O mapa dos tesouros

Você com certeza já ouviu que pra quem não sabe aonde deseja ir, qualquer lugar serve. Por mais simples que a frase pareça, e clichê também, ela deixa claro algo que a gente tá careca de saber: metas, objetivos, projetos, são fundamentais pra gente seguir em frente. Ou seja, ter uma visão clara de onde se quer chegar faz toda a diferença.

Nesse sentido, tem gente que mapeia todo o trajeto. Tem gente que sabe apenas de onde está saindo e aonde quer chegar. Tem aqueles que cronometram os segundos em cada paragem. Tem aqueles que descobrem que a verdadeira viagem é desfrutar do caminho. Não importa qual seja o seu estilo, qual seja a forma que te toca, o importante é que você saiba qual é o seu destino.

Porque sem destino, qualquer que seja ele, você é um barco à deriva. Sem objetivo, você é uma folha que o vento leva pra onde quer. Sem uma meta, um alvo, você é uma flecha lançada a esmo. Claro que pode ser divertido, em alguns momentos, estar à deriva ou mesmo ser lançado de um lado para o outro pelo vento. Mas chega uma hora em que isso cansa e que, de repente, você olha em volta e se sente perdido, desesperançado.

Essa é, com certeza, uma das consequências de se viver se um plano básico: a desesperança. Cada meta alcançada, cada objetivo atingido, cada ponto conquistado, te enchem de esperança, te dando um novo gás para prosseguir. Mas a cada batida de cabeça, a cada chacoalhada, a cada ida e vinda sem qualquer propósito, acontece exatamente o contrário. E a desesperança, tenha certeza, tem o poder de adoecer o coração.

Quando falo em alvos, metas, obejtivos, não falo apenas em coisas mirabolantes. Claro que elas estão inclusas e precisam, mais do que todas as outras, de um plano de como atingi-las. Mas falo também de coisas práticas, como a sua carreira. Hoje em dia vejo muita gente desestimulada com o próprio emprego e, quando pergunto o que esperavam do dito cujo quando o aceitaram, o que esperam atingir com ele e o que pretendem de agora em diante, a resposta é quase sempre a mesma: não sei.

Pois então saiba. Não necessariamente tudo, mas ao menos um pouco pra ter uma ideia de quando é chegada a hora de sair dele, por exemplo. Ou então, pra saber que naquele momento é decisivo engolir um sapo, pois ainda existem coisas a serem alcançadas. Isso, com certeza o ajudará a suportar as pressões e te dará um pouco mais de satisfação.

Encare cada uma de suas metas, de seus sonhos, quaisquer que sejam eles, quaisquer que sejam os seus tamanhos, como tesouros. Para alcançá-los, você precisa de um mapa, minimamente detalhado. Precisa ter uma ideia de como fará para encontrá-los e, muitas vezes, de quanto tempo precisará para isso. Com ele em mãos, os desafios (ou monstros ou armadilhas) que encontrar pelo caminho, serão mais facilmente encarados. Afinal, você está em busca de um tesouro. De um tesouro particular que, quando encontrado, fará seus olhos brilharem como nenhum outro fez.

Que tal encarar essa deliciosa aventura agora?

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4 pensamentos sobre “O mapa dos tesouros

  1. Houve um tempo em minha vida (praticamente a minha vida inteira, vale salientar) que eu planejava até os espirros que daria. Isso me trouxe segurança durante muito tempo, mas também muita frustração quando eu me deparava com situações das quais o controle não dependia de mim, e sem o controle nas mãos, as sensações de fracasso e impotência eram enlouquecedoras.
    Mas aí a gente amadurece, conhece uma turma de viajantes que querem apenas desfrutar da beleza do caminho, sem mapas previamente traçados ou diários de bordo à mão e vai se juntando a eles… E vai aprendendo que o caminho se faz também no caminhar e que a esperança pode ser descoberta e redescoberta a cada passo, a cada milha percorrida.
    A verdade é que o destino é incerto, não depende dos sonhos que temos ou das metas que traçamos, então que a viagem até ele seja ao menos prazerosa, dessa forma sempre veremos ouro no pote do arco-íris, porque nosso coração estará lá, desvendando o nosso tesouro.

    Beeeijo! =***

    • Caty, concordo em parte com vc. Como diz Salomão, a esperança adiada adoece o coração. Mas como ele mesmo diz, os planos do diligente prevalecem.

      Enfim, o q eu acho é q a gente não precisa saber de tudo o tempo todo. Não a maior parte de nós. Mas de certa forma, a gente precisa ao menos saber pra onde está indo, pra direcionar a vida naquele sentido.

      Quer um exemplo? Vc e eu temos algo bem em comum: queremos, a cada dia, ser mais parecidas com Jesus. E esse é um norte. Com ele, vamos seguindo. Curtindo sim a paisagem, mas tendo como alvo Cristo!

      Bju!

      • Concordo com vc! É imprescindível saber para onde se vai, senão a vida não faz sentido e a gente vira uma folha que se desprende da árvore e vive a favor do vento, sem rumo e sem direção. O q eu quis dizer é q nem sempre funciona traçar muitas metas, viver muito preso a planos e projetos q às vezes não dependem de nós para serem cumpridos.
        O mesmo Salomão diz que o homem faz os planos, mas é Deus quem os executa e como muita gente não entende isso, se desespera e se desesperança quando perde o controle do que foi minunciosamente traçado e planejado.
        Talvez menos pragmatismo signifique mais felicidade e uma vida vivida com mais leveza. 😉

        Beeeijo! =***

      • A gente precisa de um rumo, qq q seja ele. E precisa de um mapa tb, nem q seja um de traços suaves, q permita ser apagado e redesenhado qndo a gente bem entender! Bju!

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