Do quanto a gente é besta. E sabe.

Nessa última semana, constatei o que, no fundo, no fundo, sempre soube: sou mesmo besta. E ponto final. Não há desculpas. Não há justificativas. Não há meias palavras. O que há é uma pessoa besta e que sabe que o é.

Explicando melhor: nos últimos dias, participei da convenção mundial da igreja da qual faço parte. Como o próprio nome sugere, nessa convenção tivemos a participação de pessoas de diversas partes do mundo. E, claro, a língua comum era o inglês.

E aqui entra o meu fator besta: ao invés de aproveitar ao máximo a oportunidade, ao invés de falar, falar e falar, eu simplesmente me calei. Ou melhor, falei em poucos momentos. E, quando falei, travei na segunda ou terceira frase. Não que eu não saiba falar inglês. De acordo com meu professor, tenho um nível que me permite conversar sem maiores problemas. Tirando o fato de que sou uma pessoa perfeccionista.

E o que fazem as pessoas perfeccionistas? Elas não entram em uma batalha se não têm a absoluta certeza de que vão ganhar. E não apenas ganhar. Que vão arrasar com o adversário. Elas não entram em uma conversa em inglês se não têm a certeza de que serão tal qual nativos. E, exatamente por isso, perdem excelentes oportunidades. De lutar, mesmo que perdendo. De falar, mesmo que escorregando.

O resultado disso? Além das oportunidades perdidas, uma intensa frustração. Talvez a maior de todas. E a sensação de que se é refém de si mesmo. De que se deveria abandonar tantos protocolos bestas e pular rumo ao desconhecido. De se fazer aquilo que se tem vontade sem pensar nas conseqüências. De que se deveria tentar, ao menos uma vez, fazer aquilo que nunca se fez.

Permitir-me errar. Talvez esse seja o maior de todos os aprendizados que preciso, urgentemente, colocar na minha pauta diária. Saber que isso é necessário, claro, é um avanço. Mas não pode parar por aí. É preciso avançar e partir pra prática: errando e, sem sofrimento, seguir em frente!

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6 pensamentos sobre “Do quanto a gente é besta. E sabe.

  1. Eu diria mais… Errando e até sofrendo pelos erros cometidos, pq não? O sofrimento pode fazer parte do aprendizado, pode nos ensinar belas lições e a gente não ´tem que` acertar o tempo todo.
    O importante é tentar sempre, nunca desistir de experimentar, de dar um passo à frente mesmo sem sentir os pés muito seguros, pq a vida passa depressa e a gente não pode ficar como uma árvore que não sai do lugar, né? =)

    Bom ter vc de volta por aqui!!! =D

    • Oi, Caty! Vc tem razão! Errando, sofrendo e aprendendo. Sempre. Pra mim, confesso, esse não é um aprendizado fácil. Mas como eu disse, é totalmente necessário. Bom ter vc por aqui tb! :*

      • Aprender requer enfrentar desafios, encarar o novo e, com ele, nossas limitações e erros. Não é fácil pra ninguém, né, amiga? =/
        Meu namorado às vezes me diz que “crescer dói” e dói mesmo. Acho q não foi fácil nem pra Alice, aquela do País das Maravilhas, mas o q se há de fazer senão crescer a vida toda? u_u

        Beeeijo!

  2. Meninas, uma das maiores frustrações da minha vida foi justamente por esse medo de dar a cara a tapa e tentar. Quando fui para a Noruega fazer intercâmbio, sonhava em aprender norueguês para compreender um pouco melhor a cultura na qual estava inserida. Mas como todos falam inglês bem, era difícil arriscar meu norueguês medíocre e, na maior parte do tempo eu me acomodava e escolhia o inglês. Como resultado, pratiquei menos do que podia e isso foi extremamente frustrante. É impossível aprender línguas sem tentar e errar muito, isso é um tapa na cara das pessoas perfeccionistas, né? Mas é um aprendizado muito válido, pois ajuda a gente a ter mais humildade e a ter menos medo de mostrar nossa fragilidade e imperfeição.

    Beijos!

    • Erica, gostei dessa sua observação: deixar de lado o perfeccionismo é mesmo colocar a humildade pra funcionar. É mostrar pro outro q a gente não sabe de tudo e q precisamos sim da compreensão do mesmo. Ai, ai. MUITA coisa pra praticar!

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