Daquilo que me incomoda

Tem gente que nasce velha. Não, não estou falando de Benjamin Button (por mais que ele seja a personificação máxima dessa frase). Estou falando daquelas pessoas que, muitas vezes, mesmo crianças, adolescentes ou jovens, se comportam como velhos. Pensam como velhos. Sentem como velhos. E eu me enquadro perfeitamente nessa categoria.

Isso nunca me incomodou. Não até agora. Quando começo realmente a envelhecer. Tá que dizer que uma pessoa de 31 anos é velha é um pouco de exagero adolescente mas, de certa forma, não sou mais uma menina. E envelhecer já tendo nascido velha tem efeitos colaterais que sinceramente me preocupam. Um deles? A falta de paciência extrema.

Nunca tive muita paciência, que fique claro. Mas nos últimos tempos, tenho percebido que é cada vez mais complicado segurar a pequena linha que ainda me resta. E essa impaciência se manifesta principalmente em relação a determinadas atitudes que vejo à minha volta.

Gente mal educada, por exemplo. Me irrita. E muito. A ponto de, em determinados momentos, eu começar a somatizar isso. Como não posso simplesmente dar umas belas palmadas nas pessoas em questão, eu começo a empolar de impaciência e irritação. É, Brasil, meu chilique chega em forma de vermelhidão na pele.

O pior é que isso tem se tornado mais frequente do que eu gostaria. Tanto o chilique, quanto a falta de educação das pessoas que me cercam. E quando eu falo falta de educação, eu me refiro a coisas básicas, como respeitar o professor (tá, eu sou velha mas ainda estudo!), respeitar os mais velhos, saber se comportar onde quer que se esteja, dar a vez no trânsito, não jogar lixo no chão e por aí vai. E olha que eu estou falando de gente adulta mal-educada e não de crianças (sim, porque pra elas ainda há esperança!).

Diante disso, tenho me perguntado nos últimos dias: o que fazer? Ficar empolada a cada má-educação que rola à minha volta não é, com certeza, a melhor saída. Mas deixar de me incomodar com isso também me parece um pouco complicado. O meio termo, você diria, seria uma alternativa plausível. Daí, eu pergunto: o que seria um meio termo nessa questão?

Me incomodar sem me estressar pode ser a resposta. E um exercício a ser praticado nos próximos tempos. Se vai dar certo, não sei. Mas prometo contar pra vocês dos avanços (ou não). Ou seja, em breve, cenas dos próximos capítulos!

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