Pesadelos

Tem dias em que mal abro a porta
E eles, sem qualquer cerimônia, entram casa adentro
Vão se instalando por todos os cômodos
E me enchendo de pequenos e grandes receios
Medo do dia e daquilo que virá
Medo também do que não virará
Medo dos olhares tortos
E dos sorrisos tortos
Medo da falta de sorriso
Medo do que eu penso dos outros
Medo do que os outros pensam que eu penso
Medo de tudo o que tenho que fazer
Medo de não ter o que fazer
Medo do fazer pra ter
Medo de ter medo
E medo do próprio medo

Só que tem outros dias
Em que a porta permanece fechada
E eles ficam lá foram
Tremendo de medo
Medo de eu descobrir que posso espantá-los
Medo de eu entender que posso detê-los
Medo de perceber que posso viver sem eles
Medo de imaginar que consigo vencê-los
Medo de que meus olhos se abram
E que, de uma hora pra outra, eu simplesmente descubra
Que eles só existem nos meus pesadelos!

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