O quanto eu caminhei pra chegar até aqui

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Lembro-me da roupa que usava naquele dia, assim como me lembro do número que a balança marcou: 135kg. Engoli em seco e tentei esquecer, como fiz milhares de vezes antes. Mas não consegui. Aquele número ficou martelando na minha cabeça, assim como alguns conselhos que ouvi na mesma época.

Conselhos esses que diziam que no meu caso a cirurgia bariátrica era o mais indicado. Ou melhor, era a única indicação plausível. Pensando naquele número e nos conselhos, resolvi que era a hora de fazer alguma coisa.

Procurei uma endócrino e, de cara, já avisei: não queria tomar remédios. Experiências anteriores com fluoxetina e anfepramona me provaram que minha ansiedade não dava conta desse tipo de medicação. Enquanto a médica e eu entrávamos num acordo, resolvi correr atrás de outro profissional: um personal.

E lá fui eu, em setembro de 2009, conversar com um rapaz fortinho, professor de educação física, que frequentava a mesma igreja que eu. Começamos em outubro e percebi que a parceria teria futuro: ele era mais louco que eu. Pra não desistir de cara do projeto, propus que corrêssemos juntos a São Silvestre em 2010. Ele topou. Isso iria pra frente, pensei.

Enquanto isso, desisti da médica. Ela queria drogas e eu queria saúde. Acabei encontrando um programa de emagrecimento que unia alimentação saudável e auriculoterapia. Só que na primeira semana, um susto: quase 5kg engordados.

Não desisti. Na outra semana o peso baixou, na outra e na outra também. E assim foi. Entre altos e baixo, cheguei aos 110kg. Empaquei. Achei melhor procurar outra saída e acabei tentando andar sozinha. Deu certo por um tempo, mas acabei engordando. Procurei uma nutricionista. Não me adaptei, mas não desisti. Achei, enfim, outra profissional com quem finalmente tive sintonia.

Durante todo esse tempo, corri a São Silvestre e muitas corridas de rua. Sacrifiquei meu horário de almoço em prol da malhação (meu pai não se conforma com esse meu horário até hoje). Aboli o chocolate e o refrigerante definitivamente. Aprendi a escolher melhor o que comer e a entender como meu corpo funciona. Enfim, me redescobri.

Só que todo esse trajeto sempre foi marcado por um drama: a hora de comprar roupas. Pergunte a quem está acima do peso sobre como é ter que comprar o que couber numa loja de moda maior, pagando um preço abusivo por isso, e a resposta mínima será: humilhante.

Exatamente por conhecer essa realidade na pele, evitei fazer compras nesse período. Fiz poucas trocas de roupa. Até que, nessa semana, resolvi descobrir finalmente que número de calça jeans estava vestindo. Entrei numa loja de departamentos e peguei um 48 e um 46 imaginando que só um 50 serviria.

No provador, respirei fundo e comecei pelo número menor. Quando o 46 ficou perfeito (e até meio folgadinho), eu sinceramente não senti mais o chão.

E, de lá pra cá, é o que eu tenho vivido. Pensando que semana que vem ainda darei mais uma guinada incrível nessa história, aproximando-a do tão desejado final feliz!🙂

22 pensamentos sobre “O quanto eu caminhei pra chegar até aqui

  1. Rê, vc é musa inspiradora ^^
    feliz demais por você. agora é pegar sua história, encarar a minha E FAZER. Porque vergonha na cara eu já tenho😛
    Parabéns por tanto sucesso!!

    • Rina, é o q eu digo pra todo mundo: se eu tou conseguindo, todo mundo consegue! Basta focar, se esforçar e correr atrás! \o/

  2. Ai Rê, que história incrível! Tantos altos e baixos ein. Mas ainda bem que se manteve determinada! Parabéns! Ai não tem coisa pior que loja moda maior mesmo não. Nem pra ter coisas bonitas… Eu entendo a sensação viu… o dia que eu fui na loja comprar um jeans, ou comprar bermuda e um “g” me entrar não teve coisa igual. Eu sempre acho, eu não vou caber ai dentro, e cabe!

    Vamos firmes na jornada! logo logo é um 44!

  3. Amiga, meus olhos se encheram de lagrimas,e de orgulho de ter alguém que amo tanto conquistando o impossível.. eu sei exatamente o que vc sentiu quando a 46 ficou folgada.. hahahahahha já passei por isso e quero viver isso novamente…. Te amo muito

  4. parabens Rê sempre vi em vc uma mulher forte, guerreira e com uma visão de aguia. Continue a dar voos mais altos ate que o teu projeto e suas metas sejam alcançados. bjos

  5. Renata, que depoimento sensacional, que determinação, coragem, luta, fé…. vc merece muito mais, vc é filha do DEUS todo poderoso e Ele esta do seu lado…. me emociono, muito com sua história …. aquele dia que corremos juntas dos 10 km do aniversdario de Goiânia 2012, vc na quase reta final, na quase chegada faltando uns kms, na subida não desistiu, terminou, mostrou determinação, garra. Isso e tudo que vc faz, seus sacrificios diários, mostra que vc é uma vencedora.Te admiro muitissimo, vc é o maior exemplo de determinação que conheço. Bjs e sucesso, sempre vc merece.

  6. Menina você me colocou pra chorar hoje lendo isso.
    Muito orgulhosa de voc~e e de tudo o que você conquistou!*-*

  7. Parabéns Re.. Vc é a prova viva.. De que se estiver persistência..consegue chegar a vitória.. Muito Feliz por vc!

  8. Mais uma vez lacrimejei te lendo.
    Acabei de indicar seu case pra um amiga. Mandei seus links, blog e face e vim de novo ler. E fiquei feliz de novo por ver que “Sim, nós podemos” tudo que quisermos quando nos dispomos a pagar o preço.

  9. Sua história é linda. Passei por esse drama de procurar roupas na semana retrasada… só quem passa por isso, entende como é. Você é um exemplo!!! Parabéns!!!🙂

    Beijinhos

    • E sabe o q é mais gostoso? A calça 46 tá ficando larguinha! \o/ Tou tomando coragem pra experimentar uma 44!😉

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