O tal do sofrimento

Vivemos numa sociedade do extremo, não canso de repetir. Somos frutos disso. E, exatamente por essa razão, nossa gangorra está sempre pendendo para um lado. Um exemplo? A maneira como encaramos o sofrimento. Ou o exaltamos como algo mágico capaz de nos tornar super-humanos ou o ignoramos pura e simplesmente.

Mas sofrer, minha gente, faz parte da vida. Assim como ser feliz. Assim como ganhar. Assim como perder. E é inevitável que, no caminho em que percorremos, nos deparemos com o senhor sofrimento em algum ponto da estrada. Nessa hora, tem gente que o abraça de tal forma que nunca mais o larga. E tem gente que foge dele loucamente.

E a via do meio, não existe? Aquela das pessoas que olham para o sofrimento, conversam com ele, tentam imaginar o motivo dele estar ali, o curtem se for necessário mas, no momento certo, simplesmente partem ou o deixam partir?

Não é fácil. Claro que não. Mas é maduro e adulto, eu diria. Até mesmo libertador. Encarar o sofrimento como parte integrante da vida sem exaltá-lo nem rebaixá-lo, pode nos ajudar a crescer sem grandes percalços. Quem nunca ouviu dizer que crescer dói? Ou seja, se não consigo lidar de maneira minimamente saudável com o sofrimento, tenho sérios problemas em crescer. Taí o motivo de vermos tantas crianças grandes por todos os cantos.

Sem contar que mudar também tem lá sua carga de sofrimento, de incômodo. E, se evitamos o danado, acabamos tendo muito mais problemas com as mudanças do que seria necessário. E é bom repetir: mudar é inevitável. Tudo o que é vivo muda, por mais que a gente não queira ou tente evitar.

Crescer e mudar. Se você tem percebido que anda meio estagnado, ou se está na ânsia de, sugiro que encare a questão dos sofrimento de uma maneira diferente. Enxergue-o como parte integrante do processo. Como algo que, de um jeito ou de outro, irá encontrá-lo pelo caminho. Mas que, se bem resolvido, em breve irá deixá-lo. E fará parte da história que você pode e deve construir!

4 pensamentos sobre “O tal do sofrimento

    • O caminho do meio é sempre difícil, já percebeu? Mas parece q qndo ele mexe com coisas profundas, com coisas q tantas vezes tentamos ignorar ou passar por cima, a coisa complica ainda mais. Nos últimos dias, tenho tido uma ânsia, uma vontade tão grande de crescer, de avançar e, exatamente por isso, tenho pensado em como lido com o sofrimento. Pq crescer dói, né? 😉

  1. Renata, além de toda a força que você sempre me dá no blog, você não faz idéia de como os seus textos também me ajudam! Sempre leio com muita atenção e reflito muito sobre suas palavras, o que acaba me ajudando a colocar as coisas em perspectiva, abrir minha mente mesmo e enxergar as coisas com outros olhos… Muito obrigada por tudo, viu! Seus textos são ótimos, parabéns!

    • Milena, fiquei com um sorrisão no rosto agora! Q bom saber q meus textos tb te fazem parar pra pensar. É o q eu falo pra todo mundo: primeiro, escrevo pra mim. Sobre aquilo q preciso/quero viver ou mesmo refletir. E depois, espalho isso por aí. O q acaba falando com tanta gente! E a recíproca é verdadeira, viu? Ontem tive um finalzim de dia cheio de baixos e acabei saindo um pouquim da dieta. Daí hj, já tava quase pensando “em furar os outros 3 pneus” qndo li o seu texto. Me fez parar e dizer pra mim mesma: acredite, vc pode continuar no caminho! 🙂

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