explicar que ali começava a minha despedida, que aquela seria uma das últimas vezes, ao menos nos próximos quatro anos, em que eu veria essa paisagem tão minha conhecida. Demoraria muito pra atualizá-la sobre a mudança continental que, em menos de um mês, será uma realidade na minha vida.

Preferi poupar a moça das minhas lágrimas e me poupar. Porque a verdade é uma só: de agora em diante elas não vão faltar. Começo a olhar os lugares, as coisas e, principalmente as pessoas, com ar de saudade. Com aquela vontade enorme de ficar observando pra guardar cada detalhe e levá-los comigo.

E pra onde pretendo carregar tudo isso? Pro Tennessee, minha mais nova casa a partir de agosto. Serão 4 anos num país diferente, falando uma língua diferente, longe de tudo o que hoje faz parte da minha realidade. Serão 4 anos realizando um sonho: dar continuidade a uma das coisas que mais gosto de fazer – estudar.

Assim, se alguém me pegar por aí olhando fixamente pra algum ponto, já sabe: tou carregando a minha bagagem!

Das conquistas nossas de cada dia

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Eu não canso de repetir aqui e o faço mais uma vez: se eu posso, todo mundo pode. Sempre fui a pessoa mais indisciplinada, mais chocolateira, mais compulsiva do mundo. Sempre fui alguém que começava e dificilmente terminava as coisas. Me acomodei no sedentarismo e acreditei que não tinha nascido para a atividade física. Enfim, eu era o protótipo perfeito do obeso Gabriela – “eu nasci assim, eu vivi assim, eu sou sempre assim, Gabriela”.

Só que num belo dia, como vocês sabem bem, deu um clique aqui dentro e eu percebi que estava sendo levada pela vida e não o contrário. Percebi que estava posando de vítima das circunstâncias enquanto podia ser a agente delas. Percebi, enfim, que era a única responsável pela minha infelicidade. Daí, fui à luta.

Mas que fique claro pra você, que se vê como eu era ali no primeiro parágrafo: eu não mudei de uma hora pra outra. Eu não emagreci num segundo. Não teve milagre, como ainda não tem. Fui conquistando, e ainda estou, aqui que eu desejava pouco a pouco. Diariamente.

Na verdade, preciso dizer pra você algo que talvez o choque, mas que é extremamente necessário: assim como não existe ex-alcoólatra, ex-drogado, não existe ex-gordo. A gente não deixa de ser obeso nem quando emagrece. É preciso vigilância diária, é preciso ficar em constante cuidado. É preciso, enfim, conquistar diariamente o que se quer.

Disciplina, por exemplo. É algo que conquisto a cada dia. Quando consigo correr, quando consigo dizer não pra algo gostoso, quando me alimento corretamente.

Por isso, volto a repetir: se funciona pra mim, funciona pra você. Ao invés de ficar pensando que tem muito que perder, pense no que você consegue conquistar hoje. Ao invés de você pensar no tanto que precisa vencer, pense no que você pode vencer hoje.

O segredo, enfim, é aquele que a gente sabe bem: um dia de cada vez. Uma conquista no tempo chamado hoje. E de hoje em hoje, a gente consegue chegar ao amanhã que se deseja. E aí, que tal começar a conquistar o que você sonhou exatamente agora? Lembre-se: toda grande conquista começa com um pequeno passo! 😉