Tudo mudou!

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Se eu pudesse definir meu 2013 até aqui eu diria que foram praticamente 33 anos em 6 meses. Não posso dizer que fui surpreendida com tudo o que aconteceu, mas posso dizer sim que fui praticamente atropelada pela velocidade com que se desenvolveu.

Até mais ou menos o final de março, início de abril, o ano estava andando a passos de tartaruga. Grandes perspectivas existiam, mas elas simplesmente não se concretizavam. Tudo o que eu fazia era esperar e esperar e esperar.

Até que veio abril. E parece que ele saiu puxando tudo o que podia e devia acontecer em 2013. E a primeira dessas coisas foi a tão sonhada cirurgia plástica. Quando dei por mim, já tinha feito o procedimento e estava no meio de um pós-operatório um pouco mais complicado do que tinha imaginado. Nada fora do controle, apenas alguns problemas que normalmente acontecem com ex-obesos (indico aos ex-gordinhos que conversem abertamente com seus médicos sobre isso porque existem sim algumas coisas que podem acontecer com você após cirurgia).

No meio do pós-operatório teve o lançamento do livro, em Caldas Novas e Goiânia. Meu filho tão esperado e tão almejado nasceu e já teve que sair andando com as próprias pernas. A mãe dele estava preocupada com outras coisas e lá foi ele, se espalhando pelo mundo do jeito que conseguiu.

Vou fazer um post específico sobre o livro, mas de antemão posso dizer que tem sido muito gostoso ouvir o que os leitores têm me dito. Normalmente, quem me conhece pessoalmente, diz que consegue ouvir minha voz enquanto lê o livro. Outros me dizem que o livro os lembra sobre coisas que tinham esquecido há muito tempo. Fora uma família que foi totalmente impactada com o livro. Tão bom!

E, fechando o ciclo de emoções, tem a grande mudança do ano, da vida: em agosto começo um mestrado nos EUA. Isso mesmo. Essa é a grande mudança de que tenho falado sem citar especificamente do que se trata.

No meio disso tudo tem o trabalho (ou a despedida dele), a reeducação alimentar (eu ainda quero emagrecer de 4 a 6 quilos), a organização da viagem, as despedidas, as vendas do livro e, algo que tem sido um pouquinho trabalhoso: minha cabeça refazer a imagem que tenho de mim mesma.

Sessenta quilos depois, uma cirurgia plástica concretizada, posso dizer que ainda não me vejo magra. Na verdade, eu ainda não me reconheço. Eu só percebo que emagreci quando observo fotos ou passo sem querer na frente do espelho. Nesses momentos, me assusto com o que vejo e só aí a realidade bate na cara.

Ou seja, ainda estou me acostumando com essa nova etapa. E, ao mesmo tempo, estou tendo que lidar com as outras coisas que também estão acontecendo nesse ano. O que tem mexido bastante com meu ritmo de sono, com minha fome, com o meu corpo. E, principalmente, tem mexido com a cabeça e o coração.

Ando brincando que estou tendo um intensivão pra aprender a controlar a tão conhecida ansiedade. Porque, se agora eu não aprender a lidar com ela, não aprendo nunca mais!

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