Quem é você?

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Muita gente se deixa levar pelo que dizem as revistas, os jornais ou mesmo as propagandas. Têm ainda aqueles que se deixam levar pelo que diz a família, os amigos, os colegas de trabalho. Fora aqueles que pulam de galho em galho e a cada hora ouvem uma voz dizendo quem são.

O problema de se firmar no que os outros dizem a respeito de quem você é é que, na verdade, eles vão sempre dizer quem você deveria ser. Baseado em algo que acham, que está na moda ou mesmo que pela experiência que têm. Ou seja, eles não podem dizer quem é você.

E então, quem é você? E vamos deixar claro que não estou falando do que você faz. Porque muita gente confunde isso. Você não é apenas o que você faz ou mesmo o que virá a fazer. Sim, isso é parte de você. Mas uma parte bem pequena. E se você se baseia apenas no que você faz, se um dia você deixar de fazer isso ou mesmo fizer isso mal, você se sentirá perdido.

É o que acontece com quem se aposenta, por exemplo. A pessoa passa a vida inteira achando que é aquilo que ela realiza nas oito horas na firma. E quando ela deixa de preencher seus dias com isso, ela simplesmente não sabe mais quem é.

Também é o que acontece com que se baseia em suas habilidades, sejam elas quais forem. Um dia, essa pessoa falha. Porque isso acontece. Você sempre realiza bem alguma coisa e, num belo dia, não faz tão bem. Se você ancora sua identidade aí, você começa a ter dúvidas a respeito de você mesmo.

Então, pergunto de novo: quem é você? A bíblia diz algumas coisas bem interessantes sobre isso:

– você é imagem e semelhança de Deus
– você é filho de Deus
– você é uma obra-prima do Criador, que carrega em si as digitais daquEle que governa o Universo

Essas são apenas algumas das definições sobre quem é você. E quando você as têm tatuada no peito, não se deixa levar por todas as vozes que dizem o que você deveria ser. Você simplesmente sabe quem é e vive de acordo com isso.

Saber quem somos, ter clareza a respeito da nossa identidade é fundamental. Com isso, deixamos de viver as expectativas alheias e passamos a viver de acordo com quem somos, florescendo e crescendo. Como deve ser! 😀

(Esse é mais um post baseado no meu livro “Você não cabe na forma”)

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O que você vê x o que você é

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No último post, aquele das mudanças, falei sobre como a cabeça demora a acompanhar a realidade do corpo. Comentei que mesmo estando no meu menor peso desde o início da reeducação alimentar, minha cabeça muitas vezes ainda me vê como no início.

E é interessante pensar que esse é um dos temas do meu livro, Você não cabe na forma. Nele falo sobre como nos vemos e quem realmente somos. Sim, porque há uma grande diferença entre uma coisa e outra.

Como nos vemos é uma imagem projetada de nós mesmos que, muitas vezes, temos pelo que parecemos, pelo que já vivemos, pelo que sentimos e pela maneira como as outras pessoas nos veem. Ou seja, como nos vemos é algo circunstancial que muda, muitas vezes, de acordo com nosso humor, com as circunstâncias e como as pessoas que nos cercam. Já quem nós somos é a nossa identidade. É a nossa essência, aquilo que trazemos dentro de nós e que levamos pra sempre conosco.

Mas por que, então, tantas vezes passamos por crises de identidade? Porque infelizmente não temos certeza de quem somos e acabamos tentando ancorar nossa identidade naquilo que vemos de nós mesmos.

Um exemplo simples? Bad hair day, como dizem os americanos. Ou seja, aquele dia em que seu cabelo resolve assumir uma personalidade própria e não obedecer a qualquer comando. Você lava, você enxuga, você prende e nada dele se render. Você se olha no espelho e se sente péssima. Daí, você tem duas opções: ou você se baseia no que você vê (tornando o “estou horrorosa” em “sou horrorosa”) ou você simplesmente assume que está num dia de imagem ruim sabendo que você não é isso. Você está isso.

A grande maioria das pessoas assume a primeira postura, ou seja, transforma o que vê no que é. E acaba diminuindo sua essência a um momento. Ou acaba mutilando quem é por algo que vivenciou numa manhã.

Isso acontece demais com quem está acima do peso. O peso em excesso é um estado. Você está assim. Mas isso não determina quem você é. Só que infelizmente, a gente toma o estado pela essência e acaba se deixando sufocar pela obesidade. E vai carregando um peso ainda maior do que aquele mostrado na balança.

Daí, vale se perguntar: você leva a sua vida pelo que você vê, pelo que você sente? Ou você se baseia naquilo que você é?

Talvez, pra responder essa pergunta, você precise responder uma outra um pouquinho mais complicada: quem é você de verdade?

No próximo post vou falar um pouquinho mais sobre isso! 😉

***
Resolvi cumprir o prometido e falar do livro por essas bandas. Assim, farei alguns posts com temas que discuto por lá. Espero que gostem!

Tudo mudou!

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Se eu pudesse definir meu 2013 até aqui eu diria que foram praticamente 33 anos em 6 meses. Não posso dizer que fui surpreendida com tudo o que aconteceu, mas posso dizer sim que fui praticamente atropelada pela velocidade com que se desenvolveu.

Até mais ou menos o final de março, início de abril, o ano estava andando a passos de tartaruga. Grandes perspectivas existiam, mas elas simplesmente não se concretizavam. Tudo o que eu fazia era esperar e esperar e esperar.

Até que veio abril. E parece que ele saiu puxando tudo o que podia e devia acontecer em 2013. E a primeira dessas coisas foi a tão sonhada cirurgia plástica. Quando dei por mim, já tinha feito o procedimento e estava no meio de um pós-operatório um pouco mais complicado do que tinha imaginado. Nada fora do controle, apenas alguns problemas que normalmente acontecem com ex-obesos (indico aos ex-gordinhos que conversem abertamente com seus médicos sobre isso porque existem sim algumas coisas que podem acontecer com você após cirurgia).

No meio do pós-operatório teve o lançamento do livro, em Caldas Novas e Goiânia. Meu filho tão esperado e tão almejado nasceu e já teve que sair andando com as próprias pernas. A mãe dele estava preocupada com outras coisas e lá foi ele, se espalhando pelo mundo do jeito que conseguiu.

Vou fazer um post específico sobre o livro, mas de antemão posso dizer que tem sido muito gostoso ouvir o que os leitores têm me dito. Normalmente, quem me conhece pessoalmente, diz que consegue ouvir minha voz enquanto lê o livro. Outros me dizem que o livro os lembra sobre coisas que tinham esquecido há muito tempo. Fora uma família que foi totalmente impactada com o livro. Tão bom!

E, fechando o ciclo de emoções, tem a grande mudança do ano, da vida: em agosto começo um mestrado nos EUA. Isso mesmo. Essa é a grande mudança de que tenho falado sem citar especificamente do que se trata.

No meio disso tudo tem o trabalho (ou a despedida dele), a reeducação alimentar (eu ainda quero emagrecer de 4 a 6 quilos), a organização da viagem, as despedidas, as vendas do livro e, algo que tem sido um pouquinho trabalhoso: minha cabeça refazer a imagem que tenho de mim mesma.

Sessenta quilos depois, uma cirurgia plástica concretizada, posso dizer que ainda não me vejo magra. Na verdade, eu ainda não me reconheço. Eu só percebo que emagreci quando observo fotos ou passo sem querer na frente do espelho. Nesses momentos, me assusto com o que vejo e só aí a realidade bate na cara.

Ou seja, ainda estou me acostumando com essa nova etapa. E, ao mesmo tempo, estou tendo que lidar com as outras coisas que também estão acontecendo nesse ano. O que tem mexido bastante com meu ritmo de sono, com minha fome, com o meu corpo. E, principalmente, tem mexido com a cabeça e o coração.

Ando brincando que estou tendo um intensivão pra aprender a controlar a tão conhecida ansiedade. Porque, se agora eu não aprender a lidar com ela, não aprendo nunca mais!

Nada substitui o talento

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Não consegui pensar num título mais apropriado pra esse post. Se você não reconhece, esse é (ou era) o slogan de uma Premiação de profissionais de publicidade, organizado pela Rede Globo, chamado Profissionais do ano. No caso do que vou falar aqui, acho que caberia um acréscimo: nada substitui o talento e a técnica.

Falo daqueles profissionais, em especial, que nos auxiliam na dura batalha contra a obesidade. Médicos, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos. Enfim, falo da turma que também batalha pra que aquilo que pesa sobre nós (e isso literalmente) seja lançado fora.

É muito engraçado, nos dias de hoje, ter que repetir isso, mas vamos lá: obesidade é doença e deve ser tratada como tal. Ou seja, obesidade requer tratamento clínico, com o auxílio de profissionais. Obesidade precisa de cuidados especiais sim. É claro que apenas os profissionais não resolvem o problema. Mas a falta deles pode piorar ainda mais a situação.

Já falei sobre isso aqui, mas vou dizer de novo: fico preocupada com o tanto de gente, especialmente mulheres, que correm atrás do emagrecimento apenas seguindo dicas da internet, apenas seguindo conselhos das blogueiras celebridades ou das blogueiras amigas. Não ouso dizer que elas não têm um papel em todo o processo. Sim, elas têm. Mas de maneira nenhuma devem substituir os profissionais.

Quer ver o que um bom profissional pode fazer por você e com você? Nos últimos 9 meses venho sendo acompanhada pela nutricionista Cristiane Spricigo. Nesse período, emagreci praticamente 18kg, diminui 14% de meu percentual de gordura (ele caiu de 35 para 21%), sem contar nas medidas. É, querido leitor, vale a pena!

Assim como vale a pena contar com um personal (né, Thiago Machado?), com um médico, com um psicólogo. Sim, eu sei. Isso custa dinheiro. Sim, eu sei. Nem todo mundo pode ter acesso a isso. Então, sugiro que você foque em um dos profissionais e invista seu rico dinheirinho no acompanhamento dele. Ou então, procure na sua cidade pelos serviços oferecidos gratuitamente pelas universidades (a maior parte delas oferece isso). Mas corra atrás de ajuda.

Afinal de contas, nada substitui o talento e a técnica desses profissionais. E se podemos contar com eles, por que então lutar sozinhos? É preciso somar, gente! Somar sempre! 😀

Little drops das mudanças

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Estou meio sumida, eu sei. Não que eu não tenha o que dizer, mas ando sentindo que o blog tá meio sem foco.
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Claro que um blog chamado “Inventário da Rê” pode ter tudo que eu quiser. Mas mesmo assim, sinto que tou meio perdida.
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A ideia inicial era postar meus textos (mais poemas). Depois, passei pros textos motivacionais. Por fim, desemboquei no diário – especialmente em textos que falavam da minha luta contra o excesso de peso.
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Só que me parece que, com a cirurgia plástica, encerrei parte desse ciclo. Quero dizer, ainda não estou no peso que gostaria. Mas falta pouco, bem pouco (5kg, pra ser mais exata).
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Claro que chegando lá, não vou parar. Continuei correndo e malhando. Mas dessa vez com outro foco.
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Sem contar que tem o livro que, tadinho, ainda nem apareceu por essas bandas.
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E vai ter também uma supermudança, mas essa eu conto pra vocês oficialmente no final da semana.
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E daí me pego pensando se continuo com o blog do jeito que está, se crio um site e dentro dele divido melhor as estações…
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Enfim, tou achando que algo vai mudar por aqui. Ou talvez tudo. Alguma sugestão?

Do que sou e do que tenho

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Eu não sou um carro, tampouco a roupa que visto.
Não sou o celular, o carro, a TV. Nada disso.
Também não sou meu emprego, o cargo que ocupo e nem o que faço.
E, pasme, não sou meu corpo.
Tudo isso eu tenho.
E como ter é diferente de ser!
Quer saber o que sou?
Sou os livros que leio, os filmes que vejo, as músicas que ouço.
Sou minhas risadas, minhas tiradas. Sou minhas lágrimas.
Sou os abraços que dou, os carinhos que entrego.
Sou minhas palavras, faladas, escritas ou caladas.
Sou meus pais, meus irmãos, meus amigos.
Sou rica, de possibilidades infinitas.
Sou meus sonhos, minhas conquistas.
Sou o caminho que trilho.
Sou, enfim.
E muito mais do que tenho, é isso que realmente importa em mim.

***

Tenho falado muito aqui no blog sobre minha luta contra a obesidade, minha busca por uma vida de qualidade. Mas, como eu disse ali em cima, isso não sou eu. Essa é a vida que eu tenho, nesse momento.

Claro que ter um corpo legal é bacana. Faz bem pra cabeça e até pro coração. Mas a questão aqui é deixar claro: eu hoje tenho um corpo cada vez mais legal (pra mim), só que eu não sou esse corpo. Como diria C.S.Lewis, eu não sou um corpo, eu sou uma alma que tem um corpo!

Alma essa que ama ler, escrever. Que curte um almoço com os amigos, umas boas risadas e bons filmes. Que também ama dormir nos finais de semana e sabe curtir uma solidão quando necessário. Que sonha (e como!) e procura realizar.

E assim como eu sou tudo isso (e muito mais), você também é. Então simbora tentar colocar as coisas sob uma perspectiva correta, valorizando o que realmente importa. Porque o que a gente tem acaba logo. Mas o que a gente é, pode durar pra sempre!

***

Esse post foi inspirado nesses textos aqui e aqui da Renata. Leiam, leiam e leiam!

Uma pessoa a menos

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Não, ninguém morreu. Ou melhor, morreu sim. A velha Renata está sendo sepultada pouco a pouco (vira e mexe ela resiste, mas eu prossigo tacando uma pá de terra em cima dela!) e, com ela, lá se vão quase 60kg.

60kg eliminados sem remédio, sem bariátrica. 60kg eliminados em 3 anos e meio, num processo lento e gradativo, em que a maior mudança não pode ser enxergada a olhos vistos: ela está bem aqui dentro de mim.

E não falo apenas de autoestima. Falo da mudança de pensamento que ocasiona uma mudança de sentimento e, por sua vez, uma mudança de postura. Hoje eu sei que comer demais não cura nada. Pelo contrário. Traz ainda mais problemas e dores. Tudo bem que ainda incorro, vez por outra, nesse erro. Mas cada vez menos e com resultados cada vez menos negativos.

Como eu digo sempre aqui, eu escolhi me cuidar. Escolhi correr atrás do que queria. Não foi fácil. Mas como foi uma escolha, uma decisão pessoal, eu a abracei e paguei um preço pra vê-la acontecer.

E agora, todo mundo pode ver também. E não apenas pode ver, como pode acreditar que é possível sim. Basta sonhar, planejar e, claro, ralar! 😉