A teia

Tudo começa com uma pontada, para a qual você não dá a mínima bola. Com o passar do dia, você sente um beliscão – que simplesmente ignora. Algumas horas depois, algo torce dentro de você. Mas você luta. Não há de ser nada, repete pra si mesmo. O beliscão não está mais lá. Em seu lugar, diversos nós são dados. De tal forma amarrados que você se sente preso em você mesmo. Se sente sufocado. O ar começa a faltar à medida que os nós vão sendo apertados. E o que era apenas agonia se transforma em profundo desespero. Vai passar, você tenta se consolar. Em vão. Não há parte em você que não se consuma. Não há parte em você que não se repuxe com o amarrar da grande teia. Nela, seus sonhos vão sendo capturados. Nela, sua energia vai sendo mantida. Nela, sua esperança vai sendo perdida. Tomado, já anda prostrado. Consumido, se sente perdido. E a cada passo, a teia vai ficando ainda mais fechada. Até o ponto de se ver, por inteiro, nela amarrado. Ao final do dia, você não se reconhece. O que começou com uma pontada virou uma teia muito bem amarrada. Capaz de paralisá-lo. Capaz de sugá-lo e de fazer de você um servo, um vassalo, que a reconhece como senhora e, da sinhazinha ansiedade, passa a fazer todas as vontades!

10 pensamentos sobre “A teia

  1. rs.
    E não é que a tal ansiedade virou conto mesmo? rs

    Dizem que pra vencer algumas coisas é preciso exercício diário. Pra vencer a ansiedade só com exercício minuto a minuto mesmo. Ou talvez uma simples dose de fé total resolva. Acho que a segunda opção é que a verdadeiramente eficaz.

    Beijos

    • Num disse q dava um conto? Foi pra um caminho diferente do q conversamos ontem, mas foi! rs… Tava deitada, quase dormindo, qndo comecei a pensar nesse ideia e tive q levantar pra escrever! E eu concordo com vc, lutar contra ansiedade pode ser impossível qndo não se tem fé. Com ela, a gente pode até andar sobre o mar da ansiedade! 😉

  2. E tudo começa assim mesmo, de vagar, quase sem ser percebido e quando vemos…. já estamos bem amarrados. Mas ainda bem que quando estamos quase sufocados pedimos “SENHOR ME SALVA” e ele não só desata os nós da teia como nos faz andar sobre as águas.

    • É isso mesmo, Cida! Ainda bem q basta um pedido de ajuda pra q ele nos livre dessa imensa teia! Mas mais interessante é percebermos o início dela e nos livrarmos logo no começo! :*

  3. Não acho que a gente consiga ter uma fé total, aquela do tipo inabalável. Acho que nossa fé parece muito com uma montanha russa e com limitações humanas que temos é quase impossível manter o “carrinho” no alto o tempo todo, todos os dias, todos os momentos. Mas creio firmemente que o Autor da fé é quem nos sustenta qdo o carrinho vai descendo e dando aquele frio na barriga, um frio típico de quem vai perdendo o controle das coisas, rs.

    Sobre a teia, antes que ela me (nos) envolva por completo, lembro da linda história de José e a incrível lição que aprendemos com ele de encher os celeiros no tempo da boa colheita para estarmos abastecidos do bom alimento qdo o tempo da estiagem chegar. =)

    Bjãooo! =***

    p.s.: preciso te mandar um email, pre-ci-so, e vou, qdo a correria dessa semana diminuir um tico, tá? 😉

    • Caty, tão engraçado vc escrever isso pq tava pensando nessa semana como a minha vida tem sido, nos últimos dias, uma montanha russa. Sintonia total no seu comentário. Apesar de altos e baixos não serem aquilo q a gente planejou, tava pensando aqui q as descidas são necessárias pra dar um fôlego pras novas subidas!

      E mais engraçado ainda vc falar sobre José e a “estocagem necessária” pq tava falando com uma senhora na academia sobre isso. Hj, na hora do almoço. O contexto era outro, mas a ideia era exatamente a mesma. Eita sintonia fina! rs…

      Qnto ao email, tou esperando, viu?

      :*

  4. Bote phyna nisso!!! kkkkkkkkk Deus é fiel e vai testificando com uns e outros aquilo que Ele mesmo traz ao nosso coração, só pra gente ter certeza de que é Ele mesmo que tá falando com a gente, rs.

    Isso é lindo demais, né? ❤

    Bjão =***

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