O sinal

Ontem, enquanto voltava de mais uma consulta nutricional (com boas notícias: emagreci 1,8kg essa semana!), dirigia enquanto pensava em milhares de outras coisas. Estava eufórica, claro, planejava o que fazer pra incrementar o emagrecimento, pensava no fim de ano, pensava no trabalho. Enfim, pensava em tudo, menos naquilo em que eu estava fazendo no momento: dirigindo.

Parei num determinado sinal e continuei ali, pensando em tudo, menos no trânsito. Até que observei que os motociclistas que estavam à minha frente avançavam e eu segui no mesmo ritmo. Porém, no meio do caminho, percebi um pequeno detalhe: eles furaram o sinal e eu fui na onda.

Ainda bem que, naquele momento, o tráfego estava tranquilo e nada demais (além do coração acelerar exageradamente) aconteceu. Só que algo podia ter acontecido.

Fiquei pensando nisso o dia todo. Em como, tantas vezes, penso no amanhã, planejo tudo o que vou fazer e deixo de focar no hoje, no momento presente, naquilo que estou fazendo. Em como tenho imensa facilidade em voltar meus pensamentos pro depois deixando de viver intensamente o agora.

Mas também pensei em algo mais: em como tantas vezes, observando a movimentação dos que estão à minha volta, sigo o fluxo sem sequer me perguntar se é o momento pra eu fazer o mesmo. Fico tão preocupada com o amanhã que, o meu tempo presente, acaba caminhando, muitas vezes, no susto. E por caminhar no susto, acaba indo no fluir alheio e não no meu.

E o fluir alheio, eu bem sei, nem sempre segue o meu ritmo, as minhas necessidades, os meus anseios. Muitas vezes, preciso continuar parada e lá estou eu acelerada. Muitas vezes, preciso acelerar e lá estou eu, parada.

Preciso, enfim, acertar os ponteiros. Trazer a cabeça pro presente e fazer com que ela, e apenas ela, dite o ritmo a seguir. De acordo com aquilo que preciso, de acordo com aquilo que é melhor pra mim. Mais um desafio, enfim! 🙂

Foco, força e fé

Não adianta ficar de mimimi ou mesmo tentar enganar os outros. A você mesmo, por mais que você tente de todas as formas, você não engana. E você está careca de saber que, pra que o resultado venha, é preciso se esforçar, é preciso despender energia, tempo, empenho. É preciso colocar um pouquinho de você naquilo que você vai fazer.

Pra tentar fugir do assunto ou mesmo pra justificar a desistência, você diz que tentou de tudo. Será mesmo? Será que todas as possibilidades se esgotaram e você realmente não conseguiu? Ou foi mais cômodo abrir mão daquilo que você desejava e partir pra outro desejo mais simples, digamos assim?

Você sabe bem que quando você foca, quando você se empenha, você consegue. Consegue melhorar seus relacionamentos, consegue crescer como pessoa, consegue avançar. Basta você deixar o que não importa de lado, esquecer as outras vozes e ouvir apenas aquela que, lá no fundo, diz o óbvio: você nasceu pra brilhar.

Focado, você arranja forças sabe-se lá de onde pra fazer o que for preciso. Pra correr mais um quilômetro, pra ir à festa infantil e não comer nenhum doce, pra se calar quando a vontade era xingar. Pra cuidar mais de você, pra estudar pro tão sonhado concurso, pra aprender aquele idioma tão difícil. Focado, você, alguém assim como tantos outros alguéns, consegue sair do ordinário e realizar o extraordinário. Focado, você finalmente descobre que você tem asas e que foi feito pra voar.

Tendo asas, você as abre e percebe que, com fé, elas podem te levar aonde você quiser. E aquele que antes pensava em desistir, descobre agora que tem muitos outros lugares para ir. Que tem um céu imenso a ser explorado, cheio de novas possibilidades a serem conquistadas!

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Sim, este post é pra mim! Um pequeno lembrete pra que eu me lembre sempre que com foco, força e fé, posso ir muito além – brilhando e voando! E se eu posso, acredite, você também pode! 😉

Ainda não acabou

Novembro ainda não acabou mas já tenho lá minhas conclusões a respeito dele.

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Foi um mês atípico. Resolvi que era hora de aposentar Dona Meta e Senhora Objetivos.

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Mas ao contrário do que imaginei, a coisa toda não foi tão boa assim.

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O que fazer? Tirá-las da aposentaria?

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Equilíbrio, amigos. Equilíbrio.

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O desafio, desde sempre, é ter objetivos e metas reais. E, acima de tudo, flexíveis.

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Que não me prendam ou sufoquem. Mas que sirvam de bússola, quando necessário.

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E que sejam poucos. Bem poucos.

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Assim, tenho apenas um a cumprir até o final do ano. E ele está relacionado ao meu peso.

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Não vai ser fácil. Mas também não será impossível.

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Além dessas questões, novembro me apresentou outras.

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Algumas coisas têm ficado claras pra mim. Especialmente em relação às minhas atitudes comigo mesma.

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E confesso: estou incomodada.

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O lado bom do incômodo: a coceirinha faz a gente querer mudar.

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O lado ruim: a gente querer isso pra já!

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E que venha dezembro com suas descobertas e seus desafios.

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Se ele trouxer consigo parte das minhas férias ou pelo menos uma semaninha de descanso, vou achar bom também! 😉

Dos nossos medos mais profundos

Você já se perguntou do que tem medo? Quais são seu maiores temores? Do que você tem pavor? Não estou falando de baratas, insetos voadores ou mesmo de borboletas pretas imensas (sim, eu tenho medo de tudo isso!). Estou falando daquilo que, de certa forma, te paralisa e não permite que você avance.

Muitos têm medo do desconhecido, da morte, de situações inesperadas. Muitos têm pavor de perder alguém ou de ter uma doença incurável. Outros, temem perder o que tem (materialmente falando). E, claro, tem aqueles que têm medo de que as coisas nunca aconteçam pra eles.

Só que essa semana, mais especificamente ontem, fui surpreendida com uma revelação que mexeu e ainda tem mexido muito comigo: a maior parte de nós tem mais medo de crescer, avançar, fazer sucesso, brilhar, enfim, do que ser um completo fracasso.

Isso mesmo. O que muitas vezes nos amedronta não é o fato de sermos incapazes ou inadequados. Pelo contrário, o que tantas vezes nos paralisa é o fato de sermos bons o bastante, de sermos dignos de algo, de sermos capazes de fazer e ir além.

Antes que você atire a primeira pedra, pare e pense em qualquer situação em que você sabia que era capaz, em que sabia que tinha chance de se destacar mas, sabe-se lá por quê, você simplesmente paralisou. O suor frio desceu, a cabeça rodou e, se não perdeu a oportunidade, você quase o fez. Medo. Não de não conseguir. Mas de conseguir e de ser capaz.

Daí nasce a auto-sabotagem, de que eu tanto falo aqui. E foi isso o que mexeu tanto comigo. Muitas vezes ela é fruto da minha quase certeza de que eu sou sim capaz. De que eu posso sim. Mas antes de conseguir, eu mesma puxo o meu tapete. Afinal, quem sou eu pra pensar que consigo?

Quem eu sou? Alguém extremamente capaz e criado com um propósito. Um propósito maior que eu e até mesmo que você. E eu não sou a única, acredite. Você também foi criado com um. Fomos, todos, criados para brilhar. Brilhar como estrelas no céu.

Pena que temos medo. Medo de brilhar. Medo de nos destacar e, com isso, deixar os outros à nossa volta na escuridão. Mas isso, acredite, é uma imensa bobagem. Quando eu brilho, eu não o ofusco. Eu o estimulo a fazer o mesmo.

Então, que tal deixar os seus medos pelo caminho e correr atrás do que você foi feito pra fazer? Você foi feito pra brilhar!

“O nosso medo mais profundo não é que nós sejamos inadequados. O nosso medo mais profundo é de que sejamos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos amedronta.

Nós nos perguntamos, Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser? (…) Se diminuir não ajuda o mundo. Não tem nada de bom em você se diminuir  para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Todos somos feitos para brilhar, como as crianças brilham. (…) Não está só em alguns de nós, está em todos nós.

Quando deixamos a nossa própria luz brilhar, nós inconscientemente damos a outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Quando nos liberamos do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente liberta outros.”

Marianne Williamson

Nunca é tarde

Há 3 anos atrás, eu fiz uma escolha. Decidi por algo que mudaria minha vida radicalmente e que me acompanharia pra sempre.

Como toda escolha, essa também teve seus ônus e bônus. Algumas coisas tiveram que ser deixadas para trás enquanto outras foram acrescentadas. Muitos hábitos foram mexidos, outros tantos esquecidos e um bom tanto completamente modificados.

Escolhi e mudei. Ou melhor, venho mudando desde então. Mas o que quero deixar claro é que a escolha foi minha. Por mais que minha família, meus amigos e todos aqueles que de alguma forma se importam comigo desejassem que eu fizesse isso o quanto antes, eu o fiz no meu tempo. Mais uma vez, repito: a escolha foi minha.

O processo, claro, não tem sido fácil. Tenho meus altos e baixos, tenho meus momentos de desespero, tenho vontade de chutar o balde tantas vezes. Mas sempre que isso acontece, espero a poeira baixar e repito pra mim mesma: eu escolhi.

Eu escolhi emagrecer fazendo dieta e atividade física, sem remédios. Eu escolhi não me submeter à cirurgia bariátrica, mesmo o meu caso sendo compatível com essa opção. Eu escolhi abrir mão de coisas que eu gosto (ou que gostava) em prol de olhar no espelho e gostar mais de mim. Eu escolhi investir dinheiro, tempo, esforço, energia e tudo o que tinha/tenho em minha saúde e bem-estar.

Eu escolhi. Exatamente por isso, eu não tenho dó de mim. Claro que nos momentos de fragilidade, uma peninha surge. Mas assim que ela aparece, eu a arranco e repito: eu escolhi.

E por não ter dó de mim, eu preciso dizer isso pra você, assim, na lata: eu também não tenho dó de você, que tá aí vivendo o que você escolheu. Seja lá qual for a sua escolha, acredite: eu não tenho dó de você. Você decidiu, em algum momento, que sua vida seria assim e assado. Agora não me venha com essa de que não teve escolha. Teve sim, acredite em mim.

Então, que tal parar de reclamar e simplesmente viver intensamente a sua escolha? Ou, que tal fazer uma nova escolha, abandonar o que tá te prejudicando e viver intensamente? Você é sim capaz de ser ou fazer o que quiser, bastando pra isso simplesmente escolher mudar.

Nunca fui disciplinada com alimentação. Nunca curti atividade física. Minha determinação sempre esteve ligada apenas à minha vida profissional. Só que quando escolhi mudar, tudo isso virou. Tenho disciplina, amo correr e me forço a ser, na medida do possível, determinada com todo o meu processo de emagrecimento. Volto a repetir: não nasci com nada disso, nunca fui assim antes. Mas desde que escolhi, venho me tornando aquilo que desejei ser.

E se isso funcionou comigo, acredite, funciona com você. Basta que você pare de ter pena de si mesmo, pare de dizer que não consegue, pare de inventar desculpas, pare de mentir pra você. Porque eu repito: eu não tenho dó de você. Não tenho mesmo! E exatamente por isso, digo mais uma vez: se suas escolhas atuais te incomodam, faça novas escolhas!

Como dizia o muro da velha Casa de Prisão Provisória de Goiânia (e como meu pai não se cansa de repetir): nunca é tarde pra ser feliz!

Mudar é preciso!

 

Eu sei onde os calos apertam e os sapatos esfolam a pele. Eu sei onde o coração sangra e os sentimentos doem. Eu sei onde a verdade machuca e as palavras escancaram a ferida.

Eu sei onde a mente trapaceia, engana o corpo e se faz de vitoriosa. Eu sei onde os pensamentos brigam entre si, disputando guerras homéricas dentro de mim. Eu sei onde eu me divido em duas, três e quatro, cada uma puxando a corda pro seu lado.

Eu sei onde tudo isso me leva e aonde eu não mais quero ir. Eu sei o turbilhão que isso tudo em mim provoca e não quero nele mais cair. Eu sei o que tudo isso me causa e, garanto, a esse filme repetido eu não quero mais assistir.

Diante de tudo isso, uma só coisa me resta ainda saber: mudar é preciso. E é atrás disso que eu preciso correr!

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Não adianta. É só o cansaço bater que o coração aperta, a mente endoidece e a dieta fica por um fio (quando ela simplesmente não vai pro brejo). A vida toda vai ficando bagunçada e eu me transformo em Dona Barata Tonta, andando em círculos.

Em meio a tudo isso, tenho tentado seriamente me desapegar de Dona Metas e Senhora Objetivos, mas o esforço que ando fazendo nesse sentido tem contribuído pra que eu me canse ainda mais. Só que não vou desistir. Tenho visto, mesmo que minimamente, os resultados do desapego. E eles têm me feito bem. Apesar do cansaço provocado por todo esse processo, ando mais leve e menos tensa.

Ou seja, creio que estou no caminho certo, buscando desfrutar de uma vida saudável e sem tantas pressões internas. Só que, como toda mudança que se preze, essa também tem provocado alguns desajustes que, espero eu, sejam contornados logo adiante.

O que preciso é encontrar um jeito de descansar em meio à correria e à rotina intensa que normalmente tenho. Talvez, o que meu dia a dia esteja precisando, é de momentos de descanso e de lazer. Não sei ao certo. Mas de uma coisa eu sei: preciso mudar e isso não vai mudar!

E novembro chegou

E novembro chegou trazendo consigo, além das luzes de Natal, dos Papais Noéis e de tudo o que se refere ao universo natalino, uma deliciosa quietude.

A cabeça, enfim, parece estar no lugar. Ou melhor, o espírito está finalmente no lugar. Não adianta negar: quando perco o foco, quando olho muito para mim e menos para Ele, tudo o mais sai fora do lugar. Mas quando consigo colocar o trem no trilho rumo ao que realmente importa – Ele e somente Ele – tudo o mais colabora. Não à toa, Mateus 6.33 nos adverte que quando Ele está em primeiro lugar as demais coisas nos são acrescentadas.

No meu caso, algumas coisas estão sendo literalmente tiradas. Depois de um tempo estacionada, dona balança resolveu que era hora de trabalhar. E lá vou eu perder uns quilins, umas boas medidas. Sem stress, sem angústia, sem chateação. Definitivamente, entrei num novo ritmo que, espero, dure por um bom tempo.

Continuo com a dieta (que essa semana tá um tiquim mais apertada) e com a atividade física praticamente diária. Mas com um diferencial: nesse mês não tenho objetivos,  metas e muito menos desafios. Quero estar bem comigo mesma, quero curtir o que estou fazendo, quero simplesmente fazer porque desejo e não porque preciso perder peso, ganhar massa, participar de uma corrida.

Como eu disse pra uma amiga, tou tendo que reaprender muita coisa. Afinal, durante anos fui a Dona Meta, a Senhora Objetivos. Mas nada como um mês novinho em folha pra dar um novo ânimo nesse sentido, né?

Novembro, querido, bem-vindo! 🙂