Por uma vida mais relevante

Está acontecendo em Goiânia, desde a última semana, a 5ª edição da mostra “O amor, a morte e as paixões”. E, aproveitando que são mais de 64 filmes dos mais diversos estilos, dei um jeito de assistir a todos aqueles que pude (e tive vontade). Na minha lista particular, além de Submarino, Estranhos Normais, Tetro e Gainsbourg: o homem que amava as mulheres, entrou Histórias Cruzadas (cujo título em inglês é The Help) – um filme que, inclusive, tem várias indicações ao Oscar. Se você tiver a oportunidade de assisti-lo, faça isso. Mas prepare-se para sair em crise do cinema.

Histórias Cruzadas é daquele tipo de filme que além de ter um excelente enredo e atuações excepcionais, tem o poder de envolver a sua vida com tudo que se passa na tela. E isso, de tal forma, que quando o filme acaba você fica um bom tempo analisando-se e pensando no que tem feito até aqui.

Não vou contar muito a respeito da película, mas o importante é saber que ela retrata uma época bastante conturbada nos EUA: a década de 60, onde os movimentos civis eram a bola da vez. E mais que isso, mostra o que empregadas negras do estado do Mississipi tinham a dizer sobre as suas próprias vidas (e a de seus patrões). E como alguém ousou fazer a diferença em todo esse contexto.

E é exatamente nesse ponto que entra o momento crise trazido pelo filme. Quando a película acaba, a gente levanta do cinema e vai ruminando tudo o que viu. Até chegar ao ponto de se fazer a fatídica pergunta: o que tenho feito pra ter uma vida relevante? O que tenho feito para fazer a diferença, mínima que seja, na vida das pessoas à minha volta, no mundo em que vivo?

O segundo momento de crise é quando você descobre que, muito provavelmente, tem feito pouco ou talvez nada nesse sentido. Daí surge o terceiro estágio, quando você coloca todas as cartas sobre a mesa e se pergunta: o que fazer para que sua vida seja mais relevante?

Como brinquei com alguns amigos, com o filme e as crises advindas dele, inaugurei uma nova categoria de choro: o choro retroativo. Depois de deixar uma amiga em casa, caí num choro que só deu uma leve diminuída quando cheguei à garagem do meu prédio. Choro esse que tinha como motivo principal a certeza de que preciso agir urgentemente pra que minha vida seja levemente relevante.

De lá pra cá, tenho me perguntado: o que fazer para que isso aconteça? Ter consciência de que algo precisa ser feito é um pequeno passo, eu admito. Mas a jornada é longa e não é feita de um único passo. Colocar isso na pauta do dia e me disciplinar para fazer coisas relevantes sempre que puder também é outro passo. Mas ainda assim, não estou convencida de que isso é o suficiente.

Que tal me ajudar respondendo a essas perguntas: o você tem feito para que a sua vida seja relevante? Você tem pensado nisso? Tem feito algo nesse sentido? Assim como eu, tenha certeza, você nasceu para fazer a diferença. E cabe a você permitir que isso realmente aconteça.

***

Pra ficar com mais água na boca, clique aqui e assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=zp9Fzo7Ah7E

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