Destruindo pontes

ponte

O que  a gente mais ouve hoje em dia, especialmente em ambientes corporativos e religiosos, é que precisamos ser construtores de pontes. Que o mundo precisa daqueles que ligam uns aos outros, que interligam sonhos, que conseguem aglutinar pessoas em torno de projetos e ideais. Diante disso, ouvir alguém dizer que é preciso destruir pontes pode soar bastante estranho. Mas acredite: é extremamente necessário.

Vez por outra nos pegamos em situações que exigem de nós avançar sem olhar pra trás, que pedem que simplesmente nos lancemos ao desconhecido, que avancemos. Ou ainda, entendemos que é hora de sair da zona de conforto e enfrentar o que está à nossa frente. Ou, quem sabe, percebemos que certos comportamentos, pensamentos, nos prejudicam e é hora de partir pra novos hábitos. É aqui que a destruição de pontes entra e se torna fundamental.

Se deixarmos algumas pontes que nos ligam ao passado ou à nossa zona de conforto ou àquilo que desejamos abandonar, é muito provável que utilizemos dessas pontes quando as coisas apertarem ou mesmo forem difíceis. Daí a necessidade de uma atitude radical: implodi-las.

Um exemplo extremado dessa situação acontece quando um dependente químico em reabilitação decide simplesmente romper com praticamente todas as suas amizades. Ou resolve ficar mais recluso, tomando bastante cuidado com os lugares aonde vai. Ele destrói as pontes porque sabe que a tentação de passar por elas e voltar ao passado o assombra a todo o momento e, tudo o que ele realmente deseja, é simplesmente seguir em frente.

Talvez esse seja o seu caso. Você sabe que é chegada a hora de seguir em frente. Sabe que precisa caminhar rumo a um novo patamar. Então, que tal se preparar para ser um destruidor de pontes? Num primeiro momento, pode até parecer algo muito radical e sem sentido. Mas logo ali, depois da ponte, você vai entender que era o que você realmente precisava fazer!

2 pensamentos sobre “Destruindo pontes

  1. Perfeito, Rê, pra variar!! Acho que dá pra dizer que eu comecei Junho assim, destruindo pontes. Dá uma insegurança, um medo de se arrepender, mas é assim que tem que ser, do contrário a gente fica só se enganando!

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