O peso das coisas

Quando as coisas não saem como planejado/desejado, como você reage? Se você é como a maioria da população, muito provavelmente você fica chateado, magoado, frustrado. Dependendo da situação, pensa até mesmo em desistir. Em casos extremos, desiste mesmo.

Tenho passado por isso nos últimos tempos. Esse mês, tenho feito minha reeducação alimentar de forma impecável. Tenho procurado seguir a risca a dieta além de manter um ritmo constante de exercícios durante a semana. Só que dona balança resolveu não cooperar. E os números que deviam baixar simplesmente se mantêm num patamar extremamente frustrante.

Apesar de já ter perdido 35kg até aqui, ainda preciso eliminar uma quantidade razoável de peso (cerca de 25kg). E ver a balança empacada quando tenho me esforçado para que ela dispare de uma maneira jamais vista, é sim extremamente frustrante.

Eu sei que existe o tal do platô, que é aquele momento em que o corpo simplesmente se acostuma com tudo e resolve não ceder. Só que no meu caso, como estou numa nova fase no acompanhamento nutricional, creio que esse ainda não é o motivo.

O fato é que, apesar de todo esforço, de toda energia despendida, as coisas não tem acontecido como planejado. E fora a vontade imensa de sentar e chorar até não ter mais jeito, tenho sido acometida de uma vontade imensa de desistir. É, querido leitor, de desistir.

Quem nunca pensou em jogar a toalha quando as coisas não dão certo? Quem nunca desejou chutar o balde quando parece que tudo conspira contra? Quem nunca quis simplesmente sair correndo e deixar todo o resto pra trás, naquele momento de desespero?

Só que aí, em meio à tristeza e à frustração, a gente se lembra de que desistir é uma solução momentânea. Que fazendo isso, só estamos jogando a sujeira pra debaixo do tapete e que vai chegar uma hora, lá na frente, que vamos ter que fazer uma bela faxina.

E é isso que tem me sustentado e me segurado até aqui: a lembrança de que desistir não resolve. Desistir não leva minhas ansiedades e frustrações embora. Pelo contrário, apenas as deixa num cantinho que, logo ali na frente, deverá ser organizado. E que me dará um trabalho dobrado pra fazê-lo, com certeza.

Assim, nessa semana sigo firme e forte mesmo que dona balança não ceda. Com uma ideia em mente: se ela não ceder, ao menos não irei pesá-la ainda mais com minhas angústias, ansiedades e frustrações. Resumindo, simbora viver com mais leveza!

9 pensamentos sobre “O peso das coisas

  1. Rê, particularmente falando – entre eu e você, duas amigas, “gêmulas” – eu digo: olhe suas fotos de alguns anos atrás e depois olhe o vestido maravilhoso que vc, se ainda não comprou, está doida pra comprar! Só para corroborar com a ideia de que não vale a pena jogar todo seu esforço até aqui fora. Vc sabe, melhor do que ninguém que, se a balança não regride, pelo menos ela não progride e isso, por si só, já é uma vitória!

    Filosoficamente falando, e aproveitando a lição do particular, desistir não faz ninguém estagnar, mas faz andar pra trás. Não é parar no meio do caminho e ali ficar. Não é parar de andar, mas é ver toda a paisagem pela qual já se passou, todos os limites e barreiras que já venceu, toda a expectativa que já foi conquistada, simplesmente voltarem à estaca zero. Desistir é, como vc disse, ter, em algum momento, que recomeçar tudo de novo e com um peso a mais – a frustração de não ter concluído o propósito na primeira (segunda, terceira….) tentativa.

    • Gêmula linda do meu <3, vc tem toda razão. Muitas vezes eu canto pra mim mesma: "Vc não sabe o qnto eu caminhei, pra chegar até aqui… percorri milhões de milhas antes de dormir, eu nem cochilei" Pq já se foram 3 anos de luta, de renúncia. Mas tem hora q o cansaço bate, né, sis? Ainda bem q nessas horas posso trazer à memória o q me pode dar esperança! Brigada pelo apoio de sempre! Bju!

  2. é engraçado e estranho,né?
    Minhas angustias diárias pouca coisa têm a ver com as suas, no entanto, me fazem sentir a mesma coisa parecida.
    Hj pensei, chorei, chorei. Queria um saco de boxe pra esmurrar e esmurra até chorar e depois esmurrar de novo. Me senti uma agricultora que planta muitas e muitas sementes e não vê as plantinhas começarem logo dar as caras, mesmo aguando todo dia. Mas aí pensei: uma hr, nasce. Quem planta, colhe, não é mesmo? Nd é em vão.

    Acho que é da mesma forma com vc. De alguma forma, o retorno vem. Vc não diminuiu na balança mas tá mais esbelta que jamais esteve. Acho que isso conta pontos a favor, não é?
    Enfim, meu lema agr é: uma hr essas sementes que estamos aguando vai nascer. Ô se vai. rs

    Beijo

    • Pra variar, acho q o mais difícil é esperar as sementinhas florescerem, né? Mas se todo agricultor desiste antes disso acontecer, o mundo estaria perdido. Então é tocar em frente e crer q, na hora certa, as plantinhas aparecerão! :*

  3. Lindona, tenho tantas coisas pra dizer sobre esse post que resolvi trocar o comentário por um email.
    Meus emails vc já sabe, demoram um pouquinho pra chegar (rsss), mas prometo que vou correr com pouco com esse especificamente, pq não quero que a gente deixe de ouvir a “música”. =)

    Amour,
    Caty.

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