Um ano a ser lembrado

2013

Olhando de longe, 2012 tinha tudo pra ser um ano a ser deixado de lado, bem escondidinho na prateleira dos anos vividos. Mas olhando bem de pertinho, com bastante carinho, ouso dizer que foi um ano que vai ganhar um destaque no rol de anos a serem lembrados.

Vamos aos fatos: comecei 2012 pesando 104kg e atingi a marca de 107kg por volta de abril. Sim, enfiei o pé na jaca, desliguei a dieta e, quando vi, tinha engordado 13kg tendo como base o meu menor peso (94kg no final de 2010).

Mas acordei e isso é o que vale. De abril a dezembro vivi uma luta constante para perder o que havia ganhado e ainda terminar o ano com certa dignidade. E posso dizer: eu venci! A balança confirma me apontando 92,4kg, ou seja, de abril até agora emagreci 14,6kg. Sim, quase 15kg! A expectativa é começar 2013 com menos de 90kg, mas se isso não acontecer, posso dizer: eu me superei. Estrelinhas pra mim!

Só que isso não seria possível sem algumas pessoas. E são elas, com certeza, que fizeram de 2012 um ano estrelado. Assim, não existe uma retrospectiva digna sem falar delas.

Minha família é sempre um caso à parte. Quando digo que tenho mãe nutricionista a reação das pessoas é sempre: como pode? Acreditem, a culpa não é dela! Enquanto ela controlava minha alimentação, meu peso sempre esteve sob controle também. Mas foi só colocar nas minhas mãos que a coisa desandou! Agora imaginem o que é, pra uma mãe nutricionista, ver sua filha chegar aos 140kg? Só que ela nunca me abandonou. Chorou comigo (e ainda chora) e, desde que decidi parar de dar desculpas e ir à luta, ela tem feito toda a diferença.

Assim, em 2012 minha família marcou presença. E não apenas na figura da minha mãe, mas também do meu pai e dos meus irmãos. Cada um à sua maneira, claro, mas sempre me apoiando. Família,obrigada por fazer a diferença no meu 2012!

Outra pessoa que precisa ser destacada é ele: Thiago Machado. Meu personal, meu amigo, meu conselheiro, meu psiquiatra! A pessoa que mais conhece a minha luta e com quem eu sempre fui honesta. Na alegria e na tristeza, nos escorregões e nas dietas certinhas. Esse ano, tadinho, ele sofreu muito comigo. Sei que deve ter se desesperado e até pensado em me abandonar, afinal, engordei 17kg nos dois últimos anos! Mas ele não me deixou e hoje eu digo: a vitória também é sua, Thiago!

Vitória que também compartilho com a nutrilinda que apareceu por essas bandas no segundo semestre e fez um rebuliço nas minhas dietas. Além de topar meus desafios malucos, ela torce por mim e me acompanha o tempo todo. Cris, você é um presentaço que ganhei em 2012!

Dos amigos é complicado falar, né? É tanta gente me animando, tanta gente se inspirando no meu exemplo e me inspirando, tanta gente me elogiando, que posso dizer que esse foi um ano em que ganhei milhares de estrelinhas. E quero devolvê-las a vocês, meus amigos (virtuais e reais) e dizer: se eu emagreço, acreditem, também é por vocês!

Eu não disse que esse foi um ano a ser lembrado? Não teve viagem internacional, não teve nenhuma corrida super-hiper-mega-power-badalada, mas teve superação, teve lágrima, teve suor e teve sim muitas vitórias. Mas mais do que isso, teve a companhia de pessoas que fizeram toda a diferença em minha vida.

Diante disso, o que esperar de 2013? Que eu faça dele um ano tão bom ou ainda melhor do que 2012! 😉

Dos meus medos

fear

Medo. Já falei disso aqui. Mas hoje, depois de ler essa postagem do Leo Babauta, fui obrigada a admitir: meu medo tem me paralisado.

Não estou falando de medo de barata, de violência, de grandes alturas. Sim, eu tenho todos esses. Mas estou falando de um medo mais sutil que, sem que eu perceba, me tira o chão e me deixa sem respiração: o medo de ser incapaz.

Estou com um livro praticamente pronto (ainda não é sobre meu processo de emagrecimento, esse virá em seguida), mas simplesmente não consigo escrever os últimos capítulos. Pra vocês terem uma ideia do que estou falando: o livro deve ter cerca de 20 capítulos e faltam apenas 3 para terminá-lo, que não saem de jeito nenhum. E qual a razão disso? O medo.

Sim, medo de que o livro não seja bom. Medo de que as pessoas não gostem. Medo de que eu tenha escrito um monte de besteira. Medo de que ninguém queira ler. Medo de não ser boa o suficiente. E sim, medo de que nada disso seja verdadeiro e de que o livro seja um sucesso.

Ufa! Nunca pensei que eu conseguiria enxergar e admitir tudo isso. Mas sim, eu estou com medo. MUITO medo. Não apenas esses aí de cima. Mas medo também da prova que farei no dia 18 de janeiro. Nesse dia, finalmente, farei o TOEFL (prova de proficiência de língua inglesa). Apesar de estar fazendo aulas particulares, não tenho conseguido estudar como devia. Sim, estou com medo. De passar e de não passar. E o pior: ao que tudo indica, na mesma medida.

Durante muito tempo na minha vida, tive medo de emagrecer. Ou de não conseguir emagrecer. E, exatamente por isso, começava e nunca terminava o processo de emagrecimento. Até que decidi que era hora de enfrentar meus medos e correr atrás daquilo que eu realmente queria.

Não, os medos não se foram. Eu apenas estou aprendendo a lidar com eles. Um dia, os coloco pra fora de casa. No outro, eles entram sem cerimônia. Mas apesar disso, tenho caminhado e conseguido emagrecer. E os vencer.

O que percebo é que está mais do que na hora de fazer isso em relação ao livro e à prova de inglês. Só saberei se sou capaz se o fizer. Se encarar meus medos e brigar com eles. Então, vamos à luta! Afinal, lutar é preciso!

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UPDATE: penúltimo capítulo do livro terminado! 😉

Meu melhor presente

amar a si mesmo

Depois de 3 anos, finalmente posso dizer com todas as letras: hoje sou eu quem mando no que eu como e não o contrário. Também posso dizer que sou completamente capaz de ver algo que gosto e dizer não. Que sou capaz de, mesmo sendo acometida por uma vontade louca de comer doces, me segurar e focar no que quero. Sou capaz, enfim, de viver sem os mandos e desmandos da comida.

Eu escolhi viver de maneira mais saudável e tenho visto como isso tem me feito bem. Não me sinto empanturrada, não me sinto cheia e muito menos culpada. Tenho sido a senhora das minhas vontades e isso tem sido cada vez melhor.

E o gostoso é perceber que, com minha mudança de hábitos, tenho inspirado um monte de gente. Nesse Natal, fui surpreendida com a brincadeira de que iriam criar uma marca: “Eu emagreci com a Renata”. Também fui surpreendida com a frase: “Você não tem noção do alcance do seu exemplo”. E vamos combinar que não podia ganhar presentes melhores!

Presentes que me dão a certeza de que escolhi a melhor parte: escolhi parar de reclamar, de inventar desculpas, agir e me cuidar. Eu escolhi me amar! E não tem jeito: quando a gente se ama, a gente realmente inspira outros a fazerem o mesmo.

Pra 2013, espero finalizar (ainda no primeiro semestre) esse ciclo. E espero continuar mostrando que somos fruto daquilo que escolhemos: quando fazemos as melhores escolhas, temos sim os melhores resultados. E não há escolha melhor do que se amar incondicionalmente!

A outra sou eu

A outra e a amiga da outra ;)

A outra e a amiga da outra 😉

Nos últimos dias, algo engraçado tem acontecido: tenho tido dificuldades em reconhecer minha própria imagem. Quando vejo fotos atuais, quando alguém me mostra uma imagem minha que acabou de capturar com a máquina digital, eu levo alguns segundos até me enxergar ali.

Pra vocês entenderem a profundidade do assunto, no final da semana passada, passei rapidamente (e de perfil) em frente a um grande espelho. Tive que voltar porque levei um susto pensando em quem seria aquela outra que estava refletida ali. Olhando calmamente, sorri: a outra era/sou eu!

Claro que nesse processo que já dura três anos, tenho mudado muito. Mas acho que só agora as mudanças começam a ser realmente significativas porque elas têm se estampado o tempo todo no meu rosto.

Não há quem não comente como ele está fino, como ele está magro. Os mais exagerados já dizem que preciso parar de emagrecer porque senão ficarei com o rosto quase cadavérico. E o que eu digo? Que ele ainda tem um bocadinho pra emagrecer!

E é engraçado ver que esse susto próprio e de todos os que me conhecem tem acontecido de quatro meses pra cá. Peguei algumas fotos do meu aniversário e me surpreendi: quanta diferença pra uma face só!

O choque e o espanto têm sido mesmo inevitáveis. Mas o sorriso que vem logo depois deles, também. Tão bom ver que aquela outra ali, sempre sorridente e cada vez mais feliz, plena em si mesma, sou eu!

Yes, we can!

we can

Agora é oficial: estou 300g mais magra do que o menor peso que já tive desde que comecei a reeducação alimentar.

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Yes, we can!

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O que mudou essa semana? Na dieta, dias alternados entre carboidratos liberados e nada de carboidratos. Quase o ciclo do carboidrato que o Anderson fala aqui. Eu recomendo.

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Essa semana também me empenhei mais na atividade física. Malhei/corri/caminhei 6 dias e folguei apenas 1.

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E eu que tinha dado por encerrado o sonho de entrar 2013 pesando 89kg, retomei o propósito com força total.

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Yes, we can again!

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A dieta pra essa semana continua com pouco carboidrato (apenas durante uma refeição) e tou achando que vou mesclar, de novo, dias com e dias sem carboidrato.

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Sem contar que também caminhei em jejum. Antes que atirem pedras, meu personal tá de olho e isso está sendo apenas duas vezes na semana. Apenas pra dar uma mexida mesmo no corpo e na queima calórica.

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Crianças: não façam isso em casa sem orientação.

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No mais, nunca é demais repetir: Yes, we can! 😉

Gente de verdade

esperança

Se tem uma coisa que me emociona é ver gente que é gente de verdade. Que tem sentimentos e os expressa, que sorri de peito aberto, que chora quando tem vontade, que abraça os amigos, que se declara. Gente que, acima de tudo, surpreende o outro com seus gestos inesperados e os seus sentimentos incontidos.

Hoje pela manhã li no Facebook uma notícia que encheu meus olhos de água: uma querida família de amigos, que mora nos EUA, foi surpreendida por uma gentileza. Ouviram a campainha tocar, abriram a porta e não havia ninguém lá. Mas no chão havia quatro embrulhos de presente – um pra cada membro da família.

Gestos assim enchem meus olhos de água e meu coração de esperança. Sim, ainda existe gente de verdade no mundo. Gente que se preocupa com pequenas gentilezas e que não precisa de créditos por elas. Gente que deseja que o outro se sinta bem, confortado e confortável mesmo num país que não é o seu. Gente que deseja compartilhar alegrias e que o faz em forma de presentes.

Fiquei pensando no quanto gente assim toca a gente. E no quanto vai espalhando fé, esperança e alegria por onde quer que passe. Vai aquecendo os corações dos outros e sussurrando bem baixinho em seus ouvidos: “gentileza e delicadeza ainda existem e valem a pena ser cultivadas. Passe adiante!”

Porque esse é o superpoder de gente de verdade: mudar a vida das pessoas à sua volta e fazer com que essas pessoas façam o mesmo com quem as cerca. Gente de verdade espalha o vírus da esperança e contamina o ambiente. Gente de verdade acredita e faz com que todos acreditem também. Gente de verdade tem aquele brilho irresistível nos olhos. Gente de verdade, enfim, traz o arco-íris pros céus mais nublados.

Que essa gente de verdade se levante hoje e sempre. Ou melhor: que mais gente se arrisque a ser gente de verdade!