O bolo

bolo

Preciso fazer uma confissão: ando com horror a métodos, listas, maneiras de fazer isso ou aquilo, planejamentos, alvos e objetivos. Pela primeira vez em 32 anos, não fiz uma lista de ano novo. Ou melhor, a minha está completamente em branco.

Antes que me atirem a primeira pedra, quero deixar claro que entendo a importância do planejamento (tanto é que trabalho com ele no meu dia a dia), das metas, de se projetar aquilo que se deseja alcançar. O que me sufoca, nisso tudo, é a tentativa de pasteurização dos métodos e das pessoas.

Explicando melhor: o que funciona pra mim não vai funcionar automaticamente pra você. Pode ser até que funcione, mas precisa de uma adaptaçãozinha aqui, outra acolá. Afinal, a minha realidade e a sua são bem diferentes. Só que o que ando lendo são apenas receitas prontas de um bolo muito do sem graça que andam chamando de 2013. E mais uma vez, confesso, desse bolo eu não quero provar.

Durante um bom tempo da minha vida, segui a receita. Hoje, quero poder fazê-la apenas pelo rumo. Quero colocar pitadas disso e daquilo, na hora em que bem desejar. Sabendo, claro, o que quero que saia do forno: um bolo. E um bolo bem bom, eu diria!

Aqui está a diferença, acho eu: eu sei o que espero. Eu espero um bolo. Então, não estou tão à deriva assim. Sei que entre os ingredientes que vou usar está uma boa quantidade de atividade física, de reeducação alimentar. Sei também que devo colocar na massa uma quantidade razoável de livros e filmes. Sem contar nos amigos, nas risadas, nas alegrias, nos amores.

Tem gente que prefere a receita pronta. Eu já fui assim. Só que nesse ano, quero tentar diferente. Quero ser mais livre pra colocar o que eu desejar. E, se houver necessidade, jogar a massa fora e começar de novo quantas vezes precisar. Quero, enfim, experimentar.

Só que essa é a minha expectativa. A sua, talvez, seja a de finalmente conseguir fazer um bolo, seguindo à risca o que diz a receita, do início ao fim. O importante, ao menos pra mim, não é o jeito que iremos fazer. O importante é sim o bolo que iremos comer!

12 pensamentos sobre “O bolo

  1. Olá Rê,

    Nossa você é muito inteligente, adoroooooooo, gente inteligente, também acho que algumas vezes planejamentos um bolinho e no fim quando sai do forno se torna um bolão, e que seja assim inesperado, doce e alegre sempre e no fim sempre dá certo, mesmo se não foi do jeito que esperávamos….

    beijos

    E um bom bolo pra vc

    • Oi, Bruna! Um bom bolo pra nós, né? Acredito q o segredo é a gente se conhecer e seguir o q é melhor pra gente: seja a receita pronta, seja uma invenção de receita. Qndo a gente se entende e descobre seu ritmo, certeza q o resultado é um bolo delicioso.
      Um feliz 2013 pra nós!

      • Pelo que entendi, vc quer um ano espontâneo, sendo vc mesma… Isso não é fácil, garota! Mas é uma delícia! Hehehe…

      • Exatamente, Ana! Quero um ano cheio de surpresas e com poucas certezas. Claro, as conquistas são importantes e vão continuar sendo. Mas a espontaneidade tb o é! Bju!

  2. Eu te entendo. Planos são muito subjetivos, afinal o rumo que a vida toma é imprevisivel. Mas mesmo assim tenho coisas na minha lista que eu quero muito sabe. Independente de como vou alcançar o objetivo.

    Beijinhos!

    • Andréia, te entendo perfeitamente! Eu tb tenho algumas ideias do q quero, mas esse ano quero deixar as coisas um pouco mais soltas, pra ser surpreendida em alguns momentos e pra baixar um pouco as expectativas em outros. Mais uma certeza eu tenho: nesse ano, vou me amar e me cuidar ainda mais!😉

  3. Rê, q reflexão hein? Sabe que as vezes me sinto meia obrigada a seguir certas listinhas, mas a espontaneidade do dia a dia não pode faltar!! Amei seu post ! Bjs querida e obrigada pelo conselho, me animou muito, vou lutar sim, por mim e pelo meu filho!

    • Carla, acho q vc tocou na questão principal: o sentimento de obrigação. Durante muito tempo, fiz o q fiz por conta de me sentir obrigada a fazê-lo. As coisas deveriam ser assim ou assado, eu deveria ser assim ou assado. Até q finalmente entendi q não é nada disso. Não tem o dever ser, tem o ser simplesmente. E é nisso q quero focar ainda mais em 2013 e o q desejo pra vc! Ah! E fico MUITO feliz por ver vc se animando a lutar por vc e pelo filhote. Simplesmente seja vc, por vcs dois, nesse novo ano! Bju!

  4. CLAP CLAP CLAP … Traduziu muito bem meus sentimentos… Estava ficando extremamente ansiosa por não ter comprado uma agenda, por não ter canetinhas coloridas, por não ter uma dieta nova pra seguir, por não ter acordado 2013 amando AF como eu gostaria… Até pensei que com 32 anos isso pudesse ser velhice… Mas talvez seja o mais puro amadurecimento. Ir vivendo conforme as coisas vão se apresentando, sabendo onde se quer chegar, mas indo com o momento… Esse post disse tudo o que eu precisava ouvir… Sempre me acho doida, mas vejo que é normal!!! Um bjo Rê, vc sempre muito importante em minha análises, projetos ou ex-projetos, conquistas… Feliz 2013, que seja leve e doce!!!

    • Rachel, tem dias q tb acordo assim: me achando MUITO velha aos 32 anos pra fazer MUITAS coisas. Mas daí sacudo a poeira e me lembro do tanto q ainda pretendo conhecer, realizar, alcançar e vejo q sou MUITO nova, isso sim! rs…
      Poisé, do ano passado pra cá tenho percebido q durante MUITO tempo o planejamento foi importante pra q eu me disciplinasse em muitas coisas. Mas agora percebi q ele estava me sufocando, isso sim. Assim, decidi seguir em frente com a folha em branco, esperando surpreender e ser surpreendida.
      E é exatamente o q desejo pro seu 2013 tb: MUITAS surpresas!😉

  5. Re, obrigada pelo texto lindo!
    Ano passado tive várias espontaneidades. minhas maiores alegrias do ano não foram planejadas: viajar, aprender andar de bicicleta, achar uma escola nova para o meu filho.
    Eram desejos antigos, esquecidos até,Mas não eram planos. e só chegaram porque me mantive a berta para eles.
    🙂

    Espero que este ano seja assim também. com gosto de quero mais.

    beijos!

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