Um novo ritmo

let it be

Chá verde com limão e gengibre.
Música gostosa de fundo.
Muito trabalho à frente.
E o coração batendo no ritmo de sempre.
Mas algo está diferente.
Uma sensação gostosa, toda malemolente.
Um sorriso no rosto, uma leveza de alma.
Enquanto o mundo corre lá fora, eu caminho aqui dentro.
Calma e lentamente.
Ando devagar porque já tive pressa, eu sei.
Já cheguei onde precisava. Na verdade, estou quase lá.
Então, agora, eu posso aproveitar.
Posso andar na grama. Posso deitar.
Posso me dar o direito de descansar.
E, finalmente, contemplar.

***

Pra ler ouvindo: 

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Emagrecer por emagrecer? Não, obrigada!

leveza 2

Eu não quero mais simplesmente emagrecer. O que eu quero é seguir saudável. Se o peso baixar, ótimo. Se não, tudo bem. Assim como não quero mais fazer atividade física pra perder peso. Não quero mais correr porque quero pesar tanto. Nada disso. O que eu quero é me mexer porque isso me faz bem, me dá um sono gostoso e me dá ainda mais gás pra viver.

Tenho percebido que emagrecer, perder peso, pesar x ou y tem me deixado pesada, por mais paradoxal que isso seja. Enquanto eu emagreço o corpo, tenho engordado a alma. Tenho carregado uma bagagem extra dentro de mim que não tem me feito nada bem.

Não vou simplesmente jogar uma pá de cal em tudo o que vivi até aqui e fazer de conta que não foi importante. Foi. E ainda é. Mas eram outros tempos, era outra realidade, era outra Renata.

A Renata de agora quer mais do que simplesmente ter o IMC dentro do considerado desejável. Ela quer mais do que seguir uma dieta de 1200 calorias, fazer atividade física ao menos 6 vezes por semana e perder 1kg a cada pesagem. A Renata de agora quer ser verdadeiramente leve. E não há balança no mundo que reflita isso.

E vou repetir pra deixar claro: não vou voltar ao velho estilo de vida, comendo chocolate enlouquecidamente e fugindo de toda e qualquer atividade física. Nada disso. Vou continuar comendo minhas saladas, fazendo meus exercícios e me cuidando. Mas agora, oficialmente, tendo em mente que não quero simplesmente emagrecer. Quero ser saudável, quero viver bem e quero ter fôlego suficiente para correr atrás da tão desejada leveza.

Acho que o simplesmente aí em cima dá uma resumida básica, né? Não que eu possa dizer que vou ficar triste se os números da balança baixarem. Nada disso. Mas não vou me apegar a isso mais não. Agora, o que eu quero, acima de tudo, é cuidar da alma e do espírito. Porque eles, tadinhos, andam bem pesadinhos! 😉

Disciplina: se eu posso, você pode!

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Nunca, em toda a história desse país, eu fui uma pessoa disciplinada. Quero dizer, se o fui, foi em uma única área da minha vida: a intelectual. De resto, posso dizer com certeza, sempre tive como marca a indisciplina.

Indisciplinada com alimentação, com atividade física, financeiramente, com a minha saúde de maneira geral. Enfim, eu era a própria indisciplina em pessoa.

Por isso, quando ouço alguém dizer que emagrecer “apenas” com reeducação alimentar e atividade física é algo apenas pra mim, uma pessoa “tão” disciplinada, primeiro eu rio. E depois, sinceramente, fico com raiva.

Fico com raiva porque eu, a senhora indisciplina, quando decidi que iria mudar a minha vida, aprendi a ter uma disciplina como nunca imaginei ser capaz. Aprendi que essa é uma conquista diária e que disciplina tem validade de 24h: a que usei ontem não vale hoje e a que usei hoje não vale amanhã.

Ou seja, a indisciplinada-mor virou a disciplinada do hoje. Hoje eu sou/estou disciplinada, o que, de maneira nenhuma significa que amanhã vou ser/estar. Algumas vezes, confesso, não o sou. Mas procuro ser a maior parte do tempo que consigo, que fique claro.

E se eu consigo, você também consegue. Não importa se você está pesando 100kg, 200kg ou 300kg. Não importa se você foi indisciplinado a vida inteira, se você fez milhares de dietas e nunca conseguiu terminar nenhuma. Acredite: se eu posso, você também pode.

Então, é parar de dar desculpas e correr atrás da disciplina que você precisa pra ser feliz!

Não desista

linha de chegada

O mundo está cheio de sonhos abandonados, de promessas pelo caminho, de desejos não concretizados. Sonhos, promessas e desejos estes que, na verdade, nasceram para acontecer e simplesmente não o fizeram porque aqueles que deveriam cuidar deles simplesmente os deixaram pelo caminho.

E esse abandono normalmente tem uma mesma explicação: quando a coisa aperta, quando tudo parece difícil, quando as reviravoltas acontecem, muita gente simplesmente olha pro sonhos, pra promessa e pro desejo e, sem sequer dizer adeus, os abandona, correndo atrás de outras coisas ou simplesmente se consolando com a frase: “Ah, não era pra ser!”

Só que sim, era pra ser. Sim, era pra acontecer. Bastava que o esforço fosse um pouquinho maior. Que a persistência aparecesse. Que a insistência se estendesse um pouco mais. Bastava, enfim, que aquela empolgação do começo se entendesse pelo meio e alcançasse o fim.

Nenhum atleta profissional se sente completo e satisfeito quando apenas começa bem. Não é normal ver pela TV um nadador comemorando a sua excelente saída. O que se comemora é o desenvolvimento da prova e, claro, o seu fim. Não existem medalhas para aqueles que começam bem. As medalhas são destinadas àqueles que deram o seu melhor e completaram o que tinham se proposto.

Até mesmo nas corridas onde todos ganham medalhas. Ou melhor, na verdade, as medalhas são destinadas aqueles que completam a prova. Nesse caso, não importa a colocação. Você é premiado por ter ido até o fim. Por não ter desistido, por ter insistido. Você é premiado por não ter abandonado.

Assim, talvez como eu nesses últimos dias, você esteve prestes a abandonar a corrida porque algumas pedras se colocaram no caminho. Ou, quem sabe, porque uma verdadeira montanha se plantou entre você e a linha de chegada. Se isso aconteceu, faça como eu: pegue o equipamento de alpinismo e comece a escalada. E acredite: todo o esforço valerá a pena quando, sorrindo, você finalmente cruzar a linha de chegada!

Aquela dos extremos

extremos

Anda toda colorida. Anda toda em preto e branco.
Maquiada hoje. Ao natural amanhã.
Acaba de dizer que ama os lisos, mas ontem amava os cacheados.
Unhas sempre bem feitas. Mal tira a cutícula.
Malha sem parar. Para a vida pra não malhar.
Só gosta dos longos. Prefere os curtos.
Sim ou não.
Amor ou ódio.
Alegria intensa ou tristeza profunda.
Medo ou coragem.
Altos ou baixos.
Agito ou tédio.
Quente ou gelado.
E quanto ao morno?
Nunca para no meio. Ela é sempre aquela das pontas.
Aquela dos extremos.

***

Não sou assim em todas as áreas da minha vida e muito menos o tempo todo. Mas em muitas coisas sou sim aquela dos extremos. Um exemplo básico e clássico? Não gosto de shakes ou mesmo de gelatinas porque não tem uma textura muito definida. Como não são líquidos, nem sólidos, meu paladar simplesmente não os digere.

E mais uma vez percebo que em relação a atividade física sou exatamente aquela dos extremos. Já tentei, confesso, chegar ao equilíbrio, mas ainda não consegui. E, enquanto eu não chegar mais perto do meio, acredito que vou viver sempre nessa angústia de não ver a balança descer. Afinal, o corpo também precisa de descanso.

Pensando nisso, vou ter que rever os meus objetivos pros próximos 60 dias (já se passaram 15). Aquela dos extremos que habita em mim fica extremamente triste em imaginar que não terá um alvo. Talvez, o segredo, diz aquela do meio, seja ter um objetivo mais leve, mais tranquilo. E até, quem sabe, mais lúdico e menos rígido.

Vou pensar nisso e, assim que chegar a uma conclusão, posto aqui. Mas, enquanto isso, vou tentar dar uma voltinha no meio. Quem sabe não descubro o que estou procurando exatamente ali?

Apequenando

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Era pra esse ser um post superanimado contando do meu Carnaval (que não foi assim tão animado, mas que saiu exatamente como o programado), do tanto que fiz aquilo que me propus fazer e do tanto que, dentro das possibilidades, me diverti.

O resumo: assisti 5 filmes (O lado bom da vida, Os miseráveis, O filho do outro, A bela que dorme e Colegas), li dois livros (os dois primeiros da série “Guia do mochileiro das galáxias”), caminhei e corri 20km, me alimentei corretamente e dormi muito, muito mesmo.

Dito tudo isso, por que então esse não será um post superanimado? Porque eu esperava chegar aqui hoje e dizer: “E tudo isso, pessoal, me rendeu uns bons quilinhos a menos!” Só que infelizmente não posso dizer.

Chateada define o meu estado. Sim, mais uma vez temos aqui o embate do século: expectativas x frustrações. E mais uma vez posso dizer que não, não entendo o que se passa com meu metabolismo. Talvez dona nutrilinda possa me explicar, mas enquanto isso, posso dizer que esforço e balança parecem não se entender muito bem do lado de cá.

Mas antes que você, querido leitor, simplesmente pense: “Uau, que tanto de mimimi”, já vou logo avisando que o mimimi acaba por aqui. Porque um dos lados bons de ver tantos filmes no feriado é ter algumas frases martelando na cabeça. E a que martela nesse momento é “A vida é muito curta pra ser pequena”.

Preciso dizer alguma coisa? Sim, preciso. Só uma: tou apequenando demais minha vida. E preciso engrandecê-la já!  Vou ali pensar em alguma coisa e volto logo. Enquanto isso, fica a dica: assista “Colegas” e você vai entender que muito mais gostoso do que dizer a frase acima, e ficar pensando nela, é vivê-la!

Agora é oficial

Venci a obesidade
Desde que comecei o meu processo de emagrecimento (e lá se vão 3 anos e 4 meses), sempre sonhei com esse dia: o dia em que oficialmente sairia da obesidade. A explicação, claro, é obvia: quando decidi que era chegada a hora de correr atrás da minha saúde, procurei uma médica e fui classificada como obesa mórbida. Ou seja, meu peso me colocava (dentro da tabela IMC) naquilo que é conhecido como Obesidade III e me incluía na faixa de pessoas para quem a cirurgia bariátrica é amplamente indicada.

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O restante da história vocês conhecem: eu decidi que não iria nem tomar remédios (o que a médica receitou) e muito menos fazer a cirurgia. Eu iria fazer aquilo que deveria ter feito desde sempre: me alimentar corretamente e praticar atividades físicas regulares.

De lá pra cá, fui galgando cada um dos estágios: saí da Obesidade III e passei para a II, depois pra I e hoje, finalmente, posso dizer que não sou mais obesa. Sou uma pessoa com sobrepeso.

tabela IMC

A última vez que ouvi isso, creio eu, foi quando estava entrando na faculdade (quase 14 anos atrás) e poder dizer isso novamente, tanto depois, me enche de uma alegria sem fim!

Alegria que precisava compartilhar com vocês e com aquelas pessoas que me ajudaram a tornar isso possível: Thiago Machado (meu personal, meu amigo, meu psicólogo…), Cristiane Spricigo (a nutrilinda que 2013 me deu de presente), minha família (minha base, meu suporte), meus amigos e meus leitores. Sim, vocês também fazem parte dessa conquista.

Uma conquista que mostra o óbvio: que a gente é capaz de fazer tudo aquilo que quiser. Que a gente é muito maior do que imagina. Que a gente, enfim, pode voar sim. Bastando, pra isso, abrir as asas e ir tocar o céu!