Reprogramando os pensamentos

Como acontece em todos os domingos, nesse último almocei na casa da minha tia. E, enquanto o almoço era preparado, conversei com minha prima sobre o assunto do momento pra ela: reeducação alimentar. Ela sempre foi muito magrinha. Mas de uns tempos pra cá, deu uma engordadinha que a incomodou. Pra resolver o problema, procurou um nutrólogo – só que a medida não está adiantando muito. Enquanto conversávamos, tentei animá-la. No que ela prontamente respondeu:

– Rê, o que me irrita é dizer que eu não posso comer isso ou aquilo. Falou isso pra mim, acabou.

E não adiantou nada eu dizer pra ela que, na verdade, ela podia tudo. Sim, se quisesse comer chocolate, podia. Beber refri, podia. Tomar um pote de sorvete sozinha, a mesma coisa. Ela podia fazer o que quisesse. Mas como estava incomodada com o peso, ela havia escolhido não comer. Porque note: há uma grande diferença entre não poder fazer algo e escolher não fazer.

Apesar de dizer tudo isso pra minha prima, ela não saiu muito convencida. Foi quando tive um click e disse pra ela:

– Você precisa é reprogramar sua mente!

E desde domingo tenho pensado nisso: na diferença que uma reprogramação mental faz na vida da gente. E isso não está associado única e exclusivamente à reeducação alimentar e perda de peso. Está diretamente ligado a tudo o que vivemos.

São os nossos pensamentos que determinam nossos sentimentos. Estes, por sua vez, determinam nossas ações. Ou seja, penso, sinto e ajo. Quando penso que a reeducação alimentar é uma obrigação e não uma escolha, por exemplo, sinto-me obrigada a fazê-la. Obrigada a comer salada ao invés de hambúrguer. Obrigada a fazer atividade física ao invés de ficar quietinha em frente à TV. E você já percebeu que tudo o que é uma obrigação se torna um peso e um convite a fazer exatamente o contrário?

É necessário que entendamos, também, que são nossos pensamentos que nos limitam. A bíblia tem um versículo bastante revelador nesse sentido que diz o seguinte:

“Como o homem pensa em seu coração, assim ele se torna.” ( Provérbios 23.7)

Se os seus pensamentos sempre o levam na direção da incapacidade, dizendo que você não conseguirá fazer isso ou aquilo, tenha certeza: suas chances de não conseguir avançar é imensa. Se os seus pensamentos dizem sempre que você sempre terá relacionamentos destrutivos, suas chances de viver em relacionamentos assim é altíssima. Se os seus pensamentos dizem que você não consegue se conter diante de um doce, a chance de você simplesmente não resistir é imensa.

Mas você pode mudar isso. Sim, é possível reprogramar o que você pensa. Quando for assaltado por um pensamento destrutivo, você pode parar, respirar e contra-atacar com um pensamento construtivo. Pode questionar a veracidade do pensamento ou mesmo sua eficácia. E seguir em frente. Reprogramando sua mente.

Só que não adianta fazer isso uma ou outra vez. É preciso fazer isso sempre. É preciso exercitar-se na arte de reprogramar os pensamentos diariamente, momentaneamente. E, sempre que perceber que está caindo na conversinha mentirosa ou mesmo falaciosa dos seus pensamentos, reprograme-os. É sempre bom mostrar quem realmente está no controle!

7 pensamentos sobre “Reprogramando os pensamentos

  1. Ah, você traduziu exatamente o que eu queria de dizer sobre como foi que “construí” a decisão de não comer mais doce ou refrigerante. Não tinha pensado em termos de reprogramação, mas acho que foi isso mesmo que aconteceu. Eu não mais me vejo forçada pelo doce, mas internalizei de tal maneira que não o como que meu comportamento já é outro só por causa da mudança no meu pensamento. Que nem você descreveu 😉

    • É aquilo q temos conversado mesmo: encarar a mudança de outra forma, não como uma obrigação. E tenho percebido q chegou a hora de reprogramar minha mente em relação ao açúcar (q ainda como e escorrego na dieta) e a outras coisinhas. Ontem fiz um teste e passei. Ou seja, acho q tou pronta pra mais esse avanço! :*

  2. Meninas, vocês têm compartilhado coisas muito legais acerca da reeducação alimentar e é sempre ótimo acompanhar os progressos de vocês. Mas tenho que confessar que a minha dieta já foi pelo ralo e eu me sinto a mais incapaz de todos os seres humanos quando se trata de trocar de hábitos ou reprogramar a mente. Tá difícil, viu. Mas obrigada pelas dicas. Acho que faz uma diferença ENORME mesmo essa questão de escolher mudar como a Renata já tinha comentado no post Há formas e formas de mudar. Eu ainda tenho de tomar algumas providências nesse sentido (de novo).
    Beijos!

    • Erica, não desanime! Reeducação alimentar é feita de altos e baixos e isso faz parte do processo. Se caiu, sacode a poeira, levanta e caminha de novo. E tem uma coisa q a Milena, do Papo Saudável, disse uma vez q eu nunca esqueci: se um dos pneus do carro fura, a gente troca ou fura todos os outros 3? RA é isso: se escorreguei hj não preciso por tudo a perder. É trocar o pneu e seguir em frente! Bju!

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