Drama

Não sou uma pessoa de espalhar meus próprios dramas. Mas isso não quer dizer que eles não existam. Pelo contrário. Quer dizer apenas que não me sinto à vontade jogando ao vento aquilo que me dói aqui dentro.

Claro que você, que me acompanha pelo blog, os conhece um pouco mais do que as demais pessoas. Mas eu garanto, eu não uso as cores mais intensas, as palavras mais fortes, as expressões mais aproximadas para descrevê-los por aqui. Afinal, penso eu, você também tem os seus dramas, as suas dores, as coisas que apertam o seu coração até que ele sangre em forma de lágrimas.

Acho também que não fico espalhando meus mimimis por aí porque senão eu viveria apenas para isso. Sim, estou sendo dramática. Mas esse é o tema desse post, lembra? Fechado esse parêntesis, digo que viveria apenas para isso porque, como também já comentei por aqui, sou extremamente sensível. E isso, claro, me faz ser mais susceptível às artes dramáticas na vida real.

Só que às vezes a coisa se torna tão intensa que jorra por todos os lados. E, muitas vezes, ela o faz através das palavras. Exatamente como agora. Sim, estou no meio de um drama. E um daqueles que faz a gente olhar em volta e se perguntar: o que eu estou fazendo aqui? Ou melhor, pra onde vou a partir de agora?

Como disse no post anterior, sempre fui uma pessoa de inventar as mais mirabolantes histórias. Mas já faz dois dias que ando perguntando o que estou fazendo com a minha própria história, aquela real, que vivo no presente. Pra onde estou indo? Ou melhor, pra onde eu quero ir?

Sinceramente, não tenho conseguido responder a essa pergunta. Parece que, mais uma vez, minha vida entrou no automático e tenho deixado de lado a intencionalidade. E, sem ela, tudo fica cinza, sem graça.

Tudo mesmo. A dieta (dei umas belas escorregadas nesses dias), os exercícios (estou indo normalmente à academia, mas ao contrário da semana passada, só consegui correr um único dia), as aulas de inglês.

Tenho tido a sensação de que falta aventura, paixão. Faltam dias marcantes, mesmo que por pequenos gestos, pequenas atitudes. Ou, quem sabe, o que falta é satisfação, alegria, com aquilo que já tenho. Enfim, que falta, falta. Ou melhor, só o que não falta, é drama. Isso sim, a gente vê por aqui!

As ambições que temos vão se tornar as histórias que vivemos. Se você quiser saber sobre o que é a história de uma pessoa, pergunte-lhe o que ela quer. Se não quisermos nada, estamos vivendo histórias sem graça (…)
Donald Miller

5 pensamentos sobre “Drama

  1. Querida, a parte boa é que quando percebemos a falta começamos a poder agir para eliminá-la. Boa sorte nas suas escolhas, nas mudanças que quer realizar e na vida nova que está construindo :*

    • Rê, a grande angústia, ao menos momentânea, é exatamente não compreender o q quero construir. E confesso q é isso q me agonia! Pq entendo perfeitamente q a crise é importante, q sentir q falta algo é importante. Agora não saber exatamente o q é é o meu drama em si!

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