Do quanto a gente é besta. E sabe.

Nessa última semana, constatei o que, no fundo, no fundo, sempre soube: sou mesmo besta. E ponto final. Não há desculpas. Não há justificativas. Não há meias palavras. O que há é uma pessoa besta e que sabe que o é.

Explicando melhor: nos últimos dias, participei da convenção mundial da igreja da qual faço parte. Como o próprio nome sugere, nessa convenção tivemos a participação de pessoas de diversas partes do mundo. E, claro, a língua comum era o inglês.

E aqui entra o meu fator besta: ao invés de aproveitar ao máximo a oportunidade, ao invés de falar, falar e falar, eu simplesmente me calei. Ou melhor, falei em poucos momentos. E, quando falei, travei na segunda ou terceira frase. Não que eu não saiba falar inglês. De acordo com meu professor, tenho um nível que me permite conversar sem maiores problemas. Tirando o fato de que sou uma pessoa perfeccionista.

E o que fazem as pessoas perfeccionistas? Elas não entram em uma batalha se não têm a absoluta certeza de que vão ganhar. E não apenas ganhar. Que vão arrasar com o adversário. Elas não entram em uma conversa em inglês se não têm a certeza de que serão tal qual nativos. E, exatamente por isso, perdem excelentes oportunidades. De lutar, mesmo que perdendo. De falar, mesmo que escorregando.

O resultado disso? Além das oportunidades perdidas, uma intensa frustração. Talvez a maior de todas. E a sensação de que se é refém de si mesmo. De que se deveria abandonar tantos protocolos bestas e pular rumo ao desconhecido. De se fazer aquilo que se tem vontade sem pensar nas conseqüências. De que se deveria tentar, ao menos uma vez, fazer aquilo que nunca se fez.

Permitir-me errar. Talvez esse seja o maior de todos os aprendizados que preciso, urgentemente, colocar na minha pauta diária. Saber que isso é necessário, claro, é um avanço. Mas não pode parar por aí. É preciso avançar e partir pra prática: errando e, sem sofrimento, seguir em frente!

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Hiato

Nos próximos dias estarei em microférias (micro mesmo, apenas sete dias) e por isso o blog deve ficar sem atualizações.

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Antes que você faça a associação imediata: férias-viagem-descanso, sinto lhe informar mas essa não é a programação dessa pessoa que vos escreve.

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Sim, oficialmente não trabalho nos próximos dias. Mas não, nada de viagens, passeios e afins. Apenas um leve descanso nos primeiros dias e muitas programação nos demais.

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Ou seja, nada de relaxamento de verdade.

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Talvez o hiato seja interrompido por conta de um desafio que acaba na sexta. Leia bem: apenas talvez.

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A única promessa, em relação a posts e afins, é que na semana que vem voltamos com nossa programação normal.

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See ya! 😉

Dos caminhos possíveis

Às vezes é preciso parar e respirar. Questionar se aquele é mesmo o caminho a seguir. E, na dúvida, enxergar outras possibilidades. Ainda não tendo a certeza, faz-se bem ir devagarinho, observando a paisagem. Enquanto não se sabe ao certo aonde se quer chegar, a vista pode dar pistas ou mesmo servir de alento.

Ou, se já se sabe, acelerar o passo é uma boa pedida. Se o destino é logo ali, pra quê perder tempo enquanto o que se deseja encontra-se a poucos passos de distância? Ao invés de caminhar, correr pode ser mesmo a melhor saída. Corra, corra e corra.

Agora se o caso é de simplesmente sequer desejar sair do lugar, muito bem. Aproveite a familiaridade de onde se está. Se deixei levar pela música de sempre, pelos aromas de sempre, pelas vozes familiares. Curta o lugar presente.

Os caminhos são muitos e as possibilidades inúmeras. Ficar onde se está, seguir adiante com um destino certo, seguir adiante com vontade certa e destino incerto. Independente de qual seja a escolha, curta a escolha. Curta o caminho, curta o destino, curta o processo. Curta a decisão, curta a indecisão. Simplesmente curta.

Perde-se muito tempo sofrendo por algo que se decidiu. Decida simplesmente divertir-se com as escolhas feitas. E, caso não se mostrem acertadas, curta desfazê-las. Afinal, não há linha que não se encaixe perfeitamente a seu velho novelo.

Fazendo a diferença

 

Mesmo que a gente não faça parte do time dos reclamões profissionais, nossa tendência natural é ir pela saída mais fácil, pela saída da reclamação. E se formos bastante honestos, algo que vira e mexe faz parte do nosso inventário de reclamações é o fato de não sermos valorizados, reconhecidos. O fato de que, muitas vezes, o que fazemos, não é visto ou, quando o é, não é devidamente valorizado pelos demais.

No dia de hoje, proponho uma virada de mesa. Isso mesmo. Coloque-se no lugar do outro. E aí, você valoriza o que fazem por você? Você dá o crédito pras pessoas que o ajudam? Você espalha estrelinhas por aí? Você motiva, estimula, aplaude? Você fica na torcida?

Todos nós precisamos de palavras de encorajamento. Você precisa, claro. Mas as pessoas à sua volta também necessitam. E aí, você tem enchido o tanque emocional de quem o cerca ou simplesmente, com suas reclamações, o tem esvaziado? Você tem feito com que cada uma das palavras ditas por você sejam um presente, ou tem lançado bombas por onde passa?

É incrível como tendemos a reclamar da falta de apoio, de auxílio, de motivação, mas geralmente não apoiamos, auxiliamos, motivamos. Queremos que alguém faça a diferença em nossas vidas. Exigimos isso. Cobramos isso. Mas muito dificilmente nos propomos a fazer a diferença na vida de alguém.

Pesquisas comprovam que a alegria é contagiante. Isso mesmo. Se o seu amigo está alegre, a tendência de você ficar também é enorme. Ou seja, se você fizer a alegria de alguém, mesmo que ninguém faça a sua, o ato de alegrar a pessoa ao seu lado tende a fazer de você uma pessoa mais feliz. E pessoas mais felizes vivem mais e melhor.

Que tal, ao invés de simplesmente reclamar da falta de altruísmo, da falta de amor, do egoísmo da nossa sociedade, você fazer a diferença no dia de hoje? Que tal você ser a diferença que você gostaria de ver no mundo?

Essa semana li uma história que ilustra bem isso. Verídica ou não, ela nos mostra que é sim possível fazer a diferença de maneira prática no dia a dia. A história dizia que uma mulher trabalhava, dentro de um hospital, na ala de voluntários. Lá, ela cuidava da doação de roupas. Essas, por sua vez, ficavam expostas e, quem precisasse, passava por lá e as levava. Num dos dias de trabalho dessa mulher, uma senhora obesa entrou nessa sala e começou a olhar as roupas. A mulher, percebendo que não haveria roupas que servissem na senhora, angustiou-se por imaginar que ela se sentiria muito mal quando percebesse isso. Até que o inevitável aconteceu: a senhora chega para a mulher que cuidava das roupas e diz que não havia nada tão grande que servisse nela. Aquela mulher, que desde o início estava pensando em como resolver aquela situação, abriu o sorriso e os braços. E disse pra senhora: “Claro que tem. Tem o meu abraço”. A senhora, enquanto era abraçada, chorou muito. E saiu do lugar sorrindo. Afinal, encontrara ali muito mais do que procurava.

Também vi um vídeo fantástico que mostra isso. Mostra o poder que temos quando resolvemos fazer a diferença. Deixo ele aqui, no final do post, como um convite: que tal fazer a diferença hoje, na vida de alguém que o cerca?

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Reclamões

Lendo esse post aqui da Erica, fiquei pensando no tanto que curto chuvinhas e o clima gostoso que elas trazem. Talvez por viver em uma cidade predominantemente quente, eu tenha um apego especial ao frio. Frio me lembra aconchego, edredom, sono gostoso. Livros embaixo das cobertas, meia e, mais uma vez, sono gostoso. E como amante do sono que sou, qualquer coisa que se relacione a ele me deixa feliz. Muito feliz.

Só que o frio, ao menos por essas bandas, traz consigo outra coisa além do sono gostoso. Os reclamões do clima. Aqueles que usam as redes sociais para reclamar do frio, pra dizer o quanto odeiam o frio, pra pedir pelamordedeus para que o frio vá embora e todo um blá blá blá antifrio.

Nada contra quem prefere o calor. Pelo contrário. Cada um tem o direito de ter um tempo preferido. Mas o que acho mais interessante é observar que aqueles que agora reclamam do frio eram os mesmos que, poucos dias atrás, reclamavam do calor. Ou seja, não são daqueles que preferem isso aquilo. São daqueles que reclamam porque o que preferem realmente é a reclamação em si.

São os reclamões profissionais. Aqueles que aproveitam o que quer que seja pra reclamar. Tá quente, reclamam. Tá frio, reclamam. O time ganhou, reclamam porque não foi de goleada. Se foi de goleada, reclamam do juiz que não deixou que fosse ainda mais. Os amigos estão felizes, reclamam da insensibilidade deles com a dor do outro. Estão tristes, reclamam do drama que estão fazendo. Enfim, tudo é motivo pra que pratiquem seu esporte favorito: a reclamação.

E mais uma vez digo o que já disse aqui: o interessante é observar que os reclamões não passam disso. De reclamões. Reclamam, reclamam, reclamam. Mas dificilmente agem. Dificilmente dão um jeito de mudar aquilo que os incomoda. Ou seja, eles não querem chamar a atenção pra algo ou mesmo pra uma situação. Querem chamar a atenção pra si. Não querem resolver o problema, querem simplesmente falar dele. E de si.

É como ter uma alergia e, ao invés de ir ao médico, ficar reclamando da coceira. Mas no fundo, no fundo, se sentir bem com a coçadinha diária. Infelizmente, é o que mais se vê por aí.

Minha sugestão é que, antes de reclamar por reclamar, a gente pense mesmo se vai resolver. Se vai adiantar. Se vai contribuir. E se estamos dispostos a agir pra mudar. Caso contrário, sinceramente, é sempre melhor se calar.

Instantâneas

Retornamos hoje à nutricionista. Confesso que quase cancelei a consulta porque sabia que o resultado não seria bacana.

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Mas venci minha vontade de fugir do problema e encarei-o. Chegando lá, avisei à nutri que se conseguisse um empate no jogo desse mês, tava valendo. E valeu.

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Apesar do peso ter se mantido, algumas medidas foram perdidas. Nunca vi pessoa pra perder medidas na cintura como eu. Se continuar nesse ritmo, em breve serei a Thalía tupiniquim. Arriba muchachos!

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O arraso só não foi maior porque, apesar dos deslizes com a alimentação, não abri mão da atividade física. Endorfina rules!

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Além de ser importante nesse processo de emagrecimento, comprovei algo que já tinha observado: caminhadas/corridas fazem um bem danado pra minha criatividade.

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Pensando seriamente em montar um escritório na pista de corrida. 😉

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A reprogramação da mente segue firme e forte. Se quero mudar minha maneira de agir, preciso mudar minha maneira de pensar.

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Leversário chegando. Pela primeira vez, em anos, resolvi comemorar. Motivos não faltam!

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A contagem regressiva pra minha semana de folga (nem vou chamar de férias porque ofende a categoria) começou. 5 dias e contando.

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Voltando à reeducação alimentar, a meta pro mês é ousada, mas possível. É focar, reprogramar e correr!

Reprogramando os pensamentos

Como acontece em todos os domingos, nesse último almocei na casa da minha tia. E, enquanto o almoço era preparado, conversei com minha prima sobre o assunto do momento pra ela: reeducação alimentar. Ela sempre foi muito magrinha. Mas de uns tempos pra cá, deu uma engordadinha que a incomodou. Pra resolver o problema, procurou um nutrólogo – só que a medida não está adiantando muito. Enquanto conversávamos, tentei animá-la. No que ela prontamente respondeu:

– Rê, o que me irrita é dizer que eu não posso comer isso ou aquilo. Falou isso pra mim, acabou.

E não adiantou nada eu dizer pra ela que, na verdade, ela podia tudo. Sim, se quisesse comer chocolate, podia. Beber refri, podia. Tomar um pote de sorvete sozinha, a mesma coisa. Ela podia fazer o que quisesse. Mas como estava incomodada com o peso, ela havia escolhido não comer. Porque note: há uma grande diferença entre não poder fazer algo e escolher não fazer.

Apesar de dizer tudo isso pra minha prima, ela não saiu muito convencida. Foi quando tive um click e disse pra ela:

– Você precisa é reprogramar sua mente!

E desde domingo tenho pensado nisso: na diferença que uma reprogramação mental faz na vida da gente. E isso não está associado única e exclusivamente à reeducação alimentar e perda de peso. Está diretamente ligado a tudo o que vivemos.

São os nossos pensamentos que determinam nossos sentimentos. Estes, por sua vez, determinam nossas ações. Ou seja, penso, sinto e ajo. Quando penso que a reeducação alimentar é uma obrigação e não uma escolha, por exemplo, sinto-me obrigada a fazê-la. Obrigada a comer salada ao invés de hambúrguer. Obrigada a fazer atividade física ao invés de ficar quietinha em frente à TV. E você já percebeu que tudo o que é uma obrigação se torna um peso e um convite a fazer exatamente o contrário?

É necessário que entendamos, também, que são nossos pensamentos que nos limitam. A bíblia tem um versículo bastante revelador nesse sentido que diz o seguinte:

“Como o homem pensa em seu coração, assim ele se torna.” ( Provérbios 23.7)

Se os seus pensamentos sempre o levam na direção da incapacidade, dizendo que você não conseguirá fazer isso ou aquilo, tenha certeza: suas chances de não conseguir avançar é imensa. Se os seus pensamentos dizem sempre que você sempre terá relacionamentos destrutivos, suas chances de viver em relacionamentos assim é altíssima. Se os seus pensamentos dizem que você não consegue se conter diante de um doce, a chance de você simplesmente não resistir é imensa.

Mas você pode mudar isso. Sim, é possível reprogramar o que você pensa. Quando for assaltado por um pensamento destrutivo, você pode parar, respirar e contra-atacar com um pensamento construtivo. Pode questionar a veracidade do pensamento ou mesmo sua eficácia. E seguir em frente. Reprogramando sua mente.

Só que não adianta fazer isso uma ou outra vez. É preciso fazer isso sempre. É preciso exercitar-se na arte de reprogramar os pensamentos diariamente, momentaneamente. E, sempre que perceber que está caindo na conversinha mentirosa ou mesmo falaciosa dos seus pensamentos, reprograme-os. É sempre bom mostrar quem realmente está no controle!