Saber viver

Primeiro, li a frase no Facebook. E ali, no meio de tantas outras informações, ela me capturou por alguns instantes. Depois, a li em uma revista e aí sim fui fisgada definitivamente. Perguntada por uma repórter sobre o segredo para se chegar bem aos 105 anos, disse Dona Canô, mãe de Caetano Veloso:

“Viver é muito bom, mas saber viver é melhor”.

A primeira coisa que me chamou atenção na frase foi a celebração da vida por si mesma. Viver é muito bom, disse Dona Canô. E talvez, esse seja um dos segredos que a fizeram chegar aos 105 anos.

Fiquei pensando em mim mesma, na minha maneira de encarar a vida. Tenho a enxergado como uma dádiva, um presente? A tenho celebrado, tenho aproveitado cada instante ou cada momento? Ou simplesmente tenho deixado tudo correr no automático?

Mas Dona Canô não parou por aí. Ela continuou dizendo que viver é mesmo bom, mas saber viver é melhor. Ou seja, não basta celebrar a vida. É preciso escolher a melhor maneira de fazer isso. Não basta enxergar a beleza, é preciso fazer parte dela. Não basta olhar tudo com olhos de encantamento, é preciso sair espalhando o assombro por aí.

E mais uma vez me questionei a respeito de minha sapiência nesse assunto. Tenho sabido viver? Tenho vivido de acordo com aquilo que desejo, com aquilo que espero, com aquilo que me faz feliz?

Que fique claro: saber viver é algo particular, de cada um. A minha maneira de viver com inteligência é diferente da sua. O que me cabe, o que me veste bem, o que faz bem a Dona Canô, não necessariamente faz bem pra todo o resto da humanidade. Isso faz parte de saber viver.

Nesses últimos dias tenho pensado tanto em tantas coisas e, ao ler essa frase, percebi que o ponto chave de minhas inquietações está no saber viver. Estou incomodada porque, de certa forma, tenho percebido que não estou devidamente encaixada na minha forma de viver hoje. Tenho me sentido fora do eixo e, pra voltar pra ele, preciso reavaliar algumas situações.

Uma delas se refere à minha nutricionista atual. Ontem tive uma consulta bem estressante e resolvi procurar outra profissional. Outra coisa, diretamente ligada a ela, se refere à minha maneira de me relacionar com a comida em si. Outra ainda, sem qualquer ligação com as duas anteriores, é minha maneira de lidar com meu dinheiro. Tenho sido cada vez menos consumista, mas creio que chegou a hora de passar para uma nova e importante fase: a de poupadora.

Fora isso, também sinto que leveza, intencionalidade e celebração precisam se tornar pautas diárias em minha vida. Definitivamente, preciso pensar em maneiras de ser a pessoa que quero ser.

Ou seja, o grande objetivo de agora em diante é saber viver da melhor forma pra mim. Uma aventura que, prometo, vou relatando por aqui!

4 pensamentos sobre “Saber viver

  1. Rê, uma coisa que adoro e admiro muito em você é o fato de que, mesmo às vezes achando que está vivendo no automático, você está sempre se questionando, sempre se colocando perguntas e se abrindo pra descobrir as respostas. Acho muito bacana isso e torna você uma pessoa muito interessante. Um beijo!

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