Cruzando a linha de chegada

Depois de uns bons meses sem participar de corridas de rua, nesse final de semana competi em uma muito especial: o Circuito Mulher. Como o próprio nome deixa claro, é uma prova exclusivamente feminina e, exatamente por isso, é uma das mais divertidas – e bonitas – do calendário anual de corridas de rua.

Muito provavelmente por conta da falta de ritmo, e pelo cansaço que a correria anda me impondo, essa foi uma prova bem puxada para mim. Tanto, que em determinado momento, comecei a me questionar: por que eu invento esse tipo de coisa? Por que eu levanto às 7h da manhã num domingo, enquanto eu poderia muito bem estar na cama descansando?

Enquanto a mente pensava na resposta, o corpo aproveitava o momento de dúvida e começava a insistir pra que eu simplesmente parasse e desistisse. Afinal, quem poderia me recriminar por isso? Eu estava cansada, sem saber ao certo porque correr e, além do mais, ao contrário das magrinhas ao meu lado e à minha frente, meu peso era mais um bom motivo para que eu desistisse e isso não fosse estranho a ninguém.

Só que, de repente, me lembrei da linha de chegada. E me lembrei que toda vez que a cruzo, eu estou transpondo os meus próprios limites. Com essa lembrança, um sorriso nasceu no meu rosto e incendiou todo o meu corpo. Eu invento de correr simplesmente pra provar pra mim mesma que os limites que encontro pelo caminho podem (e devem) ser transpostos.

É claro que essa constatação não fez a corrida ficar mais fácil ou mesmo aproximou a linha de chegada. Tampouco diminui as muitas dores ou melhorou o fôlego. Mas ela me deu o impulso que eu precisava pra entender aquilo que estou cansada de ouvir: a dor é passageira. E, quando comparada com o gostinho de terminar a corrida, ela é praticamente inexistente.

Cruzada a linha de chegada, o que era um sorriso virou gargalhada. Afinal, mais um desafio vencido. E a certeza de que estou mais do que preparada pra enfrentar (e vencer) todos os outros que virão!

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4 pensamentos sobre “Cruzando a linha de chegada

  1. É isso aí Re….
    Eu aqui em Sampa acordando todo dia às 6 hs e saindo pra caminhada e corrida (leve ainda) me sinto tão energizada!!
    Ah, Edu e eu queremos participar também da Meia Maratona de Buenos Aires… vamo bora??

    • Isso mesmo tia! Na hora de acordar e até pelo menos quase o final da corrida, eu sempre me pergunto pq invento isso. Mas depois, acho delícia! rs… E meu personal, a esposa dele e eu estamos querendo ir mesmo. Vai ser dia 9 de setembro, simbora combinar direitim e correr juntos?

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