Hora de ajustar o foco

Se você tem um calendário bem aí, pertinho de você, dê uma espiadinha nele. Mas de antemão, prepare-se para o susto. Sim, hoje é o último dia do mês de abril, o que significa que 4 meses do ano já se passaram. Ou melhor, que um terço de 2012 acaba de ir embora. E você já parou pra pensar no que fez ou deixou de fazer nesses meses? Ou no que precisa colocar nos eixos para que o restante de 2012 seja espetacular?

Engraçado como a maior parte de nós tem a mania de chegar ao final do ano, olhar pra trás e dizer: “Nossa, passou tão rápido! Quando vi, já era dezembro e mal consegui fazer o que tinha planejado”. Pra que isso não aconteça, que tal uma paradinha estratégica hoje pra analisar, revisar e reorganizar os sonhos, projetos, pro ano?

Pense nas coisas que você deseja que aconteçam em 2012. Não apenas nas externas, mas também nas mudanças internas que você deseja implementar esse ano. Pense nas conquistas, nos projetos, nos sonhos. Avalie onde os avanços aconteceram, mas fique de olho também nos retrocessos. E, caso seja necessário, é ajuste o foco.

No meu caso, percebi que depois de quase 3 anos no processo de reeducação alimentar, estava mesmo precisando de uma ajuda profissional extra. Explico. No primeiro ano e meio, contei com o apoio de um programa chamado “Coma e emagreça”, mas chegou um ponto em que estacionei. Resolvi seguir sozinha, com o apoio da minha mãe, que é nutricionista. Só que, mais uma vez, cheguei num ponto em que tá tudo muito parado e as coisas não estão avançando. Assim, na quarta-feira, tenho consulta com uma nutricionista que, espero eu, me ajude a colocar as coisas de volta nos trilhos.

Ainda existem outras coisas que preciso rever urgentemente, como a frequência da atividade física. A correria nos dois últimos meses foi intensa e acabei me escorando nisso pra não comparecer, como devia, à academia e ao parque. Mas como sabem todos aqueles que precisam emagrecer (ou que querem manter a forma), todos os caminhos desse processo passam pelos exercícios físicos. Deles, não há como escapar.

E você, o que precisa ajustar, ou mesmo no que deve se empenhar, pra fazer com que 2012 supere todas as expectativas? Você ainda tem 8 meses pela frente! Que tal ajustar o foco e correr atrás daquilo que você tanto almeja? A largada já foi dada!

Cada coisa em seu lugar

Tenho percebido que grande parte das pessoas (especialmente as mulheres) à minha volta, padece de um mesmo mal: problemas com organização. E o que muitas vezes se restringia a uma única parte da vida, vai tomando todas as demais, tumultuando e sufocando a pessoa desorganizada.

Confesso que infelizmente me vejo, em muitos momentos, aumentando o hall de pessoas desorganizadas. E acontece sempre da mesma forma: uma parte da minha vida (seja no trabalho, seja na dieta, seja em casa mesmo) sai dos eixos e eu não organizo prontamente. Daí pra tudo mais estar de pernas pro ar é um pulo. E lá vou eu me sentir sufocada, cansada e estressada!

Essa semana tenho me sentido exatamente assim: no meio de um furacão de desorganização que, com certeza, começou com um pequeno ventinho. Mas como não fechei a porta e as janelas, ele foi ganhando proporções épicas e aqui estou eu: tendo que organizar a imensa bagunça que ele deixou pra trás.

Olhando bem criticamente a situação, percebo que pequenas faxinas diárias poderiam manter tudo organizado e facilitar minha vida, desafogando-a e me deixando mais livre, leve e solta. O que acontece, porém, é que vou procrastinando essas faxinas e dificultando o que podia ser bem mais simples.

O nome disso (além de procrastinação e preguiça, claro)? Auto-sabotagem. Isso mesmo. Ao invés de jogar no meu próprio time, eu fico fazendo vários gols contras. E depois, quando a coisa aperta, me acho no direito de reclamar do juiz, das condições do campo, da torcida adversária e por aí vai!

E aqui estou eu, tentando colocar um monte de coisa em ordem, quando poderia simplesmente me organizar para manter cada coisa em seu lugar. Um dia, espero eu, ainda chego lá!

Coitado coração

Tem dias que o coração acorda apertado
parece que passou a noite exprimido
sendo pisado, esmagado
coitado!

Tem dias que o coração acorda amassado
parece que passou a noite sendo dobrado,
dobrado e redobrado
coitado, coitado!

Tem dias que o coração acorda desanimado
parece que passou a noite sendo sugado
tendo todo o vigor dele retirado
coitado, coitado, coitado!

Tem dias que o coração acorda na mão
parece que passou a noite andando
e, cansado, foi parar no lugar mais inesperado
coitado, coitado, coitado, coitado!

Tem dias que o coração perde a cor
parece que passou a noite sendo desbotado
tendo todo o seu vermelho dele retirado
coitado, coitado, coitado, coitado, coitado!

Tem dias que o coração simplesmente se rebela
cansado de ser coitado
resolve reagir
aí, é melhor sair da frente
vem encrenca, ou melhor,
vem amor, vem paixão por aí!
Coitada de mim!

Aguenta firme, não desista!

Quem nunca teve um daqueles dias de simplesmente decidir chutar o balde? Quem nunca teve uma daquelas semanas onde tudo o que podia, e não podia, dar errado simplesmente dá? Quem nunca teve aqueles momentos de dizer: eu jogo a toalha, saio do ringue e pronto. Desisto de lutar.

Se você nunca teve, eu já. E confesso que foram e ainda são muitos esses momentos. Tem dias que tudo o que a minha cabeça consegue pensar é: pra que continuar? Desiste que é mais fácil! Chuta o balde, volta pra casa e esquece essa história!

E são tantas as histórias que às vezes quero esquecer. Tantas vezes quero esquecer a dieta, afinal, pra que continuar sofrendo desse jeito? Tantas vezes quero esquecer meu compromisso com a atividade física, afinal, pra que ficar ralando se o resultado vem tão devagarzinho? Tantas vezes quero esquecer alguns sonhos e projetos, afinal, quem disse que irão se realizar?

Preciso confessar que muitas vezes eu mesma me convenço de que é melhor desistir. E chego a fazer isso. Sim, eu também desisto. Só que, depois da desistência, bate aquela sensação péssima e eu fico sempre com aquela dúvida: e se eu tivesse tentado um pouco mais? E se eu simplesmente tivesse segurado a onda mais alguns segundos? E se tivesse me mantido na cora bamba por mais alguns passos?

Talvez, se eu não tivesse simplesmente jogado a toalha, logo depois daquela curva eu encontraria descanso, ou as coisas estariam melhores, ou eu teria entendido tudo pelo que eu estava passando. Ou não. Mas com certeza a sensação de desistência não me esmagaria pra sempre!

Assim, diante das dificuldades, procuro repetir pra mim mesma: é melhor aguentar firme do que desistir. É melhor ser pressionada agora do que viver com o gostinho da desistência na boca pra sempre. É melhor dar mais alguns passos e descobrir que não existe nada de diferente do que simplesmente ficar me remoendo com a possibilidade de descobrir algo inusitado logo ali.

Por mais clichê que pareça, ao menos pra mim, a máxima continua sendo verdadeira: o sofrer é temporário, o desistir é pra sempre! E, num dia como hoje, repito pra mim e pra você: aguenta firme, não desista! 😉

Atraso

Por mais que a gente não queira, ou tenha vergonha de admitir, a maior parte de nós tem um defeito em comum: a procrastinação. Nome feio que determina uma coisa que, por mais que seja socialmente aceita, não é lá tão bonita: a mania de deixar pra depois o que pode, e muitas vezes deve, ser feito agora.

Sabe aquela tarefa doméstica que você adia ad infinitum porque simplesmente não gosta de fazê-la? Sabe aquele problema no seu relacionamento que te incomoda e que você vai empurrando com a barriga até onde consegue? Sabe aquela atividade no trabalho que você bem que poderia ter feito ontem, mas preferiu deixar pra fazer hoje? Pois é, se você se reconhece em alguns desses exemplos (e se lembrou de tantos outros), você faz parte sim de um time que não para de crescer: o de procrastinadores.

O mais engraçado nisso tudo é que a procrastinação alheia nos irrita, e muito! Pense em quantas vezes você se sentiu irritado com um determinado político que deveria ter feito uma obra, ou mesmo terminado (o que não falta por essas bandas são obras inacabadas) e não o fez. Pense em quantas vezes você se sentiu lesado por seu colega de trabalho não ter terminado a parte dele num tempo que facilitasse a sua simplesmente porque ele simplesmente deixou pra depois.

Se formos bem honestos, veremos que a procrastinação alheia nos tira do sério. Mas que a nossa nos serve quase como um bichinho de estimação, afagado, vez ou outra, quando nos convém.

E eu não estou mirando apenas em você, que me lê, ou nas pessoas à minha volta não. Estou mirando bem dentro de mim. Sim, porque também padeço desse mal e vira e mexe me vejo deixando pra bem depois o que poderia ter resolvido exatamente agora!

Ser um procrastinador profissional faz de nós pessoas sempre com a corda no pescoço. Levando-nos ao limite – de nossas forças, de nossos relacionamentos, de nossos recursos. Impedindo-nos de curtir o dia de hoje porque sempre temos demandas dos dias anteriores. Vivendo sempre com a corda no pescoço, estressados, sem tempo para nada a não ser correr atrás do prejuízo.

Correr atrás e nunca estar adiante. Esse é o grande prejuízo de procrastinar. A gente acaba tendo que correr atrás das demandas, jamais se antecipando a elas. Sempre resolvendo problemas, nunca os evitando. E depois, ainda reclamamos do cansaço, da falta de forças e vontade. Mas quem fica bem diante de tantas coisas atrasadas?

Atraso. Talvez essa seja a palavra que melhor defina a procrastinação. Quando procrastinamos, ficamos sempre como o coelho da história “Alice no país das maravilhas”, lembra-se dele? Ele vivia com um relógio na mão e gritando: estou atrasado, estou atrasado! E, além de estar sempre confuso, confundia todos à sua volta!

Aproveitando o início da semana, que tal fazer um compromisso com você mesmo, com sua sanidade mental, com as pessoas à sua volta e simplesmente colocar em ordem o que você tem deixado pra trás? A procrastinação nos rouba muitas coisas e tá mais do que na hora de tomá-las de volta, não? Simbora nos antecipar ao invés de simplesmente correr atrás. Chegar à frente é sempre melhor, acredite!

Tic tac, tic tac

17h36 e nenhum post no blog. Como os queridos leitores dessas bandas já devem ter percebido, isso não é nada usual. Me organizo para postar até, no máximo, 10h da manhã. Mas hoje, infelizmente, isso foi impossível.

E a notícia que trago não é nada animadora. Na verdade, esse nem será um post propriamente dito. Será apenas um pequeno recadinho de desculpas, com um até amanhã acoplado. Hoje o dia começou com reunião, passando por mais de 3h no dentista e ainda não tem hora pra acabar. O tempo, por essas bandas, parece ter pego carona na cauda de um cometa!

Mas fiquem tranquilos! O tema do post de hoje (que tem tudo a ver com uma palavra excelente que ouvi ontem na igreja) continua fresquinho na memória. E, se tudo der certo, estará por aqui amanhã logo pela manhã!

Inté!

O comentário que virou post

No post de ontem, em que eu falava sobre a importância de não permitirmos que nossas emoções assumam o controle das nossas vidas, a Renata fez um comentário bem interessante. E tão, mas tão bacana, que acho que cabe abrir a discussão por essas bandas:

“Eu fiquei pensando no quanto os sentimentos – dos outros – têm o poder de nos controlar e no quanto isso é injusto. Não acho que devemos virar monstros egoístas que não têm consideração pelos sentimentos alheios, mas acho que esquecermos dos nossos sentimentos em prol dos dos outros é fria. Ando pensando muito sobre isso”.

É, não basta não permitir que os nossos próprios sentimentos nos dominem. Também precisamos tomar o cuidado pra que os sentimentos dos outros não ditem as nossas ações, as nossas atitudes.

Que fique claro: se não podemos controlar o que sentimos, quanto mais o que os outros sentem. Não temos como garantir que uma ação x de nossa parte irá repercutir da forma y na pessoa, gerando o sentimento z por conta disso. E se controlar tudo isso não é possível, não é um pouco ilógico permitir que esse sentimento que nem sabemos se w ou z nos controle, nos pressione, nos limite?

Mas é o que mais acontece. Deixamos que os sentimentos alheios ditem a pauta de nossas ações, de nossos projetos, de nossos pensamentos. Quer um exemplo bem claro e simples? Você recebe uma proposta maravilhosa de emprego. Mas apesar de achar que pode ser uma fonte de crescimento, você fica extremamente balançado. Não porque não queira ou não ache que deva ir. Mas simplesmente porque fica preocupado com os sentimentos do seu chefe atual, que gosta realmente de você. Você sofre por imaginar que ele ficará chateado, magoado.

Isso mesmo, você sofre. E é aqui o ponto primordial: o sofrimento. Se o sentimento do outro nos controla de tal forma que começa a nos prejudicar, começa a nos fazer sofrer, talvez seja hora de rever a ordem das coisas. Não proponho o egoísmo puro e simples, que fique claro. Mas proponho irmos até onde vai realmente a nossa responsabilidade. Proponho, isso sim, o cuidado consigo mesmo, o amar-se, o preservar-se.

Permitir que os sentimentos alheios nos dominem é dar a condução de nossas vidas pra uma outra pessoa. É tornar-se apenas espectador de sua própria vida. E tem coisa mais triste que isso? Ser uma marionete, mesmo que inconsciente, de um tirano de terras estrangeiras? Eu acho que não…

E você, o que pensa disso? Estão abertos os debates! 😉