Começo, meio e fim

Normalmente, a gente desiste perto do fim ou pra lá do meio. E é fácil entender o motivo: os começos são mágicos. Só o ato de iniciar alguma coisa nos enche de motivação e nos dá um gás extra. Daí, vamos no pique. Fazemos o que precisa ser feito, nos empenhamos e simplesmente focamos no que desejamos.

Só que de repente, a rotina aparece e vai lançando gotas de tédio. Tentamos não nos contaminar com isso, mas chega uma hora em que os resultados, antes tão rápidos, tornam-se lentos e a gente simplesmente pensa em jogar a toalha.

A maior parte faz isso. Chuta o balde, vira as costas e busca alguma outra coisa pra começar. E, sem perceber, entra num círculo vicioso de começos e meios que nunca chegam ao fim. E isso, definitivamente, não é bom. Porque vai nos marcando como aqueles que não terminam nada do que começam. Vai deixando em nossas vidas um rastro de coisas inacabadas. E acredite: elas sempre estarão ali pra nos assombrar.

Mas se a gente conseguisse enxergar que logo após daquela curva da rotina, daquela esquina do tédio, está o tão esperado fim, com certeza não desistiríamos. Simplesmente nos empenharíamos pra chegar lá. E logo.

Se a gente conseguisse entender que é preciso dosar a motivação pra que ela não se acabe logo no começo do caminho, pra que ela nos acompanhe durante todo o percurso, com certeza a gente conseguiria dar um sprint final e ultrapassar a linha de chegada. Se não em todos os desafios, pelo menos na maior parte deles.

Assim, se hoje você sentir que o gás está acabando, que a vontade de desistir está apertando, lembre-se do tanto de energia que você gastou até chegar aqui. Lembre-se de todo empenho, de todo trabalho, de todo esforço. E pense que o fim está mais próximo do que você imagina.

Quebre o ciclo vicioso da desistência, bata o pé e decida ir até o fim. Cruzar a linha de chegada, definitivamente, não tem preço!

6 pensamentos sobre “Começo, meio e fim

  1. Bem lá no fundo, a desistência está intimimamente ligada à incapacidade humana de crer no que não consegue ver. Se pudéssemos contemplar (visivelmente) a vitória em nossas mãos, desistiríamos menos no meio do caminho ou qdo estamos tão perto delas e não enxergamos. Mas pra isso existe a fé que nos leva além, nos enche de persistência e nos faz crer que o impossível é possível sim! Tudo é uma questão de acreditar… ou não. =)

    • Exatamente, Caty! Tudo depende da nossa real capacidade de ver ou não. Como diz em Provérbios, precisamos ter olhos q vêem e ouvidos q ouvem de verdade.

      Bju!

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