O que você vê x o que você é

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No último post, aquele das mudanças, falei sobre como a cabeça demora a acompanhar a realidade do corpo. Comentei que mesmo estando no meu menor peso desde o início da reeducação alimentar, minha cabeça muitas vezes ainda me vê como no início.

E é interessante pensar que esse é um dos temas do meu livro, Você não cabe na forma. Nele falo sobre como nos vemos e quem realmente somos. Sim, porque há uma grande diferença entre uma coisa e outra.

Como nos vemos é uma imagem projetada de nós mesmos que, muitas vezes, temos pelo que parecemos, pelo que já vivemos, pelo que sentimos e pela maneira como as outras pessoas nos veem. Ou seja, como nos vemos é algo circunstancial que muda, muitas vezes, de acordo com nosso humor, com as circunstâncias e como as pessoas que nos cercam. Já quem nós somos é a nossa identidade. É a nossa essência, aquilo que trazemos dentro de nós e que levamos pra sempre conosco.

Mas por que, então, tantas vezes passamos por crises de identidade? Porque infelizmente não temos certeza de quem somos e acabamos tentando ancorar nossa identidade naquilo que vemos de nós mesmos.

Um exemplo simples? Bad hair day, como dizem os americanos. Ou seja, aquele dia em que seu cabelo resolve assumir uma personalidade própria e não obedecer a qualquer comando. Você lava, você enxuga, você prende e nada dele se render. Você se olha no espelho e se sente péssima. Daí, você tem duas opções: ou você se baseia no que você vê (tornando o “estou horrorosa” em “sou horrorosa”) ou você simplesmente assume que está num dia de imagem ruim sabendo que você não é isso. Você está isso.

A grande maioria das pessoas assume a primeira postura, ou seja, transforma o que vê no que é. E acaba diminuindo sua essência a um momento. Ou acaba mutilando quem é por algo que vivenciou numa manhã.

Isso acontece demais com quem está acima do peso. O peso em excesso é um estado. Você está assim. Mas isso não determina quem você é. Só que infelizmente, a gente toma o estado pela essência e acaba se deixando sufocar pela obesidade. E vai carregando um peso ainda maior do que aquele mostrado na balança.

Daí, vale se perguntar: você leva a sua vida pelo que você vê, pelo que você sente? Ou você se baseia naquilo que você é?

Talvez, pra responder essa pergunta, você precise responder uma outra um pouquinho mais complicada: quem é você de verdade?

No próximo post vou falar um pouquinho mais sobre isso!😉

***
Resolvi cumprir o prometido e falar do livro por essas bandas. Assim, farei alguns posts com temas que discuto por lá. Espero que gostem!

2 pensamentos sobre “O que você vê x o que você é

  1. Uau! Parabéns pelo livro… capa linda! E conhecendo você, mesmo o pouquinho que conheço, sei que o livro também deve ser ótimo. E ainda falei sobre essas coisas esses dias… como seria bom se nos enxergássemos pelos olhos dos outros, né? Principalmente fisicamente…

    Parabéns mais uma vez!!!
    Beijinhos

    • Ju, acho q na verdade a gente tem q ter firme na cabeça quem a gente é, independente de qq coisa. Pq infelizmente, os outros tb podem ter uma imagem deturpadíssima da gente, né? Qnto ao livro, obrigada! A capa faz sempre o maior sucesso! :*

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