Com intenção

Você acorda já no modo automático. Mal se levanta, corre pro banheiro, toma um banho. Depois de se vestir, corre pra cozinha e prepara o café. Volta pro banheiro e escova os dentes. Pega as chaves do carro e corre pro trabalho. Liga o computador e se perde nos afazeres. Olha pro relógio. Meio dia. Mais uma corrida até o restaurante. Depois, banco. Paga as contas e volta, correndo, pro trabalho. Outra dose de afazeres. Corre pra casa, toma um banho rápido. Corre pro evento social da semana. Volta pra casa, cai na cama. No dia seguinte, tudo de novo. E de novo. E de novo. Com pequenas mudanças na correria. Mas, de maneira geral, é tudo sempre igual. Tudo não intencional.

Isso mesmo. Você, eu, todos nós, vamos levando nossas vidas tão automaticamente que nos esquecemos, muitas vezes, das intenções que temos para fazer o que fazemos. Qual a razão de acordar todos os dias e ir trabalhar? Por que trabalhar e não ficar na cama? Por que almoçar nesse lugar e não no outro? Por que ir àquele evento ao invés de ficar em casa e descansar?

Engolimos as perguntas e simulamos a resposta. Ora, fazemos o que fazemos porque temos que fazer! Vamos a tal lugar e não em outro porque é o certo. Mas será? Será que é mesmo só isso?

Não é à toa que nos sentimos, ao menos eu me sinto, frustrados tantas vezes. Uma vida sem intenção é uma vida sem direção. Uma vida sem intenção é uma vida sem motivação. E sim, uma vida sem intenção, é uma vida sem sentido.

Porque intenção é exatamente isso: sentido, motivo, razão. Se vivemos a maior parte das nossas vidas no automático, perdemos o senso de razão. Perdemos o motivo pelo qual vivemos, pelo qual fazemos o que fazemos.

Mas como resolver isso? Uma boa maneira de começar pode ser exercitando a intencionalidade. Ao acordar, ao abrir os olhos, pergunte-se: por que você está acordando? Qual o motivo de se empenhar nesse novo dia? Ao ir para o trabalho, questione-se sobre a razão de fazê-lo. Experimente colocar a intencionalidade no seu dia, nem que seja em apenas alguns momentos.

E não se assuste com seus motivos. Pode ser que, ao descobri-los, você perceba que é hora de mudar. Que é hora de buscar outra intenção, outra razão, outra direção.

Então, que tal viver intencionalmente no dia de hoje?

Texto inspirado no post An intentional life do Zen Habits

***

UPDATE: A Alliny postou no Facebook uma música que casa tão perfeitamente com o post de hj que coloco-a aqui, pra servir de trilha sonora:

3 pensamentos sobre “Com intenção

  1. Há de se ter um motivo pelo qual viver… Um motivo maior do que ter, ser, querer, sentir, se autoconhecer… Um motivo que cada um deve encontrar dentro de si e, encontrando, possa viver a paz que excede todo o entendimento, aquela paz que sentimos mesmo se estivermos em meio ao caos. Sem isso, vida nenhuma faz sentido.

    Amour =***

    • Catylinda, exatamente! E muitas vezes a gente até tem esse sentido, mas acaba o perdendo no meio da correria, no meio da rotina. Por isso, parar e se questionar é sempre bom. Sempre importante. Traz de volta a alegria do sentido! 🙂

  2. É verdade, amiga… Precisamos sempre nos lembrar qual/quem é o sentido de tudo, senão o correr da vida nos engole, tampa nossos ouvidos e cega nossos olhos. Todos os dias preciso parar, respirar fundo e lembrar disso.

    =*****

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