Sem concessões

Pergunte pra qualquer pessoa envolvida num processo de emagrecimento o que realmente leva a vaca pro brejo que, de maneira praticamente unânime, a resposta que você ouvirá será: o “me permitir”. Ou, em outras palavras, as tais das concessões.

A pessoa faz a dieta certinha a semana inteira, mas numa sexta-feira à noite, chegando cansada em casa, se permite pedir uma pizza bem gordurosa. Ou ainda, a pessoa consegue resistir bravamente a todos os petiscos da festinha infantil, mas quando chega em casa, para comemorar tamanha perseverança, se permite um verdadeiro afogamento num pote de sorvete.

Só que concessões não são exclusividade de quem está de dieta. Elas não batem à porta apenas daqueles que lutam contra a balança. Elas se insinuam, o tempo todo, pra todos nós. Elas jogam charme, usam de toda a malemolência que lhes é peculiar para que, naqueles momentos de desatenção, simplesmente caiamos em sua teia!

Você acorda decidido a ser feliz e ponto. Nada pode detê-lo. Nada vai tirar o sorriso do seu rosto. Mas o dia passa. As horas se arrastam. E seu chefe, que nada sabe sobre sua decisão, simplesmente joga um caminhão de responsabilidades e reclamações sobre as suas costas. Vendo toda a situação, você diz pra si mesmo: “Ah, é só uma tristezinha! E eu nem tenho como evitá-la!” E lá vai você, abrir a porta pra tristeza entrar. E se instalar!

Ou ainda, seu grande sonho é fazer aquela viagem internacional. E, decididamente, esse ano, ela sai do papel. Fazendo as contas, você sabe que é preciso apertar o orçamento e não abrir concessões. Não vai ser o fim do mundo, mas alguns luxos serão cortados. Mas tudo em nome de um sonho! Só que os meses passam e aquele Iphone não sai da cabeça. Toda vez que você passa em frente à loja, tem a sensação de que ele dança pra você. E, num belo dia, você não resiste e se permite comprá-lo! E lá vai sua viagem bater asas e acontecer só no ano que vem.

E o mais engraçado, em relação às concessões, é o quanto somos negligentes com seus efeitos. É um tal de “ah, só um bombonzinho não tem problema!”, ou “são só quinze reais mesmo, que diferença faz?” ou ainda “é só uma paradinha, daqui a pouco volto ao ritmo normal”. E de concessão em concessão, lá vai a vaca pro brejo! E lá vai nosso humor junto com ela! E lá vão nossos sonhos, nossos projetos, nossos alvos, pra cada vez mais longe de cada um de nós!

Assim, nessa semana, imponha-se um desafio: foque naquilo que você deseja e não abra mão disso. Pode ser chato, pode ser cansativo, pode ser pesado, mas lembre-se: a chatice do agora é garantia do sorrisão, da satisfação, de amanhã! Não abra concessões! Persevere!

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