Tudo muda. O tempo todo. No mundo.

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Tudo muda. O tempo todo. No mundo. Engraçado como a gente se esquece que isso acontece não apenas no mundo visível, no mundo de fora. Mesmo que a gente não enxergue, não sinta ou não perceba, tudo muda, o tempo todo, no nosso mundo. Tudo muda, o tempo todo, dentro de nós.

De repente você se pega em uma determinada situação e a sua reação te surpreende – para o bem ou para o mal. E você se pergunta: mas espera aí, quando eu mudei assim? Ou você faz um comentário, positivo ou negativo, e se espanta com as palavras que pulam da sua boca. Vendo a cara de espanto das pessoas à sua volta, você também se assusta. Desde quando você pensa assim?

Tudo muda. O tempo todo. Também no seu mundo. Ou melhor, talvez ainda mais no seu mundo. Podem ser mudanças provocadas por você mesmo, mudanças arquitetadas e planejadas. Mas também podem ser mudanças inesperadas. A verdade é que você não é o mesmo de um segundo atrás. Milhares de células da sua pele morreram, você pode ter ganhado algumas rugas, seu cabelo pode ter começado a embranquecer. Sim, envelhecer também é mudar. E a partir do momento em que você foi gerado, a contagem regressiva do envelhecimento começou – e você mudou muito desde então.

Pensando dessa forma, não é engraçado perceber como temos tanto medo da mudança? Como tentamos evitá-la ao máximo quando podemos? Ou como a tememos quando vemos que ela se aproxima?

Eu ao menos sou assim. E nesses últimos dias de grandes mudanças, tenho percebido como elas me afetam de uma maneira quase avassaladora. Tenho medo, fico ansiosa, fico imaginando se conseguirei lidar com elas. Se saberei como agir, como reagir. E aí desencadeio mais ansiedade, mais pré-ocupação. E menos curtição.

Mas se tudo muda, o tempo todo, no mundo, por que temer as mudanças? Por que não abraçá-las e tentar me divertir com elas? Essa tem sido a pergunta que tenho feito no dia de hoje. E quer saber? Se mudar é inevitável, a melhor forma de viver é aceitar a mudança e tentar fazer dela um impulso pra seguir adiante e não um empecilho.

E você, vai abraçar a mudança e mudar seu ponto de vista? Mude. O tempo todo. O seu mundo! 😉

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Destruindo pontes

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O que  a gente mais ouve hoje em dia, especialmente em ambientes corporativos e religiosos, é que precisamos ser construtores de pontes. Que o mundo precisa daqueles que ligam uns aos outros, que interligam sonhos, que conseguem aglutinar pessoas em torno de projetos e ideais. Diante disso, ouvir alguém dizer que é preciso destruir pontes pode soar bastante estranho. Mas acredite: é extremamente necessário.

Vez por outra nos pegamos em situações que exigem de nós avançar sem olhar pra trás, que pedem que simplesmente nos lancemos ao desconhecido, que avancemos. Ou ainda, entendemos que é hora de sair da zona de conforto e enfrentar o que está à nossa frente. Ou, quem sabe, percebemos que certos comportamentos, pensamentos, nos prejudicam e é hora de partir pra novos hábitos. É aqui que a destruição de pontes entra e se torna fundamental.

Se deixarmos algumas pontes que nos ligam ao passado ou à nossa zona de conforto ou àquilo que desejamos abandonar, é muito provável que utilizemos dessas pontes quando as coisas apertarem ou mesmo forem difíceis. Daí a necessidade de uma atitude radical: implodi-las.

Um exemplo extremado dessa situação acontece quando um dependente químico em reabilitação decide simplesmente romper com praticamente todas as suas amizades. Ou resolve ficar mais recluso, tomando bastante cuidado com os lugares aonde vai. Ele destrói as pontes porque sabe que a tentação de passar por elas e voltar ao passado o assombra a todo o momento e, tudo o que ele realmente deseja, é simplesmente seguir em frente.

Talvez esse seja o seu caso. Você sabe que é chegada a hora de seguir em frente. Sabe que precisa caminhar rumo a um novo patamar. Então, que tal se preparar para ser um destruidor de pontes? Num primeiro momento, pode até parecer algo muito radical e sem sentido. Mas logo ali, depois da ponte, você vai entender que era o que você realmente precisava fazer!

Como andam seus olhos?

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“A gente não vê o mundo como ele é. A gente vê o mundo como a gente é”, tentava explicar um determinado personagem a outro. O desenrolar da cena eu não me lembro bem, só sei que fiquei pensando nessa frase e no tanto que ela é verdadeira e real fora da telinha da TV.

Fiquei tentando recordar, também, onde eu havia lido algo parecido. Até que me lembrei dos seguintes versículos:

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz.

Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! ” (Mt 6.22 e 23)

E desse aqui também:

“Para os puros, todas as coisas são puras; mas para os impuros e descrentes, nada é puro. De fato, tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas”. (Tt 1.15)

Ou seja, o mundo é da maneira como nós o vemos. Claro, estamos em mundo cada vez mais maluco, onde um vizinho mata outro por conta de barulho, onde milhares de pessoas morrem de fome todo ano, onde Guantánamo ainda existe. Sim, esse é o nosso mundo. Mas mesmo a realidade sendo tão cruel, dependendo da maneira como a enxergamos, ela ainda assim pode ter sua dose, sua pitada de beleza.

Pra comprovar isso, basta prestar atenção no dia em que você acorda chateado ou mesmo mal-humorado. De repente, as flores do caminho pro trabalho ficam cinza, as pessoas se tornam desagradáveis e tudo é péssimo. Mas no dia em que você acorda bem, feliz, até o carro quebrado é uma oportunidade de sorrir e agradecer pelo mecânico amigo.

Agora imagine só se todos os dias seus olhos estiverem treinados para ver a beleza, para se ater aos detalhes, se eles estiverem focados para a luz e não para as trevas? Isso é possível? Sim, é. E o mais incrível é saber que quanto mais beleza, quanto mais luz a gente vê do lado de fora, mais a gente consegue colocar do lado de dentro.

Se você é como eu, talvez, todos os dias ou até mesmo várias vezes por dia, você precise fazer um exame minucioso de vista. Precise ajustar o foco e tirá-lo daquilo que é supérfluo ou mesmo daquilo que não faz bem pra você. Sempre que necessário, faça isso. Afinal, sua visão será determinante para o mundo em que você vive.

E se seus olhos estiverem cansados, se suas vistas estiverem embaçadas, procure inundá-las de beleza, de poesia, de magia. Procure inundá-las de esperança. E veja a grande diferença que isso vai fazer bem dentro de você!

Diminuindo as cobranças

go ahead

“E você nunca sai da dieta?” Quase 60kg depois, essa é uma das perguntas mais frequentes que ouço. E sinto se vou decepcionar alguém, mas procuro sempre dar a resposta mas verdadeira possível: “Sim, eu ainda saio da dieta, quase 4 anos depois de tê-la começado”.

A reação, depois da minha resposta, é quase sempre de alívio. Porque quem pergunta normalmente tem medo de ver diante de si um ser humano perfeito, que nunca escapole da dieta e que, exatamente por isso, o fará se sentir a pior pessoa do mundo por não ser exatamente assim.

Sinto lhes informar, meninos e meninas, mas perfeição não existe. E quanto mais cedo, em todas as áreas de nossas vidas, a gente descobrir isso, mais leve a gente vai viver. Sim, porque quanto menos a gente quiser ser perfeito, menos a gente vai se cobrar e mais a gente vai conseguir seguir em frente.

Não estou dizendo com isso, que fique claro, que você pode chutar o balde e simplesmente comer o mundo acreditando que, assim, chegará ao seu objetivo. Nada disso. O que estou querendo dizer é que, caso saia da dieta, você pode sim conviver com isso, sem se martirizar, e corrigir a situação na refeição seguinte.

Ou seja, sair da dieta precisa ser um acidente na vida da gente e não uma constante. O seu objetivo precisa sim ser o de nunca permitir que isso aconteça mas, caso role, aprenda a lidar com isso da maneira mais saudável e tranquila possível. Não se culpe, não se julgue. Aceite o escorregão como um acidente de percurso, levante a cabeça e siga em frente.

Esse talvez seja o maior de todos os segredos: a capacidade de seguir em frente. Saiu da dieta? Não fique de mimimi, choramingando, com dózinha de você e, com isso, abrindo espaço praquela comidinha de consolo. Nada disso. Siga em frente aprendendo com os tropeços e desviando deles das próximas vezes. Acredite: você é capaz disso.

Então, de uma vez por todas, abrace a sua humanidade, com suas fraquezas, seus tropeções. Se ame, se perdoe, se queira bem. Diminua as cobranças e facilite a vida pra você mesmo. E siga em frente. Hoje e sempre! 😉

Até onde você é capaz de ir?

não desista

Fiquei pensando nisso ao ver, ontem, no Fantástico, a série Planeta Gelado. Nela, são apresentadas cenas diversas dos extremos do planeta, demonstrando, principalmente, como o inverno por aquelas bandas pode ser cruel e extremamente exaustivo.

Na edição de ontem, o inverno estava no auge e os animais precisavam sobreviver como podiam. Foi mostrado um bando de bizões que, em sua travessia em meio ao gelo, é surpreendido por um ataque de um casal de lobos. Estrategistas, os lobos escolhem o bizão que parece mais frágil e o atacam.

Só que é importante frisar: o mais frágil dos bisões é incrivelmente forte. E luta pela própria sobrevivência. Rapidamente, o lobo macho desiste da investida. A fêmea não. Mesmo machucada pelas chifradas do bizão, segue em frente até vencê-lo pela exaustão.

Vendo aquela cena ali, na TV, fiquei me perguntando até onde eu sou capaz de ir? Será que, mesmo machucada, mesmo cansada, mesmo cheia de medos, eu sou capaz de avançar, como a loba, ou será que na primeira patada da vida, na primeira cabeçada contrária, simplesmente desisto, como o lobo?

A imagem que vi não era das mais bonitas. Mesmo vencedora, a loba sangrava e estava simplesmente acabada. Mas, diante dela, estava aquilo pelo qual ela lutara. E que faria com que ela pudesse sobreviver um pouco mais naquele inverno.

Tenho vivido muitas coisas intensas nesses últimos dias. A maior parte delas, diga-se, espetaculares. Mas é claro que nada tem caído no meu colo pura e simplesmente. E, confesso, às vezes dá uma vontadezinha de dar uma de lobo, simplesmente virar as costas e sumir.

Mas quer saber? Vale muito mais a pena sair descabelada, machucada e mesmo cansada de uma batalha que, de alguma forma, me trará algo que irá me nutrir pelos invernos da vida, do que virar às costas e, em algum lugar do caminho, deixar morrer uma parte de mim.

E você, já imaginou até onde é capaz de ir? Acredite: você pode ir MUITO além do que imagina! 😉

Notícias rápidas ou eu ainda estou aqui!

pain

O sumiço tem uma justificativa: por conta de uns contratempos, minha recuperação tá sendo um pouco mais lenta do que o normal. Ainda estou de repouso e devo ficar assim por, pelo menos, mais uns 15 dias.

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Ou seja, tou naquela fase: cansada de descansar.

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Pras meninas que pretendem fazer a cirurgia, tudo o que eu posso dizer é: se for o seu sonho e você realmente estiver disposta a pagar um preço por ele, façam. Mas como eu disse no post anterior: não é água com açúcar.

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Ou seja, preparem-se psicológica e emocionalmente. 😉

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Mas eu posso dizer que olhar no espelho e ver uma barriguinha lisa, sem pele, mesmo que ainda inchada, não tem preço. Sabe sonho realizado? Pois é.

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Outra coisa importante: a dieta. Quando decidirem operar, conversem com o médico porque a dieta precisa mudar. Ela fica hiperprotéica (por conta da cicatrização) e também um pouco mais calórica.

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A gente assusta, comendo mais. Mas o organismo responde: eu eliminei praticamente 4kg desde que operei. 

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Detalhe: comendo mais e ficando a maior parte do tempo deitada.

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Claro que bate um medo doido de engordar. Mas daí a gente lembra que é só uma fase e que depois volta tudo ao normal.

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E sabe do que ando sentindo mais falta? (além de visitar vocês e do blog, claro) De correr.

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Sim, sou viciada. E tou louca pra estrear o shape novo na pista. 🙂

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Prometo não demorar tanto a voltar a escrever. Por enquanto, não prometo visitas. Mas vou tentar me organizar pra retomá-las em breve.

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Inté!