Little drops especial de “leversário”

Nunca antes na história desse país se viu um leversário mais tranquilo do que o meu.

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E mais gostoso também.

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Talvez pelo meu estado de espírito, talvez pelo planejamento. Enfim, o que conta é que tudo deu certo e foi lindo, lindo.

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Depois de uns bons anos de completa falta de vontade de comemorar, esse ano resolvi festar. E em dose dupla.

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Fiz um almocim na sexta e uma festinha no sábado.

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E repito: foi tudo, tudo muito bom.

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Sem contar os recadinhos, as mensagens, a ligação (sim, em tempos digitais, foi apenas uma!) de felicitações.

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Mas o melhor presente veio hoje. Em forma de uma ideia mais que excelente.

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Tão excelente que dá até um friozinho na barriga.

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Aguardem cenas dos próximos capítulos.

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E viva eu! 😉

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A alegria da intencionalidade

Saí do trabalho, ontem, resolvida a praticar a intencionalidade. Enquanto dirigia, me perguntei o motivo que me leva a fazer, às terças e quintas, na hora do almoço, aulas de inglês. Por mais que eu já soubesse a resposta, foi interessante ouvi-la de mim mesma. Faço inglês porque tenho um sonho e, pra que ele se realize, as aulas são fundamentais.

Continuei me questionando (em inglês pra praticar) sobre a razão que me levou a escolher o meu professor. E foi gostoso me ouvir responder que era porque ele me inspira, me faz sentir capaz de alcançar aquilo que desejo.

Enquanto buscava minhas razões e motivos, um imenso sorriso tomou conta de todo o meu rosto. E depois, uma gargalhada gostosa inundou o meu carro. Num primeiro momento, fiquei preocupada com a reação dos outros motoristas. Afinal, além de falar sozinha, eu estava rindo sozinha. Mas depois, simplesmente me deixei inundar pela alegria da intencionalidade.

Uma alegria simples, verdadeira, tomou conta de mim desde então. E ando extremamente satisfeita por ver que eu tenho vivido de acordo com as minhas escolhas. Isso mesmo. Por mais que não consiga perceber isso o tempo todo, quando paro e me questiono, consigo enxergar nitidamente que a maioria das coisas que faço tem uma razão, um motivo que eu mesma escolhi.

Ou seja, minha vida tem um sentido. Melhor, têm vários pequenos sentidos que a fazem ser como é. E, diante disso, não tenho do que me lamentar e nem tenho razão pra me frustrar. Afinal, tenho vivido de acordo com aquilo que escolhi. E ser dona de minhas próprias escolhas é extremamente gratificante!

Isso também se aplica à dieta e ao momento de estagnação pelo qual estou passando. Eu escolhi me cuidar, ter uma vida mais saudável, e se esse instante faz parte de todo o processo, então minha escolha pelo todo também o engloba. Ou seja, se ele veio no pacote da minha escolha (mesmo que eu não o tivesse desejado) é ter paciência. E me lembra de que o que importa não é uma pequena parte do que escolhi, mas a escolha toda!

Perceber isso, pertinho do meu aniversário, foi um grande presente. Tão grande, que não achei justo tê-lo só pra mim e decidi dividi-lo com você. Que tal descobrir suas razões, seus motivos e celebrar a alegria de suas escolhas?

Com intenção

Você acorda já no modo automático. Mal se levanta, corre pro banheiro, toma um banho. Depois de se vestir, corre pra cozinha e prepara o café. Volta pro banheiro e escova os dentes. Pega as chaves do carro e corre pro trabalho. Liga o computador e se perde nos afazeres. Olha pro relógio. Meio dia. Mais uma corrida até o restaurante. Depois, banco. Paga as contas e volta, correndo, pro trabalho. Outra dose de afazeres. Corre pra casa, toma um banho rápido. Corre pro evento social da semana. Volta pra casa, cai na cama. No dia seguinte, tudo de novo. E de novo. E de novo. Com pequenas mudanças na correria. Mas, de maneira geral, é tudo sempre igual. Tudo não intencional.

Isso mesmo. Você, eu, todos nós, vamos levando nossas vidas tão automaticamente que nos esquecemos, muitas vezes, das intenções que temos para fazer o que fazemos. Qual a razão de acordar todos os dias e ir trabalhar? Por que trabalhar e não ficar na cama? Por que almoçar nesse lugar e não no outro? Por que ir àquele evento ao invés de ficar em casa e descansar?

Engolimos as perguntas e simulamos a resposta. Ora, fazemos o que fazemos porque temos que fazer! Vamos a tal lugar e não em outro porque é o certo. Mas será? Será que é mesmo só isso?

Não é à toa que nos sentimos, ao menos eu me sinto, frustrados tantas vezes. Uma vida sem intenção é uma vida sem direção. Uma vida sem intenção é uma vida sem motivação. E sim, uma vida sem intenção, é uma vida sem sentido.

Porque intenção é exatamente isso: sentido, motivo, razão. Se vivemos a maior parte das nossas vidas no automático, perdemos o senso de razão. Perdemos o motivo pelo qual vivemos, pelo qual fazemos o que fazemos.

Mas como resolver isso? Uma boa maneira de começar pode ser exercitando a intencionalidade. Ao acordar, ao abrir os olhos, pergunte-se: por que você está acordando? Qual o motivo de se empenhar nesse novo dia? Ao ir para o trabalho, questione-se sobre a razão de fazê-lo. Experimente colocar a intencionalidade no seu dia, nem que seja em apenas alguns momentos.

E não se assuste com seus motivos. Pode ser que, ao descobri-los, você perceba que é hora de mudar. Que é hora de buscar outra intenção, outra razão, outra direção.

Então, que tal viver intencionalmente no dia de hoje?

Texto inspirado no post An intentional life do Zen Habits

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UPDATE: A Alliny postou no Facebook uma música que casa tão perfeitamente com o post de hj que coloco-a aqui, pra servir de trilha sonora:

Na coxia

Semana passada a filhinha de uma amiga, de apenas dois anos, teve alguns probleminhas relacionados com quedas. Numa delas, machucou bastante o rostinho a ponto de parecer que ela havia sido maquiada com tons de roxo na face. Diante dos relatos da mãe da pequena, o tio dela soltou uma frase bem comum por essas bandas: “Ah, mas isso é bom! Ela tá endurecendo o couro”!

O tio dela, claro, não disse isso no sentido de comemorar as quedas. Apenas quis mostrar o que acontece do outro lado da cortina: se as quedas, nessa idade são inevitáveis, pelo menos trazem algo de bom – maior resistência e por aí vai. O mesmo acontece com os pais que deixam, pela primeira vez, seus filhos na escola ou mesmo na creche. A criança, que nunca tinha ficado doente, de repente descobre todos os códigos de doenças possíveis – otite, conjutivite, gripe… – e, diante do filhotinho doente, o que mais se ouve é: “Pelo menos vai ficar mais resistente!”

Hoje, quando terminava mais um capítulo de Implacável, best-seller cristão de John Bevere, fiquei pensando no que acontece nos bastidores, na coxia da vida de cada um de nós. Assim como para os pequenos, as quedas também são inevitáveis pra nós. As topadas de dedo, as batidas na cabeça, os tropeções, nos encontram mesmo que nós fujamos deles. E, diante disso, podemos tomar algumas atitudes: fazer de conta que nada está acontecendo (o que a psicologia chama de negação), nos lamentar pura e simplesmente ou entender que a vida é feita também das dificuldades, seguindo em frente.

De maneira nenhuma, como não canso de repetir aqui, faço uma ode ao sofrimento. Pelo contrário. Como também não canso de dizer, creio que devemos sim evitá-lo ao máximo no que depender de nós. Isso faz parte de ser saudável. Mas é preciso que tenhamos consciência de que algumas dores, alguns arranhões, comporão sim a nossa história, que não é feita apenas do que acontece no palco. Ela também é construída por aquilo que rola nos bastidores. E isso, na maior parte das vezes, foge do nosso controle.

Foge do nosso controle mas, com certa leveza e lucidez, pode ser incorporado ao texto da peça que estamos construindo. Enriquecendo o enredo principal e tornando os personagens ainda mais interessantes. Mas, claro, isso cabe a nós. É o que disse ali em cima: somos nós quem escolhemos como encarar as quedas, os problemas e as dificuldades.

Incorporá-las ao enredo, não é fácil nem indolor. Mas pode, com certeza, trazer resultados inesperadamente positivos. Ou, na pior das hipóteses, podem ajudar a “engrossar o couro”! 😉

 

Doses extras de inspiração

Acho que já disse aqui, mas não custa repetir: sou extremamente fã do Leo Babauta, responsável pelo Zen Habits. Talvez porque ele fale de assuntos que estão, há algum tempo, na pauta do meu dia (vida saudável, organização, planejamento, exercícios, simplicidade, desapego). Talvez porque ele fale desse assuntos de uma maneira tão prática e tão direta, que é impossível não sentir vontade de seguir as sugestões que ele dá por lá.

Pois bem, vocês têm acompanhado, nesses últimos dias, minha angústia com a reeducação alimentar e com a falta de resultados balancísticos aparentes. O fato é que a balança não cede e, ansiosa que sou, fico extremamente frustrada com isso. Só que ontem, ao ler esse post aqui do Leo, percebi que na verdade estou com o foco direcionado para o lado errado. Ou melhor, estou com a vida toda focada numa coisa só.

Não sei se você sofre disso, mas eu sofro. Quando algo é realmente importante pra mim, necessário, algo que desejo muito, tendo a tornar isso o foco da minha vida. E passo a orbitar em torno do que desejo, deixando todo o resto na periferia do meu olhar.

E o que acontece quando toda a vida gira em torno de um único ponto focal? Se algo acontece de errado com esse pontinho, todo o resto desanda. Tudo o mais fica sem importância e você se esforça, você corre, você cansa, tentando manter o equilíbrio do tal ponto vital. É, porque é isso que aquilo se torna, um ponto vital.

Nos últimos tempos, minha dieta tem se tornado meu ponto vital. Tenho feito minha vida inteira girar em torno dela. Com isso, tudo o mais perde a cor e a graça. E, no final das contas, até mesmo a reeducação alimentar se torna cansativa e enfadonha.

E é aqui que o post do Zen Habits entra: preciso, urgentemente, procurar aquilo que me inspira. Aquilo que faz meus olhos brilharem e borboletas voarem dentro de mim. Preciso, urgentemente, me inspirar pra, com isso, ampliar o foco e colocar a reeducação como parte da minha vida, não como toda ela. Preciso, enfim, inspirar novos ares.

Antes que você balance a cabeça e pense: “Tadinha dela”, gostaria de propor um exercício. Que tal olhar bem dentro de você e ver se sua vida também não está girando em torno de uma única coisa? Talvez um relacionamento. Talvez seu emprego. Talvez um sonho. Talvez um objetivo. Andar de carrossel é muito bom. Mas cansa. Especialmente quando a gente olha pro lado e enxerga que, além dele, existem muitos outros brinquedos!

Que tal começar a explorar todo o parque de diversões? Vou começar a fazer isso agora mesmo!

 

O peso das coisas

Quando as coisas não saem como planejado/desejado, como você reage? Se você é como a maioria da população, muito provavelmente você fica chateado, magoado, frustrado. Dependendo da situação, pensa até mesmo em desistir. Em casos extremos, desiste mesmo.

Tenho passado por isso nos últimos tempos. Esse mês, tenho feito minha reeducação alimentar de forma impecável. Tenho procurado seguir a risca a dieta além de manter um ritmo constante de exercícios durante a semana. Só que dona balança resolveu não cooperar. E os números que deviam baixar simplesmente se mantêm num patamar extremamente frustrante.

Apesar de já ter perdido 35kg até aqui, ainda preciso eliminar uma quantidade razoável de peso (cerca de 25kg). E ver a balança empacada quando tenho me esforçado para que ela dispare de uma maneira jamais vista, é sim extremamente frustrante.

Eu sei que existe o tal do platô, que é aquele momento em que o corpo simplesmente se acostuma com tudo e resolve não ceder. Só que no meu caso, como estou numa nova fase no acompanhamento nutricional, creio que esse ainda não é o motivo.

O fato é que, apesar de todo esforço, de toda energia despendida, as coisas não tem acontecido como planejado. E fora a vontade imensa de sentar e chorar até não ter mais jeito, tenho sido acometida de uma vontade imensa de desistir. É, querido leitor, de desistir.

Quem nunca pensou em jogar a toalha quando as coisas não dão certo? Quem nunca desejou chutar o balde quando parece que tudo conspira contra? Quem nunca quis simplesmente sair correndo e deixar todo o resto pra trás, naquele momento de desespero?

Só que aí, em meio à tristeza e à frustração, a gente se lembra de que desistir é uma solução momentânea. Que fazendo isso, só estamos jogando a sujeira pra debaixo do tapete e que vai chegar uma hora, lá na frente, que vamos ter que fazer uma bela faxina.

E é isso que tem me sustentado e me segurado até aqui: a lembrança de que desistir não resolve. Desistir não leva minhas ansiedades e frustrações embora. Pelo contrário, apenas as deixa num cantinho que, logo ali na frente, deverá ser organizado. E que me dará um trabalho dobrado pra fazê-lo, com certeza.

Assim, nessa semana sigo firme e forte mesmo que dona balança não ceda. Com uma ideia em mente: se ela não ceder, ao menos não irei pesá-la ainda mais com minhas angústias, ansiedades e frustrações. Resumindo, simbora viver com mais leveza!

Ansiedade, muito prazer

É sentar e chorar ou simplesmente ignorar.

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Escolhi a melhor parte, ou seja, a segunda opção.

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O que anda pegando é o seguinte: tinha um objetivo em relação ao meu peso, por conta do leversário que se aproxima (9 dias e contando!). Só que meu corpo resolveu não cooperar. Pra isso, as duas opções lá em cima se apresentaram.

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Repito, eu escolhi a boa parte.

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Ansiedade, pessoas. Ansiedade. Ainda bem que consegui controlar a alimentação em vista dela. Só que, enquanto a bonita circula pelas veias, não há grama que desapegue desse corpinho aqui.

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Ou seja, o melhor é ignorar e seguir em frente. Desistir, como sempre, não é opção que se apresente.

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Tou achando que vou me dar de presente uma semana off balança. Como tenho nutri na próxima sexta, tou pensando seriamente em só pesar por lá.

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O difícil vai ser convencer dona ansiedade a aceitar. Oremos.

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E não adianta, eu nasci pra viajar e ponto final. Em todos os sentidos, que fique claro.

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No sentido literal, próxima viagem praticamente programada (ao menos na minha cabeça). Esperando cenas dos próximos capítulos pra fechá-la.

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By the way, viajarei sozinha mais uma vez.

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Ou, como diria meu pai, viajarei na melhor companhia: a minha! 😉